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Marcão comemora classificação heroica do Fluminense: 'Fomos premiados'

Tricolor joga quase todo o segundo tempo com um jogador a menos e vai às quartas

PorPedro BrandãoEnviado Especial
18/08/2026 21:56
Atualizado há 0 minutos
Marcão concece entrevista coletiva pelo Fluminense após classificação na Libertadores contra o Independiente Rivadavia
Marcão concece entrevista coletiva pelo Fluminense após classificação na Libertadores contra o Independiente Rivadavia (Foto: Pedro Brandão / Lance!)

MENDOZA (ARG) — O Fluminense avançou às quartas de final da Libertadores após eliminar o Independiente Rivadavia nos pênaltis, nesta terça-feira (18), em Mendoza, na Argentina. O Tricolor jogou quase todo o segundo tempo com um jogador a menos, empatou por 1 a 1 no tempo regulamentar e venceu a disputa por penalidades. Após a classificação, o técnico interino Marcão destacou a entrega dos jogadores e afirmou que a equipe estava preparada para enfrentar as adversidades.

➡️ Dê duas notas: avalie os jogadores do Fluminense contra o Ind. Rivadavia

— Na verdade, os jogadores trabalharam muito bem. Em uma grande equipe como essa, você fica esperando que, de uma hora para outra, a oportunidade aconteça, e temos que estar preparados para corresponder à altura. Da minha parte, só me concentrei no meu trabalho, no que a gente poderia fazer nesse curto tempo à frente dos jogadores, no que falar e mostrar para eles. Tivemos o adversário de hoje e outros adversários grandíssimos que pegamos em sequência. Não deu tempo de pensar em muita coisa. Foi trabalhar, trabalhar e trabalhar. Fomos premiados com duas grandes partidas, em especial a de hoje, pelo momento e pela adversidade em que se encontravam. Enfrentamos um adversário muito grande e muito forte aqui dentro. Eles foram premiados porque entregaram tudo nessa partida, mesmo nos momentos de adversidade. Isso premiou o conjunto. Acho que o Fluminense hoje mostrou que estava preparado para esse momento e para toda a adversidade que aconteceu.

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O Fluminense sofreu a expulsão de Agustín Canobbio ainda no segundo tempo e precisou administrar o resultado até a disputa por pênaltis. Marcão explicou a estratégia adotada diante do estilo do adversário e citou a entrada de Serna, que marcou o gol tricolor.

— É uma equipe muito, muito direta, que ataca muito e é muito forte nas bolas aéreas. Treinamos bastante isso para tentar evitar. Pelos lados, eles têm grandes jogadores e, em alguns momentos, a gente não conseguia parar essa transição. Mesmo assim, defensivamente nos portamos bem. Mesmo depois que perdemos um jogador, tentamos equilibrar. Trouxemos o Serna para fazer uma linha de cinco, sabendo que também teríamos a opção do contra-ataque. E foi isso que aconteceu. Na hora em que a gente trocou ele de lado, apareceu a oportunidade, ele foi feliz e fez o gol. O jogo era esse: um jogo grande, decidido nos detalhes. Ainda tenho que rever o lance da penalidade. Falaram que a bola pegou primeiro no corpo antes de tocar na mão, mas é preciso ver com calma. Não deu tempo ainda. No geral, foi um grande jogo, o jogo que a gente falou que seria, de Libertadores. É ganhar duelos. Essa é uma identidade do nosso time que foi mostrada: lutar por todas as bolas. Acho que mostramos isso e eles foram premiados com essa grande classificação para a próxima fase.

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Marcão se coloca à disposição do Fluminense

Marcão assumiu o comando do Fluminense após a saída de Luis Zubeldía e conduziu a equipe na classificação. Depois da partida, o treinador afirmou que viveu o momento com tranquilidade e atribuiu aos jogadores a maior parte do mérito pelo resultado.

— Vou ser sincero: meu coração está cheio de alegria. Eu só pedi ajuda para o Papai do Céu, e ele sabe a hora de nos ajudar. Estou muito, muito tranquilo. Sou um funcionário do clube, sabe? E realmente foi um desafio. Mas, de verdade, estou muito feliz de ter contribuído da forma que a gente podia. É o que eu sempre falo: não é quem está sentado aqui. Pode ser o Marcão, pode ser o Guardiola, pode ser quem for. É o que eles respondem lá dentro. Quando eles estão assim, a gente vê no final do jogo todo mundo em pé, todo mundo vivendo isso. Temos que agradecer ao nosso torcedor. Todo mundo ligando, mandando mensagem, comprando passagem em cima da hora, com a certeza de que voltaria para o Rio classificado. Quando existe essa conexão, essa sinergia entre torcedor, jogador e todo mundo de dentro, dificilmente a gente perde. E foi o que eles mostraram. A gente só dá o caminho. É lógico que temos a nossa participação, a nossa parcela, mas 90% é deles. Até quando a gente vai ficando? Se o clube precisar, mais um jogo eu fico. Se precisar de mais dois jogos, a gente fica. E deixa o Papai do Céu nos guiar.

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Marcão orienta o Fluminense à beira do campo em duelo com o Independiente Rivadavia
Marcão orienta o Fluminense à beira do campo em duelo com o Independiente Rivadavia (Foto: Marcelo Gonçalves / Fluminense FC)

Outras respostas de Marcão após Ind. Rivadavia x Fluminense

Análise do momento no Fluminense

— Estou muito feliz. É um momento único pessoal. Você, quando trabalha no Fluminense, nesta grande equipe, precisa estar esperando que isso uma hora ou outra aconteça e você precisa responder à altura. Me concentrei no meu trabalho. Pegamos dois adversários grandes em sequência. Não tivemos tempo de pensar em muita coisa. Trabalhamos, trabalhamos e fomos premiados com duas grandes partidas. Eles entregaram tudo. Isso premiou o conjunto.

Saídas de Hulk e Ganso

— Na verdade, quando a gente assume a equipe, eu gosto de trabalhar a equipe por fases, por setores. Até por conta dessa situação, se perder um jogador em algum momento, podemos ter a possibilidade de uma linha mais baixa, com uma linha de cinco. Naquele momento, a gente não conseguiria fazer isso com o Paulo e com o Hulk. Já tinha conversado com o Paulo antes do jogo, que ele teria um limite de tempo. A gente aproveitou a situação de jogo e colocou. A gente tinha que marcar forte lá atrás e ter essa transição, que foi o que aconteceu com o Serna. Mesmo com um jogador a menos, conseguimos nos manter equilibrados, organizados. Depois colocamos o Millán porque eles arriscaram tudo, colocaram mais homens por dentro, então conseguimos anular bem com esse tripé de zagueiros. A gente tem que estar preparado para esses jogos difíceis, que são resolvidos nos detalhes. Como falei, a gente tem um staff muito bom, estamos ligados, passamos o dia todo analisando o Rivadavia, como foi o jogo passado. E trabalho, trabalho, trabalho. Não dava para pensar em outra coisa. O bom disso tudo é sentir que, no momento em que precisou, a gente estava consciente da mexida que ia fazer. Estávamos bem seguros.

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Pênalti marcado para o Ind. Rivadaria

— Ainda tenho que ver o lance da penalidade deles. Me falaram que pegou no corpo antes de pegar na mão, mas tenho que ver com calma, não deu tempo. No geral, era um grande jogo, jogo de Libertadores. Era mostrar a identidade do nosso time, lutar por todas as bolas, isso foi mostrado. Eles foram premiados com essa grande classificação para a próxima fase.

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