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Paysandu x Remo: rivalidade paraense ganha novo capítulo com acesso do Leão à Série A

Comércio em Belém tem previsão de crescimento com acesso do Leão

PorJunior CunhaBelém (PA)
28/01/2026 09:18
Atualizado em 04/02/2026 16:55
Baiuca da Resenha - Foto Arquivo pessoal Miguel Ângelo
Baiuca da Resenha - Foto Arquivo pessoal Miguel Ângelo

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Enquanto o Remo atravessava um começo de século XXI marcado por altos e, sobretudo, baixos, o Paysandu vivia o seu período mais vitorioso. Em 2001, o Papão deu início aos anos áureos ao conquistar o bicampeonato da Série B do Campeonato Brasileiro, com uma goleada por 4 a 0 sobre o Avaí, no Estádio Banpará Curuzu, reforçando que a rivalidade paraense seguia em caminhos opostos.

No ano seguinte, a inédita conquista da Copa dos Campeões, que credenciou o Papão a disputar a Libertadores. Até hoje, o Paysandu tem o melhor aproveitamento de um brasileiro na competição continental, com mais de 70% de aproveitamento e uma histórica vitória em cima do Boca Juniors em plena La Bombonera.

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Além do bom início de século, o Paysandu teve nos últimos 10 anos cinco conquistas de Copa Verde e chegou ao número de 50 títulos estaduais. Rivalidade aflorada que ganhou um novo capítulo em 2025 com o Remo retornando à Série B, conseguindo o acesso à Série A e vendo o Papão ser rebaixado com a pior campanha da segunda divisão, tendo somado apenas 28 pontos em 38 jogos.

Para chegar ao final da Série B na quarta colocação com 62 pontos, o Leão teve no meio da competição um afastamento do G4, principalmente sob o comando de António Oliveira. No entanto, a campanha quase perfeita com Guto Ferreira - sete vitórias, um empate e uma derrota em nove jogos -, deu ao clube a vaga na primeira divisão.

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- Esse negócio de bons e melhores momentos acontece em qualquer time. Tivemos nossos momentos ruins, mas o que importa é que no final conseguimos o objetivo que era o acesso à Série A - pondera o presidente do clube Antônio Carlos Teixeira, o Tonhão.

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Acesso à Série A promete financeiro bom para todos

A volta do Remo à Série A é cercada de expectativa não apenas por torcedores e dirigentes do clube. No externo, a economia de Belém deve ficar aquecida com as partidas do Leão na primeira divisão nacional. O primeiro jogo na capital paraense está marcado para o dia 4 de fevereiro contra o Mirassol no Estádio do Mangueirão.

Antes disso, nesta quarta-feira (28), a equipe azulina inicia a caminhada contra o Vitória, no Barradão, em Salvador. E o confronto deve ser acompanhado atentamente pelos torcedores em um dos redutos remistas na cidade.

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Proprietário do "Baiuca da Resenha", Miguel Ângelo, torcedor azulino, revelou ao Lance! que as reservas de mesa para o espaço estão praticamente esgotadas desde o final de semana.

- A expectativa aqui, como em toda Belém, é enorme. A cidade deve parar para a estreia do Remo após 32 anos longe da primeira divisão. Acredito que aqui devemos ter a casa lotada. Praticamente todas as reservas de mesas estão feitas, isso desde antes do jogo do Parazão (no sábado). O aumento nas demandas nos jogos do Remo já é visível - contou.

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Procurado pelo Lance!, o Sindicato dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares do Estado do Pará (SHRBS) informou não ter uma projeção sobre o "efeito Série A" na economia paraense com as partidas do Remo na competição nacional a partir de fevereiro.

- Depois do acesso contra o Goiás, percebemos que, mesmo sem jogar, a cidade respira o Remo na Série A. O futebol paraense gira em torno deste momento especial. Isso vai refletir no comércio. O modo da sociedade se mover muda nos dias de jogos. Em dia de jogo do Campeonato Brasileiro isso se intensifica. Agora vamos ver como a sociedade vai se mover quando o Remo estrear na primeira divisão - destacou Miguel Ângelo.

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Pensamento compartilhado com o presidente Antônio Carlos Teixeira, que enxerga uma vantagem para todos os setores da sociedade paraense.

- O acesso à Série A só traz benefícios não só ao futebol paraense, como também para o empresariado local. Vamos ter a visita de turistas. A rede hoteleira vai funcionar, os restaurantes. Enfim, todo mundo cresce, todo mundo ganha com esse avanço do Remo. Não diria que é o melhor momento (financeiro da história do clube), mas sim bem mais tranquilo do que outrora enfrentou. Lógico que temos ainda dificuldade, porque a partir do momento que você aumenta a receita, aumenta também a despesa.

Internamente, o Remo trabalha com um salto de quase três vezes o orçamento de 2025. Fábio Bentes, atual presidente do Conselho Deliberativo do clube, pontuou ao Lance! que a projeção financeira para este ano gira em torno de R$ 160 milhões.

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- Nosso orçamento em 2025 foi de R$ 40 milhões. Agora, para 2026, projetamos algo em torno de R$ 160 milhões, quatro vezes mais. Isso não pode ser usado apenas no futebol, mas também para melhoria do clube e conclusão de algumas dívidas que estão sendo pagas - concluiu Bentes.

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Miguel Ângelo - Foto - Junior Cunha
Rivalidade paraense ganha novo capítulo para o comércio de Belém (Foto: Junior Cunha / Lance!)
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