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Análise Tática do Guffo: como encaixar Hulk no Fluminense

Atacante chega como solução imediata para o elenco do Tricolor

Hulk fazendo cara de mau com a camisa do Fluminense
imagem cameraHulk apresentado pelo Fluminense (Foto: Divulgação / Fluminense F.C.)
Autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, esse texto não reflete necessariamente a opinião do Lance!
Dia 07/05/2026
17:41

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O Fluminense não contratou o Hulk para ter só mais uma peça. Contratou para ter uma solução imediata num elenco que já tem ideia, ritmo e participação coletiva muito bem definidos por Zubeldía. A questão agora é como ele se encaixa num time que vive de mobilidade, agressividade de segunda linha e um modelo que exige muito do jogador que atua entre o centro e o último terço. E, olhando para o que Hulk ainda entrega aos 39 anos, o encaixe é menos complicado do que parece.

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O ponto de partida é simples: Zubeldía precisa de alguém que desafogue sob pressão. E ninguém no futebol brasileiro tem o mesmo perfil de retenção que o Hulk. Ele é especialista em receber apertado, girar no corpo e quebrar a primeira linha. No Fluminense, que muitas vezes sai de trás com o lateral espetado e os volantes entrando para construir, ter um cara que "segura o rojão" quando o adversário pressiona alto é essencial. Hulk vira esse pivô moderno: não só amortece, mas acelera, toca e já ataca o espaço.

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Vai melhorar o poder ofensivo

A segunda camada do encaixe é ofensiva. Zubeldía gosta de atacar com linha de cinco, meias por dentro e pontas alternando entre amplitude e infiltração. Hulk pode ser tanto o nove que fixa e arrasta zagueiro quanto o segundo atacante que chega de frente. Na ausência de Lucho Acosta, ele até pode ocupar o papel do "camisa 10 físico", que joga entre setores, aproxima por dentro e serve como conector. A mobilidade recente dele no Galo (caindo no lado, fazendo parede, atacando espaço) mostra que sua função não precisa ser engessada.

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Ele também resolve algo que o Fluminense vem sentindo falta: poder de decisão no último toque. Serna perde chances, John Kennedy sobe e desce emocionalmente. Hulk não oscila tanto. Mesmo não sendo mais um jogador de beirada, ele continua finalizando bem, lendo janelas de chute e entendendo quando acelerar ou segurar. E, se Zubeldía quiser explorar o jogo de transição que este time já produz com naturalidade, ter um cara que encara 1x1 e decide com o primeiro toque muda completamente o teto ofensivo.

Há ainda um detalhe subestimado: a bola parada. O Fluminense não tem hoje um cobrador tão capaz quanto o Hulk. Escanteio, falta lateral, falta direta: o pacote é completo. Em Libertadores, onde jogo truncado vira regra, isso vale gol, vale classificação, vale título. É justamente o tipo de arma que decide mata‑mata quando o coletivo não encontra espaço.

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As variações táticas são promissoras

O encaixe mais natural parece ser numa dupla com Lucho Acosta: Hulk como 9 que sai da referência, Lucho como o conector mais técnico, Savarino ou Canobbio dando profundidade e um quarto homem alternando entre amplitude e diagonal. Mas o próprio calendário cria outras possibilidades. Contra blocos baixos, Hulk pode cair mais para o entrelinhas. Contra rivais que sobem a marcação, pode ser o primeiro passe vertical. Em jogos mais abertos, pode ser segundo atacante para atacar espaços gerados por Acosta (veja no gráfico abaixo).

Análise Tática do Guffo: arte de como encaixar Hulk no Fluminense
Arte: Lance!

O risco existe. Um jogador de 39 anos exige gestão física e leitura fina de minutos. Mas o mecanismo parece claro: Hulk chega para ser titular, para resolver e para elevar o teto da equipe. Não é contratação simbólica, é contratação de impacto. É um jogador de outra prateleira. Como encaixar Hulk no Fluminense? No fim, não precisa reinventar nada para fazer ele funcionar. Precisa apenas colocá‑lo onde ele já entrega há anos: perto do gol, com liberdade para sair da referência e com o campo preparado para que sua força, leitura e técnica decidam. Se Zubeldía achar essa zona de conforto, e tudo indica que vai achar, a contratação tem cara de solução imediata e de peça chave para o que o Fluminense quer brigar até o fim do ano.

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Gustavo Fogaça escreve sua coluna no Lance! nas noites de segunda e quinta-feira. Leia outras publicações do colunista nos links abaixo:

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