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Vila Nova encaminha suspeito de racismo à polícia após jogo da Série B

Caso ocorreu no duelo contra o Operário-PR

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Lance!
Rio de Janeiro (RJ)
Dia 19/04/2026
22:47
Torcida do Vila Nova no jogo contra o Operário (Foto: Daiane Farias/MyPhoto Press/Folhapress)
imagem cameraTorcida do Vila Nova no jogo contra o Operário (Foto: Daiane Farias/MyPhoto Press/Folhapress)

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O Vila Nova localizou o torcedor acusado de cometer injúria racial contra o atacante Berto, do Operário-PR. O clube goiano encaminhou o homem à Central de Flagrantes de Goiânia neste domingo. O episódio aconteceu no sábado, durante partida pela 5ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro, no estádio Onésio Brasileiro Alvarenga (OBA).

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O atacante Berto denunciou a injúria racial ao término do jogo. O Vila Nova acionou imediatamente o policiamento do estádio. O sistema interno de segurança e reconhecimento facial do OBA foi utilizado para identificar o suspeito. Informações apuradas pela reportagem indicam que o homem é um sócio-torcedor chamado Alessandro. O clube não divulgou oficialmente a identidade completa.

Berto foi vitima de racismo em Vila Nova x Operário (Foto: Heber Gomes/AGIF/Folhapress)
Berto foi vitima de racismo em Vila Nova x Operário (Foto: Heber Gomes/AGIF/Folhapress)

O Vila Nova comunicou às autoridades sobre a identificação para "adoção das providências legais". Um representante do clube acompanhou o encaminhamento do torcedor à Central de Flagrantes. O Boletim de Ocorrência foi registrado com participação da Polícia Militar e da Polícia Civil.

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O jogo teve outros incidentes após o apito final. O jogador Jhan Torres lançou um objeto que atingiu o rosto de Geso Oliveira, ex-presidente do Vila Nova. Oliveira arremessou uma garrafa de isotônico em reação. A garrafa acertou o rosto de Álvaro Góes, presidente do Operário-PR. Góes caiu no gramado com sangramento no nariz. O torcedor atingido pelo objeto lançado por Jhan Torres sofreu lesão corporal na boca. Ele necessitou de quatro pontos e recebeu atendimento médico na ambulância do estádio.

Pronunciamento do Vila Nova

O vice-presidente do Vila Nova, Hugo Jorge Bravo, disse estar "envergonhado" após a partida. Bravo pediu desculpas ao jogador Berto e ao dirigente Álvaro Góes. O presidente do clube prometeu oferecer total apoio na apuração do caso.

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Em nota oficial, o Vila Nova declarou: "Por meio do sistema interno de segurança e reconhecimento facial do clube, identificamos o suspeito, e prontamente informado às autoridades competentes para a adoção das providências legais. O respectivo Boletim de Ocorrência foi devidamente registrado junto às Polícias Militar e Civil acompanhado pelo representante do clube."

O clube divulgou posicionamento sobre os dois incidentes: "O Vila Nova Futebol Clube repudia qualquer forma de discriminação, como a relatada pelo atleta Berto, do Operário Ferroviário, após a partida de ontem pelo Campeonato Brasileiro B, bem como atos de violência. Esta instituição, em toda a sua história, combateu qualquer forma de ato discriminatório e, no caso específico da racial, sempre realizou campanhas ativas de prevenção, seja nas camisas dos atletas e nos estádios, no alambrado, de forma sonora, telões e nas campanhas sociais."

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Sobre o arremesso de objetos, o Vila Nova afirmou: "Quanto ao arremesso de objetos, injustificáveis e repudiados por este clube, é importante deixar claro que a conduta inicial partiu do atleta do Operário, que lançou uma garrafa de isotônico parcialmente cheia e atingiu a boca de um torcedor. De imediato, como forma de reação instintiva, esse mesmo torcedor devolveu o lançamento do objeto, que atingiu o Presidente do Operário. O torcedor do Vila Nova teve lesão corporal em sua boca, necessitou de quatro pontos e atendimento médico na ambulância do estádio. Após atendimento médico, foi encaminhado para autoridade policial competente."

O clube encerrou a nota afirmando: "Seguimos firmes na defesa de um futebol mais justo, respeitoso e seguro para todos."

A investigação sobre o caso de injúria racial está em andamento. O Vila Nova aguarda o trâmite do devido processo legal para determinação de responsabilidade e eventuais sanções ao torcedor. O clube afirmou que não medirá esforços para a completa apuração dos fatos. Caso seja comprovada a injúria racial, o Vila Nova defende a aplicação das sanções cabíveis aos responsáveis.

O Vila Nova destacou que atua com responsabilidade e transparência. O clube mencionou a denúncia que originou a Operação Penalidade Máxima como exemplo de sua atuação. A instituição reafirmou seu compromisso histórico de combate a atos discriminatórios por meio de campanhas de prevenção, incluindo mensagens nas camisas dos atletas, nos estádios, no alambrado, em telões e em ações sociais.

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