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Último tango: tour de despedida de Messi da seleção argentina começa contra a Bolívia

Messi deve oficializar a aposentadoria no último amistoso contra o Benin, no dia 6

PorMarcelo Bertoldo•Rio de Janeiro (RJ)
30/09/2026 19:06
Messi cai no choro após virada histórica da Argentina sobre o Egito
Messi emocionado, chora após mais uma partida com a camisa da Argentina (Foto: Justin Setterfield/AFP)

O fim da Era Messi na seleção argentina se aproxima. O tour de despedida do maior ídolo do país desde Maradona inclui os amistosos contra Bolívia, em Córdoba, nesta quarta-feira (30), e Burkina Faso, no sábado (3), em Buenos Aires, mas o último jogo com a camisa 10 da Argentina será na próxima terça-feira (6) contra Benin, no Monumental de Núñez. Em vídeo publicado nas redes sociais, o craque revelou o modelo da camisa especial que usará no "último tango". Desfrutem.

Aos 39 anos, Lionel Messi deixa um legado de recordes, títulos e, acima de tudo, de genialidade que o colocou em condição de superar o fantasma de Diego Armando Maradona pela seleção argentina e de ser comparado ao Rei Pelé, em relevância na história do futebol. Em 21 anos de carreira, o craque foi levado ao limite físico e mental em diversas ocasiões, chegando a anunciar, precocemente, a despedida da Argentina em 2016.

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➡️Messi ganha camisa especial para último jogo pela Argentina

Messi preferiu ser uma metamorfose ambulante — tática, física e mentalmente. Abriu mão da velha opinião e, em poucas semanas, estava de volta à seleção Albiceleste como peça-chave até o ápice da carreira — e não estamos falando das oito bolas de ouro — com a conquista da Copa do Mundo de 2022, no Catar. Em duas décadas, Messi mudou de clubes, de posição — deixou a ponta direita, foi falso 9, meia cerebral e, hoje, como um "cartógrafo" da bola, caminha em campo para mapear o melhor posicionamento e falhas dos adversários para decidir.

Messi com o olhar fixo em direção à taça da Copa do Mundo de 2022
Lionel Messi fez dois gols sobre a França na final da Copa do Qatar, em 2022 (Foto: Kirill Kudryavtsev/ AFP)

Revolução silenciosa e virada de chave

Sua estrela nunca se apagou. Na verdade, brilhou como o Sol de Maio (Sol de Mayo), brasão da bandeira do país e símbolo da independência da Argentina em relação à Espanha, e do nascimento de uma nova nação durante a Revolução de Maio de 1810. A silenciosa revolução liderada por Lionel Messi aconteceu no gramado, no campo de batalha delimitado por quatro linhas.

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➡️ Messi redefiniu o futebol: longevidade, dados e mito

Alheio aos holofotes, o astro liderou o processo de ruptura do domínio da Alemanha (1990 e 2014), Brasil (1994 e 2002), França (1998 e 2018), Itália (2006) e Espanha (2010) desde o título mundial conquistado em 1986. Na Copa do Catar, em 2022, Messi entrou definitivamente no olimpo do futebol e conquistou de vez o coração do povo argentino. Resiliente, o camisa 10 superou a dor do vice-campeonato do Mundial sediado no Brasil, em 2014, na decisão contra a Alemanha, no mesmo Maracanã, sete anos depois, na final da Copa América contra o Brasil: 1 a 0, gol do amigo Di María. E, como o tempo e a bola provaram, Messi e seus companheiros de seleção argentina chegaram grandes, confiantes na Copa do Mundo de 2022. Que o diga Mbappé e cia.

Estatísticas oficiais de Messi pela seleção Argentina
Fonte: Gemini Notebook

Sorte de quem ainda pode acompanhar de perto uma lenda viva do futebol. São 125 gols em 207 jogos com a camisa da seleção da Argentina. Na carreira, 931. Em busca do milésimo, o craque contempla os torcedores do Inter Miami da Major League Soccer (MLS), nos Estados Unidos, na particular saga que pode ser coroada com mais uma Bola de Ouro como o melhor jogador do mundo após o impressionante desempenho individual na Copa do Mundo de 2026, mesmo com o vice-campeonato na final contra a Espanha, berço do futebol que moldou o maior ícone do futebol moderno das últimas décadas.

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Mas o adeus à Argentina está próximo. E o torcedor já está com saudade. Com contrato com o Inter Miami válido até dezembro de 2028, Messi estará com 41 anos. Implacável, o tempo é o único adversário capaz de vencer o craque, que não conseguirá continuar driblá-lo eternamente. Perderá o futebol mais um grande craque, como inúmeros outros que se aposentaram. Que os deuses do futebol presenteiem os apaixonados pelo esporte com outros gênios.

Ingressos para despedida de Messi custam até R$ 1.600

Os ingressos para o jogo no Monumental serão vendidos entre 90 mil e 480 mil pesos argentinos, a depender do setor. Os valores equivalem a aproximadamente R$ 300 e R$ 1.600, respectivamente, conforme a cotação atual. Confira os valores:

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  • Arquibancada popular: 90.000 pesos argentinos (R$ 305)
  • Menores na popular (3 a 10 anos): 29.000 pesos (R$ 98,3)
  • Platea Alta Sívori e Centenário: 180.000 pesos (R$ 610)
  • Platea Media Sívori e Centenário: 320.000 pesos (R$ 1.085)
  • Platea Alta San Martín e Belgrano: 320.000 pesos (R$ 1.085)
  • Platea Baja San Martín e Belgrano: 450.000 pesos (R$ 1.526)
  • Platea Media San Martín e Belgrano: 480.000 pesos (R$ 1.628)

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