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Ex-chefe da F1 revela motivo de Ayrton Senna nunca ter ido para Ferrari

Tricampeão mundial quase se juntou à escuderia italiana em 1994

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Rio de Janeiro (RJ)
Dia 16/04/2026
16:32
Atualizado há 2 minutos
Ayrton Senna comemora pole position no GP da Austrália na F1 1991 (Foto: Toshifumi KITAMURA / AFP)
imagem cameraAyrton Senna comemora pole position no GP da Austrália na F1 1991 (Foto: Toshifumi KITAMURA / AFP)

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A parceria entre Ayrton Senna e a Ferrari foi muito esperada pelos fãs na década de 1990, mas nunca saiu do papel. Mais de 30 anos depois, Jean Todt, ex-chefe de equipe da escuderia e figura histórica do automobilismo, revelou o motivo de o acordo não ter avançado para além dos bastidores da F1 – principalmente em 1994, quando o brasileiro assinou com a Williams.

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Os problemas começaram na Ferrari antes mesmo do início das negociações. Em entrevista ao podcast "High Performance", Todt revelou que uma disputa interna acontecia na garagem italiana quando aceitou o desafio de comandar a equipe.

— A Ferrari precisava de alguém para reconstruir a equipe, mas as pessoas me diziam que eu não duraria dois anos. Naquela época, havia tensões até mesmo entre os engenheiros: os responsáveis pelo chassi criticavam o motor, e os responsáveis pelo motor criticavam o chassi. E havia dúvidas quanto à qualidade dos nossos pilotos — relembrou o ex-chefe.

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Mas, afinal, quem eram os pilotos? Na época, a equipe da F1 tinha contrato vigente com a dupla Gerhard Berger e Jean Alesi, o que dificultou que seguisse com o "plano A", que era Ayrton Senna. Em meio a toda a confusão da Ferrari, o tricampeão mundial decidiu fechar com a Williams no que seria sua última temporada da carreira.

— Foi por isso que ele acabou indo para a Williams. Em 1994, não estávamos prontos para trazer Senna e já tínhamos dois pilotos sob contrato.

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Futuro foi bom para a Ferrari

Mesmo que não tenha sido possível assinar com Senna, a Ferrari não desistiu de trazer um nome de peso para o time. No ano seguinte, surgiu a oportunidade de contratar Michael Schumacher, que foi muito bem aproveitada. Para Todt, no entanto, ainda havia um desafio e tanto pela frente.

— Passamos um dia inteiro em Mônaco em 1995, e nesse dia assinamos o contrato. Michael adorava o desafio e estava muito curioso sobre nossos planos. Ao mesmo tempo, eu estava em contato com Ross Brawn e Rory Byrne. Aos poucos, reconstruímos a equipe.

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A chegada de Schumacher foi o início de uma reconstrução importante para a escuderia italiana. A primeira temporada com o alemão terminou com uma atuação tímida, mas, com o passar dos anos, os resultados enfim chegaram.

— Em 1996, vencemos três corridas. Em 1997 e 1998, perdemos o título na última corrida. Em 1999, uma falha nos freios na Inglaterra, causada por um erro da equipe, o deixou fora de ação até a Malásia. Naquele ano, finalmente conquistamos o título de construtores, mas sabíamos que precisávamos garantir o campeonato de pilotos em 2000 ou correríamos o risco de a equipe se desintegrar. E nós o conquistamos — concluiu Todt.

Michael Schumacher
Michael Schumacher foi piloto da Ferrari (Foto: AFP)

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