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Conheça Sandy Monteiro, goleira do América-MG líder de defesas no Brasileirão Feminino

Com média de seis por jogo, Sandy é destaque das Spartanas, que lutam contra o rebaixamento

Dia 12/04/2026
21:40
Atualizado há 3 minutos
Sandy Monteiro, goleira do América-MG. (Foto: Mourão Panda/Spartanas)
imagem cameraSandy Monteiro, goleira do América-MG. (Foto: Mourão Panda/Spartanas)

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Sandy Monteiro, goleira do América-MG, tem média de seis defesas por jogo no Brasileirão Feminino, a maior da competição. Em entrevista exclusiva ao Lance!, ela compartilha sua história do interior de Minas Gerais à primeira divisão nacional, e fala sobre o início de temporada das Spartanas na Série A1.

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Brasileirão Feminino A1 – Desempenho de goleiras

Fonte: <em>Sofascore</em>

CategoriaJogadoraClubeNúmero

Mais defesas por jogo

Sandy

América-MG

6.0

Michelle

Botafogo

4.5

Vivi

Flamengo

4.2

Camila Rodrigues

Cruzeiro

4.0

Taty Amaro

Santos

3.2

CategoriaJogadoraClubeNúmero

Mais jogos sem sofrer gols

Kemelli Trugilho

Fluminense

4

Gabi Barbieri

Internacional

3

Maike

Atlético-MG

2

Renata May

Juventude

2

Luciana

Ferroviária

2

CategoriaJogadoraClubeNúmero

Mais duelos aéreos ganhos

Michelle

Botafogo

13

Vivi

Flamengo

10

Taty Amaro

Santos

6

Sandy

América-MG

4

Luciana

Ferroviária

3

CategoriaJogadoraClubeNúmero

Menos gols sofridos por jogo

Luciana

Ferroviária

0.6

Carlinha

São Paulo

0.7

Nicole Ramos

Corinthians

0.7

Gabi Barbieri

Internacional

0.8

Kemelli Trugilho

Fluminense

0.8

Conheça Sandy Monteiro

Natural de Mariana, em Minas Gerais, Sandy cresceu no distrito de Águas Claras, na "roça", como ela descreve, em uma realidade distante do futebol profissional.

— Meu pai ia me buscar no campo de tardezinha, porque eu não saía de lá. Eu ficava brincando no campo ou na quadra. Graças a Deus eu tive uma infância de verdade, pude brincar e aproveitar muito.

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A mudança para a cidade, ainda na adolescência, marcou o início de uma rotina mais estruturada no esporte, inicialmente no futsal. O contato com o campo veio apenas em 2018, já em nível competitivo, quando disputou o Campeonato Mineiro.

— Eu nunca tinha treinado campo, nunca tinha jogado. Meu primeiro jogo foi de joelheira de futsal — relembrou.

O desempenho naquele torneio abriu caminho para um teste no América-MG, onde iniciou a carreira profissional em 2019. A transição exigiu adaptação a uma rotina mais intensa de treinos e cobranças, em um contexto ainda distante de estabilidade financeira.

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— Minha mãe perguntava se era isso mesmo que eu queria. Falava que eu trabalhava mais do que muita gente e ganhava menos. Eu falava que estava fazendo o que eu amo — contou.

Goleira superou lesões

Ainda na primeira passagem pelo clube, Sandy enfrentou duas lesões no ligamento cruzado anterior, em joelhos diferentes, entre 2019 e 2020. O período incluiu recuperação durante a pandemia e uma nova ruptura pouco tempo após o retorno. Sem sequência, a goleira passou por clubes como JC, 3B, São José, Pinda e União antes de voltar ao América em 2024.

O retorno também foi marcado por um novo problema físico, desta vez com lesão no LCA e no ligamento colateral medial. Diferente dos casos anteriores, o tratamento foi conservador e não houve necessidade de cirurgia, o que trouxe um novo tipo de desafio.

— Foi um processo difícil porque eu não enxergava evolução. Parecia que eu estava dando um passo no escuro — relatou.

Recuperada, Sandy retomou espaço no elenco e passou a focar na preparação constante para aproveitar as oportunidades. Ao mesmo tempo, divide a rotina do futebol com a graduação em Nutrição.

Além da liderança técnica, a goleira também assume papel de referência em um elenco com presença significativa de atletas promovidas das categorias de base. O América-MG disputa a permanência na Série A1, e a experiência de Sandy se tornou parte do processo coletivo.

— É um desafio diário. A gente tem muitas meninas novas e precisa passar segurança, mas também depende delas. O objetivo é somar pontos e manter o clube na elite — afirmou.

Apoio fora de campo

A posição de goleira, segundo ela, exige um nível elevado de responsabilidade e controle emocional, especialmente em equipes que enfrentam momentos de instabilidade ao longo da competição.

— O goleiro é quem não pode falhar. É quem precisa resolver quando acontece erro. Tem que ser o mais forte do time, psicologicamente e fisicamente — explicou.

Morando em Belo Horizonte, Sandy mantém contato frequente com a família. Os jogos são acompanhados à distância, e esse apoio faz parte da motivação, especialmente após o nascimento da sobrinha.

— Eles assistem tudo. Minha sobrinha fica na frente da TV me chamando. Isso muda qualquer dia ruim — contou. Como atleta profissional, Sandy também quer inspirar outras gerações a seguirem seu sonho, e aconselha.

— Eu falo para não desistir dos seus sonhos. Continue tentando. Hoje as coisas estão muito mais fáceis. Eu sou nova, mas não tive base, e a geração depois de mim teoricamente pode ter. Então, as coisas estão mais fáceis para as meninas que querem jogar. Vão enfrentar preconceito, vão. Mas continuem, porque vale a pena. Se você ama, se você gosta, vale a pena. Continua, porque é muito bom viver isso.

América-MG quer permanecer na elite

Com cinco derrotas e um empate, o América-MG ainda a primeira vitória na competição e Sandy mantém o foco no objetivo coletivo. A permanência na Série A1 é tratada como prioridade em um elenco que tenta se consolidar ao longo da competição.

— A gente vai trabalhar para permanecer. O campeonato é longo e a gente acredita que é possível — concluiu.

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Sandy Monteiro durante final do Campeonato Mineiro em 2025, contra o Cruzeiro. (Foto: Mourão Panda / América)
Sandy Monteiro durante final do Campeonato Mineiro em 2025, contra o Cruzeiro. (Foto: Mourão Panda / América)
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