Gestor do Atlético-MG detalha perfil de elenco para retorno à elite Brasileirão Feminino: 'Time intenso'
Ricardo Guedes concedeu entrevista exclusiva ao Lance! e falou sobre mercado, estrutura e renovações

O Atlético-MG vive um processo de reconstrução no futebol feminino e conseguiu retornar à primeira divisão após ser semifinalista do Brasileirão Série A2. O gestor de futebol feminino, Ricardo Guedes, falou com exclusividade ao Lance! sobre os planos do Galo para a próxima temporada.
À frente da diretoria desde meados de 2024, Ricardo relembrou o cenário de rebaixamento e destacou que o trabalho ainda está em andamento. O objetivo, segundo ele, é consolidar o time na Série A1, sem expectativa imediata de títulos.
— Foi literalmente um processo de reconstrução que ainda não acabou. Precisamos entender onde estamos e onde queremos chegar — afirma o dirigente.
A evolução também passa pela estrutura. As Vingadoras treinam regularmente na Vila Olímpica, em campo principal e sintético, e contam ainda com a Cidade do Galo em parte da rotina. Ricardo destaca que o perfil de atleta que defenderá o clube serão as que se identificarem com o projeto.
— Primeiro, atletas que queiram estar no Galo. Depois, claro, análise esportiva. Pode ser de 20 ou de 38 anos, desde que entregue o que buscamos. Queremos uma equipe intensa, que compense diferenças de orçamento. O futebol permite isso: às vezes, vontade, estratégia ou momento podem equilibrar forças. O Bahia é um bom exemplo, chegou ao G8 em 2025 — diz ele.
A utilização da Arena MRV é outro ponto importante do projeto. O estádio já recebeu partidas na campanha do acesso, como o duelo diante do Vitória, que contou com cerca de 3 mil torcedores. O clube busca equilibrar o investimento no elenco e a realização de jogos no estádio, além de manter a Arena Gregorão, em Contagem (MG), como mando alternativo.
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Atlético-MG ativo no mercado
Na Série A2, o Galo terminou com saldo positivo. Além do acesso, foi o único time a vencer o Santos, resultado considerado marcante no processo de crescimento da equipe. Apesar da eliminação, a diretoria valorizou a evolução coletiva e leva como aprendizado para a próxima temporada.
Esse processo é alinhado de perto com a técnica Fabiana. O dirigente contou que a relação é de parceria e que o clube deseja sua permanência.
— Ela quer ficar e estamos bem alinhados. Não deve haver dificuldade — finaliza Ricardo.
O Atlético volta a campo na terça-feira (16), às 18h (de Brasília), diante do Bahia, pela Copa do Brasil Feminina. No domingo (21), estreia no Campeonato Mineiro diante do Valadares, às 15h.

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