Mixto abre portas do CT, detalha bastidores do clube e objetivos no Brasileirão Feminino
Clube mato-grossense vive primeira experiência na elite do Brasileirão Feminino e vê crescimento mesmo com pouco tempo de preparação

O Mixto Esporte Clube vive, em 2026, um capítulo inédito em sua história ao disputar pela primeira vez a Série A1 do Brasileirão Feminino. Em meio a esse cenário de adaptação à elite, o Lance! visitou o centro de treinamento da equipe, em Cuiabá, para acompanhar de perto a rotina do clube, que tenta equilibrar competitividade e construção de identidade dentro de um calendário exigente e com preparação reduzida.
Um dos últimos clubes a iniciar os trabalhos na temporada, o Mixto conseguiu a vaga após desistências graças à boa companha na A2 em 2025. Para este ano, o foco é a permanência na elite e a avaliação é de que, mesmo com pouco tempo, o grupo conseguiu assimilar rapidamente as ideias da comissão técnica.
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Campanha do Mixto no Brasileirão Feminino após seis rodadas
- 13º colocado da Série A1
- 6 pontos
- 1 vitória, três empates e três derrotas
- Próximo jogo: contra o RB Bragantino, fora de casa, na terça (21), às 11h
Estrutura e financiamento do Mixto
O Mixto é contemplado pelo programa "Mato Grosso Série A", iniciativa do governo estadual executada pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Sece-MT) que garante patrocínio aos clubes que disputam competições nacionais. Na elite, o valor chega a aproximadamente R$ 3,5 milhões, com regras equivalentes às aplicadas no masculino.
O clube conta com alojamento, estádio próprio, CT e elenco 100% profissional, ou seja, não há jogadoras sem carteira assinada.
Sassá destaca força da torcida do Mixto
A meia Sassá, ex-América-MG, analisou o perfil do elenco.
— O grupo tem muitas jogadoras experientes, isso facilitou o encaixe. A gente conseguiu entender rápido o que o professor Galdino queria — avaliou. Acostumada à elite, ela também aponta o papel de liderança dentro do elenco.
— Já faz alguns anos que jogo a Série A1. Tento passar tranquilidade para as mais novas e ajudar no que for preciso.
Sobre o ambiente, Sassá chama atenção para um fator que tem sido importante para o Mixto nos jogos em seu estádio, o Estádio Eurico Gaspar Dutra, conhecido como Dutrinha.
— A torcida do Mixto é uma das mais legais que já vi. Apoia, cobra, está sempre presente. A gente tenta retribuir dentro de campo.
Artilheira reforça foco em somar pontos
Com dois gols até aqui, a atacante Géssica, ex-Sport, falou sobre a importância de pontuar, mesmo quando joga fora de casa.
— Fora ou dentro de casa, a gente pensa em não perder pontos. Somar um ou três já é importante.
— O time vem numa crescente. Acho que o próximo jogo já pode mostrar mais evolução, e nos próximos estaremos ainda melhores.
Ela também aponta um fator que pode pesar a favor do Mixto ao longo da competição.
— A gente já está adaptada ao campo. Isso pode dificultar para quem vem jogar aqui.
Fany Gauto vê Brasil em alto nível no futebol feminino
Com experiência dentro e fora do país natal, a paraguaia Fany Gauto aceitou a proposta do Mixto e retornou ao Brasil, país onde já havia defendido Ferroviária, Inter e América-MG.
— Eu gosto de desafios. Estava jogando na China e aceitei a proposta porque achei que seria bom para evoluir.
A meia também destaca o nível competitivo do futebol feminino brasileiro.
— O Brasil tem um nível altíssimo, até comparando com outros países. É um futebol que cresceu muito e vai continuar crescendo.
Galdino mantém permanência como objetivo central
Responsável por conduzir o Mixto em sua primeira experiência na elite, o técnico Adilson Galdino trata o momento como um processo em andamento.
— Tivemos cerca de 20 dias de preparação e um elenco praticamente novo. Isso exige tempo.
O treinador destaca que a equipe encontrou um ponto de partida na organização defensiva.
— O primeiro passo foi estruturar a defesa. A partir disso, começamos a evoluir nas transições e na compactação.
Mesmo diante das limitações, ele vê evolução clara ao longo das rodadas.
— No início, tínhamos dificuldade de manter o ritmo. Isso já está mais equilibrado.
O objetivo, no entanto, permanece inalterado.
— Nosso foco é a permanência. Cada jogo é uma decisão.

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