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CEO da Genius: confiança do público no impedimento semiautomático levará tempo

Guilherme Buso deu entrevista exclusiva ao Lance!

PorLourenço Cavanellas RebelloRio de Janeiro (RJ)
08/08/2026 07:40
Atualizado há 2 minutos
Impedimento de Wallace Yan em Flamengo x São Paulo
A tecnologia do impedimento semiautomático já está em funcionamento no Brasil (Foto: Reprodução)

Em entrevista exclusiva ao Lance!, Guilherme Buso, head da Genius Sports na América Latina, explicou o funcionamento do impedimento semiautomático no futebol brasileiro. O profissional falou sobre as diferenças entre a ferramenta contratada pela CBF e a utilizada na Copa do Mundo, e também respondeu a dúvidas sobre como acostumar o público consumidor com o novo recurso.

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Guilherme explicou os detalhes que diferenciam a inovação daquela adotada pela Fifa e destacou a velocidade do procedimento de análise do sistema. O impedimento semiautomático da Genius também é utilizado na Premier League, D e nos campeonatos Belga e Mexicano.

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As diferenças da ferramenta utilizada no futebol brasileiro e na Copa do Mundo

Com o impedimento semiautomático oficialmente em uso no futebol brasileiro após a pausa para a Copa do Mundo, surgiram dúvidas entre os torcedores que acompanharam o Mundial. Em sua análise, o head da empresa explicou que o recurso é diferente do escolhido pela Fifa, tendo como principal destaque a dispensa do chip na bola para operar, funcionando apenas com as câmeras espalhadas pelos estádios.

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— Primeiro de tudo, a nossa tecnologia ela se baseia em câmeras, ela se baseia em imagem. Ela não depende de um chip na bola; eu acho que esse é um dos grandes diferenciais. É uma tecnologia que tem 28 câmeras, no mínimo, instaladas em cada estádio — iniciou antes de explicar a utilização dos iPhones que geram a imagem.

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— O iPhone tem uma velocidade de processamento muito grande; tem 100 frames por segundo, 4K. Então, por meio da imagem, a gente consegue, de fato, pegar o momento do passe, o momento em que o jogador está ali na posição de impedimento. E mais do que isso, é a nossa possibilidade de poder entregar uma decisão final já com o gráfico virtual, a linha ali definida, muito rápido — complementou Guilherme.

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— Hoje, em segundos, essa imagem final virtual é entregue. Às vezes, o jogo nem voltou a rolar e já é disponibilizado para a televisão e até no telão dos estádios. Então eu diria que essas são as grandes diferenças: a velocidade e a capacidade de observar isso por meio dos ângulos de câmeras espalhados pelo estádio — concluiu.

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Veja a resposta de Guilherme em vídeo:

Câmeras para captação do impedimento com a tecnologia semiautomático
Câmeras para captação do impedimento com a tecnologia semiautomático (Divulgação/Corinthians)

Processo de confiança na ferramenta

Outro questionamento foi sobre como transmitir aos torcedores que acompanham o futebol a confiança necessária na qualidade e na credibilidade da ferramenta. Guilherme apontou que isso faz parte de um processo que não se estabelecerá de maneira rápida e que, naturalmente, quem consome poderá se sentir prejudicado em algum momento, assim como beneficiado.

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Além disso, disse que os constantes alinhamentos com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) devem acelerar o processo para estabelecer a sensação de conforto em relação à utilização dessa tecnologia.

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— Eu acho que inovação e tecnologia precisam de um processo de maturação. É natural que, logo que acontece com o seu time, você fique ressabiado, mas, na semana seguinte, quando acontecer a favor, você já fala: "Pô, essa tecnologia é boa". Então eu acho que é um processo de educação, tempo e um alinhamento sempre muito conjunto com a CBF — iniciou sua análise.

— Eu acho que a CBF vem fazendo um trabalho muito profissional com a arbitragem, e isso leva tempo. Por muitos anos, o fã não acreditou, não confiou… Então é um processo longo, mas que, por meio de tecnologia e inovação, a gente consegue trazer essa confiança — continuou antes de trazer mais informações sobre o impedimento semiautomático.

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— É um sistema que é exatamente igual ao da Premier League, exatamente igual, não tem nenhuma diferença. Então é uma liga muito confiável, é uma liga que ninguém questiona, então não tem por que não acreditar que isso vai funcionar aqui no Brasil — afirmou Guilherme.

Confira a análise em vídeo:

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