Recém-chegado, Arthur destaca relação com torcida do Werder Bremen: 'Muito legal'
Lateral brasileiro fala sobre bom início da equipe e adaptação à velocidade e ao físico da Bundesliga

O lateral-direito Arthur vive um início positivo no Werder Bremen e tem encontrado uma relação próxima com a torcida alemã. Em entrevista coletiva, o jogador falou sobre o acolhimento recebido desde sua chegada, lembrou a presença de brasileiros na história do clube e comentou a atmosfera nos primeiros jogos da temporada.
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Torcida do Werder ganha destaque
Arthur destacou que foi bem recebido pelos torcedores desde o primeiro momento e citou a paixão dos alemães pelos clubes. O lateral também lembrou as vitórias sobre RB Leipzig e Augsburg, especialmente a reação da arquibancada na partida em que o Werder buscou uma virada depois de sair perdendo por 2 a 0.
— Tem sido muito legal esse acolhimento dos torcedores comigo desde o primeiro momento. E a torcida aqui é muito incrível. Os torcedores alemães, no geral, são muito fanáticos e apaixonados pelos clubes. E no Werder Bremen aqui não é diferente.
O brasileiro afirmou que a energia dos torcedores foi marcante durante a virada nos minutos finais diante do Augsburg. Para ele, o apoio não muda de acordo com o momento vivido pela equipe.

— Foi muito legal esse momento, chegava a arrepiar ali dentro de campo com a energia que os fãs estavam apoiando a gente naquele momento. E isso mostra que, mesmo nos melhores ou nos piores momentos, eles vão estar ali para apoiar a gente, e isso é muito legal.
O bom início também aparece no ambiente do vestiário. Arthur reconheceu que o elenco está satisfeito com os resultados, mas ressaltou a importância da experiência de alguns jogadores para evitar que a equipe se empolgue excessivamente neste começo de campeonato.
— É muito cedo para pensar nisso. A temporada é muito longa. Mas, lógico, a gente está sempre ali almejando pelas melhores posições na tabela. O vestiário, lógico, não tem como não ficar feliz com um início assim. Mas nós temos jogadores experientes, e isso é muito importante nesse momento para que a gente possa também ter esse controle, não cair nessa ilusão de que três jogos são suficientes para que a gente vá ganhar todos os jogos. Não é isso.
Arthur também destacou a necessidade de manter a concentração durante toda a campanha e aproveitar os resultados negativos como aprendizado.
— Nós não podemos abaixar a guarda. Tem sempre ali algum jogo que a gente assiste com uma virada no fim, ou um empate, ou um gol no fim do jogo. Então nós temos que continuar focados, trabalhando dia após dia, para que a gente possa, por mais jogos possíveis, ter bons resultados, mas nos negativos também aprender com isso para que a gente possa voltar cada vez mais forte.

Velocidade do jogo foi o primeiro impacto
Depois de três anos atuando na Alemanha, Arthur também explicou ao Lance! quais foram os principais choques que encontrou ao deixar o futebol brasileiro. Segundo o lateral, a velocidade das partidas e a exigência física da Bundesliga foram as características que mais chamaram sua atenção no começo da adaptação.
— Eu acho que o primeiro impacto ali foi na velocidade do jogo. O jogo corre muito rápido. Então, ali, nos primeiros treinos, eu tive um pouco de dificuldade nos primeiros momentos, mas busquei adaptar o mais rápido possível a isso. E a força física também. A Bundesliga em si é uma liga que exige muito do físico.
Arthur contou que também precisou evoluir fisicamente para acompanhar o ritmo dos adversários. Com o passar do tempo, porém, passou a compreender melhor as características da competição e a se adaptar à intensidade exigida.
— Eu saí do Brasil não tão forte, então eu não tinha tanta vantagem em relação aos outros jogadores. Mas, com o tempo, a gente vai se acostumando, entrando no ritmo do clube, no ritmo de jogo, entendendo como o futebol aqui funciona.
Para o lateral, a adaptação foi um processo gradual, dentro e fora de campo. Hoje, ele afirma que já entende melhor a velocidade da partida e a exigência física da competição.
— Foi um processo bom, em que eu pude aprender bastante e hoje já entendo como a liga funciona, a velocidade, a parte física. Mas, nos primeiros momentos, no meu ver, foi isso: a velocidade da bola, do jogo, do pensar e a parte física.

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