Lewis Hamilton decide dispensar simulador para o resto da F1
Heptacampeão mundial destacou os problemas enfrentados no sistema da Ferrari

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A segunda posição de Lewis Hamilton no Grande Prêmio do Canadá foi seu melhor resultado desde que se juntou à Ferrari. Depois de subir ao pódio no último domingo (24), o britânico concluiu que a alteração que implementou em sua preparação para a corrida será o "novo normal" para o restante da temporada. A nova estratégia consiste em abolir o uso do simulador da equipe italiana antes de cada corrida.
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A ideia não é abandonar completamente o simulador, mas focar em aprimorá-lo antes de confiar totalmente sua preparação ao equipamento. Para o heptacampeão mundial, o sistema da Ferrari ainda enfrenta problemas de correlação entre os dados virtuais e o comportamento real do carro na pista, algo que já o prejudicou em outros fins de semana. Com isso, o ideal seria recorrer à tecnologia apenas depois das primeiras atividades, usando as informações coletadas nos treinos livres como base.
— Tenho certeza de que ainda vou pilotar no simulador em algum momento. Acho que pode ser positivo, por exemplo, voltar e fazer a correlação com o fim de semana. Assim, conseguimos entender o que está faltando. O piloto de testes estará lá dando feedback, mas ele só conhece o que experimenta no simulador, porque não dirige o carro de verdade. Apenas eu e o Charles (Leclerc) pilotamos o carro — afirmou.
O foco segue sendo ajudar a Ferrari a evoluir, mas Hamilton não pretende abrir mão de um método de preparação no qual realmente confie. O veterano deixou claro que, neste momento, prefere apostar mais na experiência adquirida diretamente na pista do que nas respostas oferecidas pela ferramenta virtual.
— Estou sempre aqui para ajudar a equipe a avançar e se desenvolver. Agora, se vou usar o simulador para me preparar para outra corrida? Provavelmente não.
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Com sete títulos mundiais e muitos anos de experiências, Lewis sabe que pode confiar em suas habilidades para trabalhar sem todas as novas tecnologias disponíveis. A falta do simulador em boa parte da sua trajetória na F1 mostra que o equipamento, apesar de importante, não é essencial para que os resultados cheguem.
— Há muitos riscos. Se você olhar as duas melhores corridas que eu tive, eu não usei o simulador. Foi assim, honestamente. Em quase todos os campeonatos anteriores, provavelmente com exceção de 2008, eu não usei o simulador. Então não é uma necessidade. É uma ferramenta que pode ser poderosa, mas eu sou da velha guarda. Eu fico melhor sem ele — concluiu.
Antes do Canadá, o melhor resultado do britânico neste ano havia sido o GP da China, realizado em 15 de março. Nele, Hamilton subiu ao pódio no terceiro lugar após terminar a temporada passada sem alcançar o Top-3 em nenhuma etapa. E, coincidência ou não, Hamilton afirmou que essas foram as únicas corridas deste ano para as quais não seguiu o "planejamento correto" nos treinos no simulador.

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