Atleticana, Hingredy vive sonho no Galo e confia em reação no Brasileirão Feminino: 'Queremos surpreender'
Hingredy detalha ligação com o clube e vê margem para evolução na temporada

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Quem nunca sonhou em defender o time do coração? A zagueira Hingredy, do Atlético-MG, mistura realização pessoal e profissional em atuar pelo Galo. De volta à primeira divisão após o acesso em 2025, a equipe vive um início de campeonato irregular, a defensora acredita na reação.
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— Eu sou atleticana, então eu sei o sentimento do torcedor. É uma coisa que não dá para explicar. Viver isso hoje é surreal, é algo que eu sempre sonhei — definiu, em entrevista exclusiva ao Lance!.
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Natural de Belo Horizonte, Hingredy construiu parte da sua formação no fut7, modalidade em que teve papel de destaque nas equipes amadoras da região onde cresceu. Atuando por times como o NASA e as Meninas da Vila, a zagueira chegou a ser artilheira nas competições locais.
— Quando eu jogava futsal e fut7, eu era mais do ataque, fazia gol. Isso me ajudou muito, porque até hoje levo essa bagagem para o campo — relembrou.
O início em escolinhas masculinas e projetos sociais foi seguido pela entrada direta no profissional do América Mineiro, sem passagem pelas categorias de base, o que acelerou o processo de adaptação ao alto rendimento.
— Quando eu cheguei no América, mesmo nova, já me senti profissional pela responsabilidade e pelo ambiente — relembrou.
Depois, passou pelo Cruzeiro e teve a primeira experiência fora do estado no Goiás, em 2020. O período coincidiu com a pandemia e representou uma mudança importante na forma como encara a carreira.
— Foi um momento difícil, mas que me fez crescer muito. Eu estava longe da família e precisei amadurecer rápido — disse.
Mudança de posição e leitura de jogo como diferencial
Ao longo da trajetória, Hingredy deixou de atuar como volante e passou a se firmar como zagueira, função em que encontrou maior estabilidade. A leitura de jogo e a capacidade de antecipação se tornaram características centrais do seu estilo.
— A zaga exige muita responsabilidade. Você precisa pensar rápido e estar sempre bem posicionada, porque qualquer erro pode decidir o jogo — analisou.
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Elenco em reconstrução busca resposta rápida
No ano passado, a chegada da técnica Fabi Guedes na reta decisiva da última temporada também aparece como um ponto de virada na trajetória recente do Atlético, especialmente pela forma como a treinadora se relaciona com o grupo.
Segundo Hingredy, o perfil da comandante combina cobrança e acolhimento, algo que ajudou na retomada da equipe durante a campanha do acesso.
— A Fabi é mais mãezona. Ela cobra quando precisa, mas também entende muito a gente, até por já ter sido atleta. Isso faz diferença no dia a dia, porque ela sabe como lidar com cada situação — destacou a zagueira, ao explicar o impacto da treinadora.
Para 2026, o Atlético passou por reformulação para a temporada, com manutenção de parte do grupo do acesso e chegada de novas peças. O resultado é um elenco que ainda busca encaixe em meio à exigência da Série A1, onde o equilíbrio da competição reduz margem para oscilações.
Mesmo com o início abaixo do esperado, internamente a avaliação é de que há condições de recuperação, principalmente pela proximidade pontual entre as equipes do meio e da parte de baixo da tabela.
— Nosso objetivo é classificar entre os oito. A tabela ainda está embolada e a gente sabe que tem margem para isso — afirmou Hingredy.
Após seis rodadas, o Atlético soma quatro pontos e ocupa a parte inferior da tabela, ainda distante do grupo de classificação. A equipe venceu apenas uma vez, empatou uma e sofreu quatro derrotas.
— A gente sabe da nossa capacidade. Mesmo nos jogos que a gente perdeu, tivemos volume, mas a bola não entrou. A gente acabou pecando em detalhes — explicou a zagueira.
Relação com a torcida do Galo
Se o momento esportivo exige ajustes, a relação com a torcida aparece como um dos pontos de sustentação. Para Hingredy, vestir a camisa do clube pelo qual torce altera a forma como encara tanto as vitórias quanto as derrotas.
— Quando perde, eu sinto até mais por ser torcedora. Mas o apoio deles também faz diferença, porque eles reconhecem o esforço — comentou.
Temporada passa por resposta no curto prazo
Com um calendário que combina Brasileirão, Copa do Brasil e Campeonato Mineiro, o Atlético terá pouco tempo para corrigir os problemas iniciais. A necessidade de pontuar nas próximas rodadas já aparece como determinante para evitar que a equipe permaneça pressionada na parte inferior da tabela.
— A gente espera que, no fim da temporada, possa olhar para trás e ver que conseguiu reagir, classificar e surpreender — concluiu.

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