Os números que explicam a má fase de Lucho Acosta no Fluminense
Meia ainda não participou diretamente de nenhum gol depois da Copa do Mundo

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A queda de rendimento de Lucho Acosta ajuda a explicar o momento vivido pelo Fluminense desde a retomada da temporada após a Copa do Mundo. Principal articulador da equipe no primeiro semestre, o meia ainda não participou diretamente de nenhum gol nos cinco jogos disputados depois da pausa. No mesmo período, o Tricolor acumula quatro empates, uma derrota e a eliminação para o Vasco nas oitavas de final da Copa do Brasil.
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Os números mostram que Acosta continua participando da construção das jogadas, mas perdeu influência no último terço do campo. O volume de passes foi mantido, enquanto a produção ofensiva caiu em praticamente todos os indicadores ligados à criação e à finalização.
De protagonista ofensivo a zero participações em gols
Antes da paralisação para a Copa do Mundo, Lucho vivia seu melhor momento desde que chegou ao Fluminense. Em 27 partidas, marcou cinco gols, deu seis assistências e participou diretamente de um gol a cada 159 minutos.
Depois da pausa, o cenário mudou. Em cinco jogos, o argentino permaneceu 353 minutos em campo sem marcar gols ou distribuir assistências. A queda coincide com a sequência sem vitórias da equipe.
Os números também representam um contraste em relação à temporada de 2025. Naquele ano, o meia participou de seis gols em 23 partidas, com média de uma participação direta a cada 249 minutos. Em 2026, havia elevado esse índice antes da Copa, mas não conseguiu manter o desempenho na retomada das competições.
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Lucho tem menor presença no último terço
A perda de impacto aparece nos principais indicadores ofensivos. Lucho passou de 1,4 para 0,8 finalização por partida, enquanto as grandes chances criadas caíram de 12 em 27 jogos para apenas uma nos cinco compromissos após a Copa do Mundo. Os passes decisivos também diminuíram, de 2,1 em média para 1,8 por jogo.
Os dados indicam menor participação nas jogadas que efetivamente terminam em oportunidades claras de gol, justamente uma das principais características do camisa 32 no primeiro semestre.
A queda de produção não significa que Lucho tenha, simplesmente, desaparecido das partidas. O número de passes certos do meia permaneceu praticamente o mesmo (de 30,1 para 30,2 por jogo), com aproveitamento mantido acima de 80%. O que muda, contudo, é a postura e a verticalidade.
Outro indicador chama atenção: o acerto nos passes longos passou de 62% para 69%, números que sugerem um jogador mais envolvido na organização das jogadas desde setores mais recuados do campo. Ao mesmo tempo, a eficiência nos dribles caiu de 69% para 58%, reduzindo sua capacidade de quebrar linhas em ações individuais.
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Participação defensiva aumentou
Enquanto perdeu influência ofensiva, Lucho passou a participar mais da fase defensiva. A média de bolas recuperadas subiu de 2,4 para 3,4 por partida. Os desarmes também aumentaram, de 0,6 para 0,8 por jogo.
O crescimento desses indicadores reforça a impressão de um jogador com maior desgaste na recomposição e na construção das jogadas, chegando menos vezes em condições de decidir próximo à área adversária.
Produção ofensiva do Fluminense é dependente de Lucho Acosta
Os números também reforçam a dependência do Fluminense em relação a Lucho Acosta. A influência do meia vai além de participações diretas em gols e aparece no funcionamento coletivo da equipe, principalmente na capacidade de transformar posse de bola em oportunidades de ataque.
O dado mais representativo está no contraste entre posse e produção ofensiva desde a chegada do camisa 32. Sem o argentino, o Tricolor registra até mais posse de bola (58% contra 55%), mas cria menos perigo. O volume de grandes chances cai de 2,4 para 1,5 por partida, uma redução de 37,5%, enquanto a média de gols despenca de 1,4 para 1,0 por jogo.
A perda de eficiência também é perceptível. Com Lucho, o time precisa de 9,9 finalizações para marcar um gol. Sem ele, esse número sobe para 13,1 chutes, um aumento de 32%, indicando maior dificuldade para transformar posse em finalizações de qualidade. A conversão de grandes chances também recua de 41% para 36%.
Na prática, os números mostram um cenário de "posse de bola estéril". O Fluminense controla mais o jogo territorialmente quando Lucho não atua, mas encontra mais dificuldades para quebrar linhas, acelerar a circulação da bola e criar situações claras de gol. A equipe troca mais passes, porém produz menos ações decisivas no último terço do campo.
O impacto aparece também nos resultados. Com o argentino em campo, o Fluminense soma 28 vitórias, 15 empates e 12 derrotas em 55 partidas, alcançando 60% de aproveitamento. Sem ele, desde sua chegada ao clube, o desempenho cai para 53%, com sete vitórias, três empates e cinco derrotas em 15 jogos.
O conjunto dos indicadores evidencia que Lucho Acosta, em boa fase, exerce papel de organizador e acelerador do jogo tricolor. Sua presença aumenta o volume de chances criadas, melhora a qualidade das finalizações e eleva o aproveitamento da equipe. Sem o argentino, o Fluminense mantém o controle da posse, mas perde capacidade de verticalização e de transformar domínio territorial em oportunidades reais de gol.
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Má fase do Fluminense acompanha queda do principal articulador
Não à toa, a queda de rendimento de Lucho coincide com o pior momento do Fluminense na temporada. Desde o retorno da Copa do Mundo, a equipe empatou com Red Bull Bragantino, Grêmio, Bahia e Vasco, antes de perder por 3 a 1 para o rival no jogo de volta das oitavas de final da Copa do Brasil.
O desempenho ofensivo também caiu. Sem o principal articulador em seu melhor momento, o time produziu menos e passou a depender de soluções individuais que não apareceram na retomada das competições.
Após a eliminação para o Vasco, o técnico Luis Zubeldía admitiu não encontrar uma explicação para a queda de rendimento de Acosta e Savarino.
— Não sei. Se eu soubesse, poderia antecipar várias coisas. São jogadores importantes. Acho que são momentos. Como o time estava montado, com jogadores criativos e que atacam o espaço, poderíamos ter tido melhor resultado no primeiro jogo. Hoje, eles nos dominaram. Em nenhum momento, conseguimos controlar. Depois, com as trocas, melhoramos. Se eu falar o que ocorre com eles, estaria te mentindo.
Fluminense e Lucho Acosta terão a chance de retomar o caminho das vitórias e o bom desempenho a partir deste sábado (8). O Tricolor encara o Botafogo no Nilton Santos, em clássico válido pela 22ª rodada do Brasileirão.


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