Camisa da Seleção Brasileira atinge um dos menores custos da história mesmo com alta de preços
Diferença no aumento da inflação e no valor nominal dos uniformes impactou em peças mais "acessíveis"

As camisas da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo, produzidas pela Nike, estão entre as mais baratas da história quando considerado o poder de compra - mesmo com o aumento nominal dos preços ao longo dos anos.
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A transformação das camisas de futebol em itens de moda e estilo impactou diretamente o mercado de uniformes esportivos. Nos últimos anos, os modelos passaram a apostar em designs mais ousados, com propostas alternativas que vão além do tradicional, acompanhando tendências do universo fashion.
Esse movimento também se refletiu nos preços, que cresceram de forma consistente em termos absolutos. Ainda assim, quando ajustados ao poder de compra, os valores atuais das camisas da Seleção Brasileira não figuram entre os mais altos da história, indicando uma mudança relevante na relação entre produto, consumo e posicionamento de mercado.
Ao recuperar os valores de venda das camisas do Brasil desde o Mundial 1998, na França, a edição da Copa de 2026 é o segundo menor ao ser comparado com o valor do salário mínimo no país. Neste ano, os uniformes da Seleção estão custando R$ 449,99 na versão torcedor, modelo usado como base para essa análise, o que representa 27,7% do piso salarial.
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A atual camisa só perde a edição 2018, quando era de 26,1% do salário base, o que torna as peças da Copa da Rússia as mais acessíveis da história da Seleção neste recorte. O período leva em consideração todos os modelos produzidos pela Nike, que tem parceria com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) desde o Mundial de 1998.
O levantamento mostra que houve uma queda constante entre a Copa da França e a Copa da Rússia, cada ano com um valor maior absoluto dos uniformes, mas representando um percentual menor do salário mínimo no Brasil. Há, entretanto, uma variação positiva em 2022 com um leve aumento de 26,1% para 28,7%, mas volta a registrar queda no Mundial deste ano.

O que explica a queda no percentual do valor da camisa?
A explicação para a camisa do Brasil ter se tornado mais "acessível" para os torcedores é a diferença no crescimento da inflação em comparação ao valor dos uniformes. Nesse período, o piso salarial no Brasil aumentou 1.146,52%, chegando a R$ 1.621 em 2026. Já o acumulado da inflação variou positivamente 443,06%, um pouco acima do valor de crescimento das camisas, que foi de 405,5%.
Pelo fato do crescimento da camisa ter ficado abaixo da inflação, isso barateou o custo no comparativo com o salário mínimo. Entretanto, vale ressaltar que isso não transformou a camisa em um item de baixo custo nominal e segue pesando no bolso da maioria da população brasileira.
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