De torcedor a artilheiro da Seleção: Rodrygo fala sobre lesão, Ancelotti e sonho da 'Amarelinha
Fora da Copa por lesão no joelho, atacante do Real Madrid relembra trajetória na Seleção, destaca apoio de Ancelotti e vive fase de recuperação acompanhando o Brasil à distância

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Fora da Copa do Mundo por causa de uma lesão grave no joelho direito, que o tirou de ação em março, Rodrygo ainda é o artilheiro do atual ciclo da Seleção Brasileira, com oito gols em 22 jogos. Agora, tem se acostumado a ser apenas torcedor — uma mudança que, segundo ele, também o faz revisitar a própria infância, quando sonhava em vestir a "Amarelinha" e viver o que hoje já se tornou realidade.
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Em entrevista exclusiva ao "Extra", o atacante do Real Madrid, de 25 anos, falou sobre o momento de recuperação e afastamento dos gramados, comentou a despedida da seleção no Maracanã antes da viagem para os Estados Unidos, relembrou experiências marcantes com a equipe nacional e destacou o apoio do técnico Carlo Ancelotti, a quem define como uma "pessoa especial" e um líder muito respeitado dentro do grupo.
Ao falar sobre o significado de vestir a camisa da seleção, Rodrygo reforça que o sentimento de orgulho vem desde antes da carreira profissional e se conecta diretamente com sua origem. Ele explica que esse vínculo vai além do futebol e envolve identidade e emoção coletiva.
— Seleção Brasileira é sinônimo de orgulho. Antes de tudo, sinto orgulho por ser brasileiro e sempre torcer por uma seleção que representa a nossa cultura como algo bonito, vencedor, mágico, alegre, unido, batalhador. E sinto um orgulho difícil de traduzir em palavras por vestir a camisa da seleção como jogador. É um orgulho que vem do garoto de Osasco (SP) que vestia a camisa falsa da seleção e sonhava ser jogador profissional — afirmou.
Sobre a despedida da seleção no Maracanã, o atacante vê a iniciativa como uma forma de aproximar ainda mais a equipe da torcida antes de uma competição importante, destacando o peso simbólico do estádio no futebol brasileiro.
— O Maracanã é o estádio que representa o nosso futebol no mundo e uma das casas da seleção. A ideia foi perfeita porque todo o grupo, a comissão técnica e o estafe vão viajar recebendo um grande abraço da torcida, dentro do Maracanã e nas ruas — disse.
Rodrygo também resgatou memórias da primeira vez em que acompanhou um jogo da seleção no estádio, ainda como torcedor, antes de se tornar jogador profissional. Ele destaca o impacto daquele momento na formação do seu sonho.
— Meu primeiro jogo da seleção no estádio foi como torcedor, naquele 3 a 0 contra o Paraguai na Arena Corinthians. Fui com meu pai e vi que o clima é especial, uma energia diferente, com todas as torcidas dos clubes torcendo juntas pelo mesmo time — contou.
— Quando passei a ter a honra de vestir a "amarelinha", pude receber o carinho da torcida, o que me fez voltar no tempo e lembrar do que eu sentia quando assistia pela TV — completou o atacante, lembrando a transformação de perspectiva ao se tornar atleta.
Ao comentar a relação entre torcida e seleção, ele reforça a ideia de pertencimento e emoção coletiva, destacando que o vínculo do público com o time vai além de resultados.
— As pessoas querem ser parte, receber um aceno, uma foto, um abraço. Querem ver o ônibus passando e mostrar que estão juntas. O Brasil todo quer a seleção na sua cidade — afirmou.
Sobre momentos em campo, Rodrygo relembrou a responsabilidade de atuar em jogos grandes, como o clássico contra a Argentina, e reforçou a postura de entrega total com a camisa da seleção.
— Vestir a camisa da seleção é sempre marcante. No Maracanã? Ainda mais. Contra a Argentina? Ainda mais. E estou ali para defender o time e o meu país com todas as minhas forças — disse.
De jogador a torcedor assíduo
Hoje afastado por lesão, o atacante relata como tem vivido a experiência de torcedor durante o período de recuperação, com uma mistura de ansiedade e emoção a cada jogo.
— Sou um torcedor como qualquer brasileiro. Fico nervoso, concentrado no jogo, vendo os lances, querendo que o Brasil faça os gols. E, quando sai gol, vem aquela mistura de felicidade com alívio — contou.
Lesão e processo de recuperação
Rodrygo também detalha o impacto emocional do diagnóstico da lesão e o processo de retomada da confiança durante a recuperação. Ele afirma que o momento foi difícil, mas seguido de uma reação interna de superação.
— Quando aconteceu a lesão e soube o resultado do exame, é claro que veio uma tristeza enorme. Mas logo veio uma força enorme de dentro do meu coração, uma certeza de que a vida segue e de que vou me recuperar e continuar indo atrás dos meus sonhos — explicou.
Ele reforça ainda a importância do apoio recebido.
— Minha fé me fortaleceu. Aí tem a importância da presença incondicional da família, das tantas mensagens de apoio, das conversas com pessoas importantes na minha vida, da postura incrível do Real Madrid, das ligações do pessoal da CBF, da seleção e dos companheiros.
Por fim, ao comentar o ambiente da seleção e a convivência com o elenco, Rodrygo destaca a proximidade com os companheiros e o papel do técnico Carlo Ancelotti.
— Tenho contato com vários jogadores. A gente se fala, comenta algumas coisas, troca ideia de futebol e outros temas — disse.
— Sobre o Ancelotti treinador, nem temos o que acrescentar, né? Todo mundo conhece a história vitoriosa dele e fiquei feliz demais quando assumiu a seleção. O que eu faço questão de falar sempre é do Ancelotti ser humano, do cara que me ajudou a enfrentar desafios enormes e me apoiou nos momentos mais difíceis. É uma pessoa especial.
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