Marrocos apresenta queixa oficial à Fifa após incidente na Copa Africana de Nações
Leões do Atlas ficaram com vice-campeonato africano

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A final da Copa Africana de Nações entre Senegal e Marrocos segue repercutindo fora das quatro linhas. Após o desfecho polêmico da decisão, no último domingo (18), a Federação Real Marroquina de Futebol (FRMF) anunciou que apresentará uma queixa formal à Fifa e à Confederação Africana de Futebol (CAF) contra a seleção senegalesa, alegando que os acontecimentos ocorridos após a marcação de um pênalti comprometeram o andamento normal da partida.
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O duelo decisivo foi marcado por uma sequência de lances e episódios que provocaram forte reação dos marroquinos. Senegal teve um gol anulado nos acréscimos, e, na sequência, o árbitro assinalou pênalti a favor de Marrocos. A decisão gerou protestos intensos dos Leões de Teranga, que deixaram o gramado temporariamente. Após a retomada do jogo, Brahim Díaz desperdiçou a cobrança, e Senegal acabou conquistando o título com um belo gol de Pape Gueye, frustrando a festa dos anfitriões.
No comunicado oficial, divulgado nesta segunda-feira (19), a federação marroquina afirmou que tomará medidas legais junto aos órgãos máximos do futebol mundial. Segundo a entidade, a retirada dos jogadores senegaleses de campo e os acontecimentos posteriores à decisão da arbitragem tiveram impacto direto no desempenho dos atletas e no desenrolar da final.
— A Federação Real Marroquina de Futebol anuncia que iniciará ações legais junto à Confederação Africana de Futebol (CAF) e à Fifa em relação à retirada da seleção senegalesa da final contra Marrocos e aos acontecimentos que se seguiram à decisão do árbitro de marcar um pênalti, considerado correto por todos os especialistas. Isso afetou significativamente o desenvolvimento normal da partida e o rendimento dos jogadores — declara a federação.
No mesmo comunicado, a FRMF também fez questão de agradecer o apoio da torcida local durante o torneio. A entidade destacou a presença massiva e o comportamento exemplar dos torcedores marroquinos ao longo da competição, além de reconhecer o trabalho de todos os envolvidos na organização do campeonato continental.
Walid Regragui dispara contra Pape Thiaw
Após o vice-campeonato marroquino, o técnico Walid Regragui não poupou críticas ao comportamento da seleção senegalesa e, principalmente, do treinador Pape Thiaw, a quem acusou de "envergonhar o futebol africano".
— A imagem que demos da África foi vergonhosa. Um treinador que manda seus jogadores abandonarem o campo… o que Pape não honrou o continente — afirmou Regragui, visivelmente irritado.
— Ele já havia começado antes, na coletiva pré-jogo. Não foi elegante. Paramos uma final diante dos olhos do mundo por dez minutos. Isso não ajudou o Brahim. Claro que isso não justifica a forma como ele bateu o pênalti. Estávamos a um minuto de sermos campeões africanos. É o futebol, muitas vezes cruel. Perdemos o que, para alguns, era a oportunidade da vida — finalizou.

Infantino se posiciona contra atitude dos senegaleses
A repercussão dos acontecimentos da final foi tamanha que o presidente da Fifa, Gianni Infantino, se manifestou publicamente poucas horas após o término da partida. Em comunicado, o dirigente parabenizou Senegal pela conquista do título africano e elogiou Marrocos pela campanha e pela organização do torneio, mas condenou duramente os acontecimentos.
— Infelizmente, também presenciamos cenas inaceitáveis dentro e fora do campo. Condenamos veementemente o comportamento de alguns torcedores, assim como de jogadores e membros da comissão técnica senegalesa. Abandonar o gramado dessa forma é inaceitável, assim como qualquer tipo de violência no nosso esporte — afirmou Infantino, que reforçou a necessidade de respeito às decisões da arbitragem e às regras do jogo.

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