Justiça determina venda de estádio de campeão da Série D
Tupi terá que vender o Estádio Salles Oliveira

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O Tupi, de Juiz de Fora-MG, recebeu determinação da Justiça para vender o Estádio Salles Oliveira, inaugurado há 94 anos. A alienação da praça, avaliada em R$ 12 milhões, faz parte do plano de Recuperação Judicial (RJ) do clube e cobrirá cerca de metade da dívida total da agremiação, que ultrapassa os R$ 24 milhões. O processo de RJ, homologado no final de março, é uma etapa fundamental para que o clube se torne uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF).
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Modelo de venda e Recuperação Judicial
A comercialização do estádio não ocorrerá por meio de leilão. A venda será aberta, com pagamento parcelado, e os valores recebidos serão destinados ao pagamento dos credores. A transação só será finalizada após a homologação judicial. O juiz Augusto Vinícius Fonseca e Silva, da Vara de Sucessões, Empresarial e de Registros Públicos da Comarca de Juiz de Fora, determinou que a negociação seja realizada através de uma Unidade Produtiva Isolada (UPI). Esse mecanismo separa ativos do clube para permitir a venda sem o risco de ações por parte dos credores.
Além do estádio, será criada a UPI Futebol, estrutura que abrigará os ativos relacionados ao departamento de futebol visando a futura venda da SAF. As propostas de compra serão enviadas para o Administrador Judicial e também dependerão de aprovação da Justiça. A Magnitude Participações Ltda. é a principal interessada na aquisição e mantém negociações com o clube desde 2024.
A empresa e o Tupi optaram pelo regime de Recuperação Judicial para controlar o passivo financeiro da entidade. O clube conseguiu a continuidade do processo de RJ após sanar pendências judiciais, como a apresentação da Certidão Positiva com efeito de Negativa junto à Receita Federal e da Certidão Negativa de Débito estadual, tendo sido dispensado da apresentação da certidão municipal.

Derrocada financeira e rebaixamentos
A grave crise financeira enfrentada pelo Tupi tem origem em más administrações e foi agravada pela pandemia de Covid-19. O estádio Salles Oliveira, sem receber jogos oficiais do time profissional desde o início dos anos 2000, tornou-se alvo constante de penhoras por processos trabalhistas. O atual presidente, Eloísio Pereira de Siqueira, está no comando do clube durante esse agravamento da situação.
O colapso administrativo refletiu-se em uma queda acentuada de rendimento esportivo nos últimos oito anos. O Tupi, campeão da Série D do Brasileiro em 2011, sofreu rebaixamentos sucessivos nas divisões nacionais a partir de 2016. Em 2019, foi rebaixado no Campeonato Mineiro e ficou sem calendário nacional. Após disputar o Módulo 2 do estadual por quatro temporadas, o clube caiu para a terceira divisão de Minas Gerais em 2024 e não obteve o acesso em 2025.

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