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F1 adere mudanças após falha que causou caos no GP do Bahrein

Entidade identificou falha e prepara nova atualização para os Estados Unidos

PorAnna Carolina Ramos•Rio de Janeiro (RJ)
08/10/2026 12:52
•Atualizado há 1 hora
Charles Leclerc e Oscar Piastri se protegem, embaixo do guarda-chuva, da forte chuva do GP do Bahrein
Charles Leclerc e Oscar Piastri se protegem, embaixo do guarda-chuva, da forte chuva do GP do Bahrein (Foto: JADE GAO / AFP)

A Fórmula 1 terá uma configuração diferente no software das unidades de potência caso o GP de Singapura seja disputado sob chuva. A decisão foi tomada pela FIA após a investigação sobre a falha que afetou os carros antes da largada do GP do Bahrein, realizado em Sepang, na Malásia. A entidade também confirmou uma nova atualização do sistema para o GP dos Estados Unidos.

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O problema aconteceu em uma situação específica de funcionamento dos motores. Em determinados setores do circuito, o software já reduzia a potência em 250 kW quando os carros estavam em baixa rotação, mas alguns monopostos sofreram uma perda maior do que a prevista. Segundo a investigação, essa potência adicional não poderia ser recuperada enquanto o carro permanecesse naquele trecho da pista.

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A falha provocou uma situação inédita em Sepang e obrigou a FIA a interromper o procedimento de largada. Depois de identificar o problema, as equipes receberam orientações técnicas e instalaram uma configuração corrigida antes da corrida. A solução permitiu que o GP do Bahrein fosse realizado com segurança após a longa espera provocada pela combinação entre chuva e problemas nas unidades de potência.

FIA admite dificuldade para testar o sistema

Além da correção imediata, a investigação apontou uma fragilidade no processo de validação. A FIA reconheceu que as oportunidades para testar softwares específicos para condições de chuva são limitadas e recomendou a criação de novas medidas para tornar os sistemas mais robustos.

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A entidade pretende trabalhar com equipes, fabricantes de unidades de potência e o fornecedor da unidade de controle eletrônico padronizada para ampliar os testes e os mecanismos de verificação. A ideia é melhorar o processo de validação antes que novas configurações sejam utilizadas em condições semelhantes.

A FIA também esclareceu que o software não havia sido colocado nos carros sem qualquer preparação. Antes da implementação, foram realizadas simulações para validar o pacote. O sistema ainda passou por testes em operação real durante os TL1 dos GPs da Bélgica e da Holanda.

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➡️ Chuva ameaça GP de Singapura, segundo previsão do tempo da F1

Singapura terá configuração de Sepang se chover

A primeira consequência prática da investigação será vista já neste fim de semana. Caso a previsão indique condições de chuva semelhantes às encontradas em Sepang, a configuração utilizada após a correção do problema será aplicada novamente no GP de Singapura.

Uma nova versão do software para condições molhadas, por outro lado, está prevista para o GP dos Estados Unidos, agendado para o dia 25 de outubro. A atualização faz parte do processo de revisão iniciado após o episódio na Malásia.

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A FIA afirmou ainda que a atuação conjunta entre federação, equipes e fabricantes permitiu identificar e corrigir o problema durante a interrupção do GP do Bahrein. Para a entidade, o episódio reforçou a necessidade de aprimorar os testes de um componente que tem participação cada vez maior no gerenciamento das unidades de potência da Fórmula 1.

Gabriel Bortoleto em ação no GP do Bahrein, na Malásia, pela F1 2026
Gabriel Bortoleto em ação no GP do Bahrein, na Malásia, pela F1 2026 (Foto: JADE GAO / AFP)
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