Opinião: VAR em todos os jogos valoriza produto e eleva o patamar do Paulistão Feminino
Estadual, que já é exemplo de estrutura e investimento, avança com tecnologia

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A arbitragem no futebol, assim como acontece no masculino, segue no centro de debates e críticas constantes no futebol feminino. A maior parte delas são justas, sobretudo em um cenário que ainda convive com limitações estruturais e menor investimento histórico. Decisões polêmicas, falta de padronização e pressão crescente expõem a necessidade de evolução. Nesse contexto, o uso da tecnologia deixa de ser luxo e passa a ser ferramenta essencial para dar mais segurança, transparência e credibilidade ao jogo.
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É nesse cenário que o Paulistão Feminino de 2026 incorpora uma novidade importante. A competição será a primeira do país a contar com VAR em todos os jogos, uma medida que eleva o nível de exigência e sinaliza um novo momento para a modalidade.
A iniciativa, viabilizada pela Federação Paulista de Futebol, coloca o torneio em um patamar de organização ainda raro dentro do futebol feminino brasileiro. Para exemplificar: nem mesmo o Brasileirão Feminino, principal competição nacional, garante o VAR em todas as partidas, apenas nas fases finais. E talvez seja isso que torne as ações da FPF no futebol feminino diferenciadas: o departamento parece estar sempre à frente da obrigatoriedade.
Mais do que corrigir erros pontuais, a ferramenta exige investimento, capacitação de profissionais e uma operação logística complexa, além do custo. Garantí-lo é um movimento que aproxima o futebol feminino dos padrões já estabelecidos no masculino e reduz a margem de erros em lances decisivos.
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Mais novidades no Paulistão Feminino
O Paulistão também apresenta mudanças importantes no formato de disputa, com uma primeira fase em turno único e a criação de uma etapa intermediária de mata-mata antes das semifinais. A reformulação torna a competição mais dinâmica e aumenta o nível de competitividade ao longo do calendário.
No aspecto financeiro, o crescimento é significativo. O aumento de 64% nas cotas e premiações, com distribuição total de R$ 3 milhões aos clubes e mais de R$ 1 milhão destinado ao campeão, representa um passo importante para fortalecer a estrutura das equipes. Ainda há um caminho longo até a equiparação com o futebol masculino, mas os sinais de evolução são claros.
Assim como na temporada passada, a competição terá ampla cobertura, com transmissões em diferentes plataformas, como Sportv, CazéTV, HBO Max, Space e Record News, com acréscimo da TV Globo nas finais. Em reflexo direto da melhoria do produto, a presença de patrocinadores reforça o interesse comercial e amplia o alcance do torneio.
Dentro desse processo, a FPF se consolida como um dos principais agentes de desenvolvimento do futebol feminino no Brasil. Ao investir em tecnologia, estrutura e valorização financeira, a entidade contribui diretamente para elevar o nível da modalidade.
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