'Figurinhas carimbadas continuam a agir livremente em estádios e ruas'
Editor fala a respeito de mais uma briga envolvendo torcedores organizados e da impunidade que permite a continuidade desses episódios

O que faz um sujeito se despencar do Rio ou de São Paulo para Brasília, enfrentar mais de mil quilômetros de estrada e até 15 horas dentro de um ônibus para assistir a um jogo que na prática não vale quase nada. Não me venham dizer que é amor pelo Flamengo ou pelo Palmeiras, façam-me o favor. Isso não tem nada a ver com paixão pelo futebol.
O motivo ficou claro nos corredores do Mane Garrincha.
É óbvio que a briga entre a Mancha Verde e a Raça Rubro-Negra não aconteceu por acaso. Como quase sempre, tudo foi planejado, convocado através das redes sociais. Uma verdadeira agenda do crime. Só a polícia e a organização do jogo não sabiam disso. Mas a incompetência das autoridades de Brasília apenas agravou a situação, permitiu que os vândalos encontrassem campo livre, ainda dentro do estádio e durante o jogo, para desfiar toda a sua fúria e irracionalidade.
É incrível que, seja em Brasília, em São Paulo ou no Rio, episódios como esse continuem a surpreender à polícia. Repressão, evidente, e necessária. Mas cacetada e gás de pimenta não vão resolver essa parada. Antes, é preciso prevenir. O que falta, é um trabalho efetivo de inteligência, de investigação. Fazer o rastreamento da comunicação digital dessa gente, identificar de forma realmente eficaz esses bandidos, coisas simples assim, que já seriam um bom adianto para poupar vidas e restabelecer a ordem nos estádios e nas cidades em dias de jogos.
O torcedor do Flamengo ferido em estado grave não é vítima, que fique claro. É também agressor. Apenas, por azar, levou a pior. Mas não foi a primeira vez que se meteu em confusão, assim como certamente boa parte dos palmeirenses detidos já é figurinha carimbada no rol da bandidagem torcedora. Que essa gente continue a andar livremente pelas ruas e estradas e a entrar nos estádios é que definitivamente não pode ser mais admitido pela sociedade.
Fazer clássicos de torcida única, como em São Paulo, é ridículo. Suspender por algum tempo uma ou outra organizada, como é usual no Rio, igualmente não resolve nada. Estar no estádio, ver o jogo, é o que menos importa para esses bandidos. Brigar, espancar, matar se pode fazer em qualquer lugar. E quem faz isso não é uma "TORCIDA", essa coisa vaga. São pessoas, com rosto e documento de identidade.
Enquanto a polícia, o Ministério Público e a Justiça não personalizarem as punições, levando os casos às últimas conseqüências – leia-se cadeia e não apenas essa brincadeirinha de proibir um ou outro de frequentar estádios – o futebol vai continuar a contar seus mortos e feridos. E os verdadeiros torcedores vão ficar na poltrona de casa, em segurança. Até quando sua paixão resista.

Atlético Mineiro
Retrospecto na casa do Juventude anima o Atlético em busca da classificação
Há 23 minutos
Onde Assistir
Jogos de hoje: quem joga no futebol e onde assistir ao vivo – terça-feira (04/08/2026)
Há 23 minutos
Corinthians
Corinthians só reverteu desvantagem de dois gols na Copa do Brasil cinco vezes
Há 1 hora
Lancepédia
Primeiro jogador boliviano a atuar no Brasil
Há 1 hora
Flamengo
José Boto admite outras opções e aumenta expectativa por Luiz Henrique no Flamengo
Há 3 horas
Flamengo
José Boto é realista sobre Almada no Flamengo: 'Não entraremos em leilões'
Há 4 horasMais LANCE!

Emily Lima critica arbitragem de Flamengo x Corinthians no Brasileirão Feminino

Veja gol em Athletico-PR x Vitória: João Cruz e Dudu marcam

Entenda cenário de negociação do Cruzeiro por Brian Rodríguez

Clube russo faz sondagem por Arroyo, do Cruzeiro

De saída para Portugal, goleiro Raul se despede do Botafogo

Artur Jorge explica Villalba como lateral no Cruzeiro

Retorno: As opções de Domínguez para escalar o Atlético contra o Juventude

Vitória reclama de tratamento desigual na FFU e notifica o bloco

São Paulo tem retorno de Bobadilla aos treinos

Presidente do São Paulo acumula R$ 28,4 milhões em dívidas

John Textor contesta mudança societária em clube da Bélgica

20 anos de Rayan: o que mudou em um ano para o prodígio brasileiro

Susto no aeroporto no desembarque do Grêmio em Porto Alegre

