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Data Fifa de 16 dias pode beneficiar clubes brasileiros? Entenda

Com 16 dias sem jogos nacionais, clubes ganham tempo para recuperação e trabalhos físicos

PorRedação Lance!•Rio de Janeiro (RJ)
06/10/2026 11:48
O técnico Carlo Ancelotti orienta a Seleção Brasileira na vitória sobre a Austrália
O técnico Carlo Ancelotti orienta a Seleção Brasileira durante a Data Fifa (Foto: Rafael Ribeiro / CBF)

A Data Fifa de setembro/outubro trouxe uma pausa diferente para o futebol brasileiro. Com 16 dias de duração, entre 21 de setembro e 6 de outubro, a janela internacional unificou dois períodos que tradicionalmente tinham nove dias cada e permitiu até quatro partidas pelas seleções. Para os clubes, o intervalo representa uma oportunidade de recuperar jogadores, trabalhar aspectos físicos e corrigir necessidades individuais antes da retomada da temporada.

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O impacto, porém, não é igual para todo o elenco. Enquanto os atletas que permaneceram nos clubes podem ganhar dias importantes de recuperação diante de um calendário desgastante, os convocados seguem em atividade, com possibilidade de acumular jogos, viagens e diferentes rotinas de treinamento.

Para Júlia Werneck, fisioterapeuta esportiva especialista pela Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva e da Atividade Física (Sonafe Brasil), o período é especialmente importante para quem vinha sendo submetido a uma sequência intensa de partidas.

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— Para os jogadores que permanecem nos clubes, o principal ganho é o descanso, já que o calendário brasileiro exige uma sequência muito intensa de jogos. Além disso, há mais tempo para trabalhar treinamentos de força e fortalecimento e, na fisioterapia, implementar protocolos de recuperação de forma mais assertiva — explica.

O intervalo também pode ser aproveitado por atletas que estão em processo de recuperação de lesões. Sem a necessidade de conciliar os trabalhos com uma sequência imediata de partidas, os clubes conseguem organizar de maneira mais gradual a transição desses jogadores de volta às atividades.

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Pausa não significa ficar parado

Apesar do período maior sem jogos, a recomendação não é simplesmente interromper os treinamentos. A manutenção da condição física é um dos pontos que precisam ser considerados pelos clubes, principalmente diante do retorno às competições.

— Essa pausa maior exige organização por parte dos clubes. O descanso inicial é muito importante diante de um calendário tão apertado, mas é fundamental que os jogadores não fiquem completamente parados. É possível aproveitar esse período para trabalhar fortalecimento, academia e necessidades específicas de cada atleta — afirma Júlia.

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A preocupação passa também pelo ritmo de jogo. Sem partidas oficiais, os atletas podem perder parte do ritmo competitivo, mas, segundo a especialista, isso pode ser recuperado rapidamente com uma preparação adequada antes e depois da retomada.

Por isso, a Data Fifa mais longa pode funcionar como uma espécie de janela de ajuste para os clubes. Em vez de aplicar a mesma carga a todo o elenco, a comissão técnica e o departamento médico podem utilizar o período para individualizar os trabalhos de acordo com o momento físico de cada jogador.

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Samuel Lino celebra um de seus gols nos 4 a 0 do Brasil sobre a Índia
Brasil venceu a Índia por 4 a 0 em último jogo da Data Fifa (Foto: Rafael Ribeiro/CBF)

Convocados vivem cenário diferente

Se os não convocados ganham uma possibilidade maior de descanso, os jogadores que viajaram com suas seleções enfrentam uma realidade diferente. A quantidade de partidas disputadas durante a Data Fifa, além das viagens e da mudança de rotina, pode aumentar a carga acumulada.

— Alguns atletas podem disputar um, dois, três ou até quatro jogos durante esse período, e aqueles que tiveram maior exposição vão precisar de mais cautela no retorno, com uma recuperação adequada e controle de carga — explica a fisioterapeuta.

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Nesse cenário, a comunicação entre clubes e seleções também ganha importância. O acompanhamento da minutagem e da carga de treinamento pode ajudar a determinar como cada jogador deve ser reintegrado ao elenco após o período internacional.

Na avaliação de Júlia, portanto, os efeitos da pausa dependem menos da duração isoladamente e mais da maneira como cada clube aproveita os 16 dias. Para quem acumulou muitos minutos, o intervalo pode representar uma oportunidade de recuperação. Para quem segue em atividade com a seleção, o retorno exige atenção maior ao controle de carga.

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— Vejo essa pausa no calendário como benéfica, porque permite que atletas que vêm sendo sobrecarregados se recuperem e pode dar um novo gás para o restante da temporada. Em relação ao ritmo de jogo, se bem administrado, os atletas podem recuperá-lo rapidamente com a inclusão de algumas dinâmicas voltadas para o grupo. Ou seja, os pontos positivos se sobressaem aos negativos — conclui.

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