Conheça Sandy Monteiro, goleira do América-MG líder de defesas no Brasileirão Feminino
Com média de seis por jogo, Sandy é destaque das Spartanas, que lutam contra o rebaixamento

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Sandy Monteiro, goleira do América-MG, tem média de seis defesas por jogo no Brasileirão Feminino, a maior da competição. Em entrevista exclusiva ao Lance!, ela compartilha sua história do interior de Minas Gerais à primeira divisão nacional, e fala sobre o início de temporada das Spartanas na Série A1.
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Brasileirão Feminino A1 – Desempenho de goleiras
Fonte: <em>Sofascore</em>
| Categoria | Jogadora | Clube | Número |
|---|---|---|---|
Mais defesas por jogo | Sandy | América-MG | 6.0 |
Michelle | Botafogo | 4.5 | |
Vivi | Flamengo | 4.2 | |
Camila Rodrigues | Cruzeiro | 4.0 | |
Taty Amaro | Santos | 3.2 |
| Categoria | Jogadora | Clube | Número |
|---|---|---|---|
Mais jogos sem sofrer gols | Kemelli Trugilho | Fluminense | 4 |
Gabi Barbieri | Internacional | 3 | |
Maike | Atlético-MG | 2 | |
Renata May | Juventude | 2 | |
Luciana | Ferroviária | 2 |
| Categoria | Jogadora | Clube | Número |
|---|---|---|---|
Mais duelos aéreos ganhos | Michelle | Botafogo | 13 |
Vivi | Flamengo | 10 | |
Taty Amaro | Santos | 6 | |
Sandy | América-MG | 4 | |
Luciana | Ferroviária | 3 |
| Categoria | Jogadora | Clube | Número |
|---|---|---|---|
Menos gols sofridos por jogo | Luciana | Ferroviária | 0.6 |
Carlinha | São Paulo | 0.7 | |
Nicole Ramos | Corinthians | 0.7 | |
Gabi Barbieri | Internacional | 0.8 | |
Kemelli Trugilho | Fluminense | 0.8 |
Conheça Sandy Monteiro
Natural de Mariana, em Minas Gerais, Sandy cresceu no distrito de Águas Claras, na "roça", como ela descreve, em uma realidade distante do futebol profissional.
— Meu pai ia me buscar no campo de tardezinha, porque eu não saía de lá. Eu ficava brincando no campo ou na quadra. Graças a Deus eu tive uma infância de verdade, pude brincar e aproveitar muito.
A mudança para a cidade, ainda na adolescência, marcou o início de uma rotina mais estruturada no esporte, inicialmente no futsal. O contato com o campo veio apenas em 2018, já em nível competitivo, quando disputou o Campeonato Mineiro.
— Eu nunca tinha treinado campo, nunca tinha jogado. Meu primeiro jogo foi de joelheira de futsal — relembrou.
O desempenho naquele torneio abriu caminho para um teste no América-MG, onde iniciou a carreira profissional em 2019. A transição exigiu adaptação a uma rotina mais intensa de treinos e cobranças, em um contexto ainda distante de estabilidade financeira.
— Minha mãe perguntava se era isso mesmo que eu queria. Falava que eu trabalhava mais do que muita gente e ganhava menos. Eu falava que estava fazendo o que eu amo — contou.
Goleira superou lesões
Ainda na primeira passagem pelo clube, Sandy enfrentou duas lesões no ligamento cruzado anterior, em joelhos diferentes, entre 2019 e 2020. O período incluiu recuperação durante a pandemia e uma nova ruptura pouco tempo após o retorno. Sem sequência, a goleira passou por clubes como JC, 3B, São José, Pinda e União antes de voltar ao América em 2024.
O retorno também foi marcado por um novo problema físico, desta vez com lesão no LCA e no ligamento colateral medial. Diferente dos casos anteriores, o tratamento foi conservador e não houve necessidade de cirurgia, o que trouxe um novo tipo de desafio.
— Foi um processo difícil porque eu não enxergava evolução. Parecia que eu estava dando um passo no escuro — relatou.
Recuperada, Sandy retomou espaço no elenco e passou a focar na preparação constante para aproveitar as oportunidades. Ao mesmo tempo, divide a rotina do futebol com a graduação em Nutrição.
Além da liderança técnica, a goleira também assume papel de referência em um elenco com presença significativa de atletas promovidas das categorias de base. O América-MG disputa a permanência na Série A1, e a experiência de Sandy se tornou parte do processo coletivo.
— É um desafio diário. A gente tem muitas meninas novas e precisa passar segurança, mas também depende delas. O objetivo é somar pontos e manter o clube na elite — afirmou.
Apoio fora de campo
A posição de goleira, segundo ela, exige um nível elevado de responsabilidade e controle emocional, especialmente em equipes que enfrentam momentos de instabilidade ao longo da competição.
— O goleiro é quem não pode falhar. É quem precisa resolver quando acontece erro. Tem que ser o mais forte do time, psicologicamente e fisicamente — explicou.
Morando em Belo Horizonte, Sandy mantém contato frequente com a família. Os jogos são acompanhados à distância, e esse apoio faz parte da motivação, especialmente após o nascimento da sobrinha.
— Eles assistem tudo. Minha sobrinha fica na frente da TV me chamando. Isso muda qualquer dia ruim — contou. Como atleta profissional, Sandy também quer inspirar outras gerações a seguirem seu sonho, e aconselha.
— Eu falo para não desistir dos seus sonhos. Continue tentando. Hoje as coisas estão muito mais fáceis. Eu sou nova, mas não tive base, e a geração depois de mim teoricamente pode ter. Então, as coisas estão mais fáceis para as meninas que querem jogar. Vão enfrentar preconceito, vão. Mas continuem, porque vale a pena. Se você ama, se você gosta, vale a pena. Continua, porque é muito bom viver isso.
América-MG quer permanecer na elite
Com cinco derrotas e um empate, o América-MG ainda a primeira vitória na competição e Sandy mantém o foco no objetivo coletivo. A permanência na Série A1 é tratada como prioridade em um elenco que tenta se consolidar ao longo da competição.
— A gente vai trabalhar para permanecer. O campeonato é longo e a gente acredita que é possível — concluiu.
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