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Para Norris, mudanças na F1 motivam Verstappen: 'Vai seguir na ativa'

Segundo o atual campeão da Fórmula 1, Max Verstappen "quer o quinto título"

Rio de Janeiro (RJ)
Supervisionado porThiago Fernandes,
Dia 23/04/2026
16:25
Lando Norris e Max Verstappen antes do GP de Abu Dhabi de F1 (Foto: Giuseppe CACACE / AFP)
imagem cameraLando Norris e Max Verstappen antes do GP de Abu Dhabi de F1 (Foto: Giuseppe CACACE / AFP)

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O futuro de Max Verstappen na elite do automobilismo mundial segue dando o que falar no grid. O holandês se mostrou insatisfeito com o novo regulamento da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) e, por isso, não descarta se aposentar da F1 antes do previsto. Porém, para Lando Norris, as mudanças de regra introduzidas na pausa de abril motivaram o holandês, que "quer o quinto título",

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— Espero que as coisas melhorem. Ele acabou de dizer que quer conquistar o quinto título mundial neste ano, então tenho certeza de que vai seguir na ativa por mais tempo do que as pessoas dizem.

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As críticas de Verstappen ao regulamento se elevaram após o Grande Prêmio do Japão, em março. Isso aconteceu por conta de uma batida de Oliver Bearman, da Haas. O britânico sofreu o incidente ao desviar de Franco Colapinto, que recarregava a bateria de seu monoposto.

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A Fórmula 1 ficou pausada em abril por conta do cancelamento das etapas do Bahrein e da Arábia Saudita, devido à guerra no Oriente Médio. Nesse período, a FIA considerou as opiniões dos pilotos e, após reuniões virtuais, estabeleceu mudanças na regra, que passarão a valer, em sua maioria, no GP de Miami, em 3 de maio. E o esperado, segundo Norris, é que elas mantenham o tetracampeão Verstappen na ativa por mais tempo.

Max Verstappen em preparação para o Treino Livre 1, no GP do Japão 2026 (Foto: Philip Fong/AFP)
Max Verstappen em preparação para o Treino Livre 1, no GP do Japão 2026 (Foto: Philip Fong/AFP)

Mudanças no sistema de energia e na classificação

Um dos pontos centrais da reforma é a simplificação do gerenciamento de energia para devolver ao piloto a liberdade de acelerar fundo durante as voltas rápidas. O limite máximo de recarga caiu de 8 para 7 megajoules (MJ), visando diminuir a necessidade de "poupar" bateria em voltas lançadas.

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Complementando essa mudança, a potência do superclipping, técnica onde o motor a combustão carrega a bateria enquanto o piloto acelera, saltou de 250 para 350 kW. A expectativa técnica é que isso reduza drasticamente o tempo de recarga, permitindo que os carros entreguem performance máxima de forma mais consistente e menos "artificial".

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Protocolos de segurança e o "efeito Bearman" após Japão

A segurança tornou-se a prioridade absoluta após o acidente de Oliver Bearman no GP do Japão de F1. Na ocasião, o piloto da Haas colidiu com o muro a 262 km/h após uma diferença de velocidade extrema em relação a Franco Colapinto, que estava sem bateria.

Os dois pilotos atribuíram a diferença de velocidade aos novos regulamentos. Colapinto estava sem bateria e Bearman usava o botão de boost, que dá mais potência ao carro.

Para evitar novos episódios, a FIA estabeleceu as seguintes normas:

  1. Limite de Boost: A potência extra do botão de ultrapassagem agora é limitada a 150 kW. A medida acompanha o aumento da potência do superclipping, solicitado pelos pilotos. O objetivo é evitar diferenças repentinas de velocidade.
  2. Restrição do MGU-K: O sistema de recuperação de energia não poderá mais ser acionado em zonas de aceleração plena, evitando que carros fiquem inesperadamente lentos em pontos rápidos da pista.

Prevenção de acidentes em largadas e chuva

A Federação também introduziu um mecanismo para evitar colisões no grid de largada, como o susto envolvendo Liam Lawson na Austrália. O piloto da Racing Bulls largou em oitavo e foi extremamente lento na saída, ficando em risco de ser atingido por um carro mais rápido vindo da parte de trás do grid. Um novo sistema identificará monopostos com aceleração anormal, caso o carro não arranque adequadamente, o motor elétrico (MGU-K) será ativado automaticamente para garantir um nível mínimo de movimento e tirar o piloto do risco de um atropelamento traseiro.

Para as provas com chuva, o regulamento simplificou as luzes traseiras de alerta e aumentou a temperatura dos cobertores térmicos para pneus intermediários, garantindo maior aderência imediata em pistas molhadas. Miami será o primeiro teste real para este novo equilíbrio.

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