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Treinador campeão da Libertadores Feminina em 2011, Adilson Galdino vê avanços no futebol feminino brasileiro

Hoje no Mixto, Galdino conquistou torneio três vezes, como treinador e auxiliar técnico

Dia 20/04/2026
14:19
Adilson Galdino é treinador do Mixto. (Mixto/Divulgação)
imagem cameraAdilson Galdino é treinador do Mixto. (Mixto/Divulgação)

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A experiência de Adilson Galdino no futebol feminino permite uma leitura ampliada sobre a transformação da modalidade no Brasil nos últimos anos. Atual técnico do Mixto, o treinador vive hoje um cenário diferente daquele que encontrou no início da carreira e nas passagens pelo São José, clube onde fez história e acumulou títulos da Libertadores tanto como auxiliar quanto como treinador.

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Naquela época, segundo ele, o futebol feminino ainda dava passos mais lentos em termos de estrutura, visibilidade e organização, cenário diferente de hoje, como relata, em entrevista ao Lance!.

— Hoje você vê um futebol feminino muito mais organizado, com mais investimento e com uma estrutura que antes a gente não tinha. Os clubes estão mais preparados, a CBF está mais próxima, e isso impacta diretamente dentro de campo — avaliou o treinador.

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Essa evolução, na visão de Galdino, não se limita ao aspecto institucional, mas também se reflete na formação das atletas e no nível das competições. Ele destaca que o Brasil passou a desenvolver melhor suas jogadoras, criando um ambiente mais competitivo e exigente, o que eleva o padrão das partidas e reduz a distância entre as equipes.

— O nível hoje é muito alto. Você não encontra mais jogo fácil, todas as equipes são bem trabalhadas e têm qualidade. Isso é fruto desse crescimento que a gente vem vendo ao longo dos anos — completou.

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Outro ponto considerado fundamental pelo treinador é a profissionalização cada vez mais consolidada da modalidade. Para ele, medidas recentes reforçam uma mudança de patamar e indicam um caminho sem volta para o futebol feminino no país.

— A partir do ano que vem, todas as equipes da Série A1 vão ser totalmente profissionais, com atletas e comissões com vínculo. Isso é uma conquista enorme e mostra o quanto a modalidade evoluiu — destacou.

Mesmo inserido nesse novo contexto, Galdino lida no Mixto com desafios típicos de um clube em ascensão, que ainda busca se consolidar na elite.

— Nosso objetivo é a permanência, mas dentro desse cenário a gente também pensa em evolução. É um processo, e esse grupo tem mostrado que pode crescer dentro da competição — finalizou.

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