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Campeão da Libertadores com o Fluminense cobra R$ 11 milhões do clube na justiça

Manoel abriu processo na Justiça do Trabalho do Rio de Janeiro

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Pedro Brandão
Rio de Janeiro (RJ)
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Fernanda Gondim
Rio de Janeiro (RJ)
Dia 07/05/2026
12:37
Elenco do Fluminense campeão da Libertadores 2023
imagem cameraElenco do Fluminense campeão da Libertadores 2023 (Foto: Marcelo Gonçalves/Fluminense FC)

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Campeão da Libertadores com o Tricolor em 2023, o zagueiro Manoel acionou o Fluminense na Justiça, cobrando R$ 11,8 milhões. Na ação, o defensor cobra valores relacionados a premiações, bichos, férias e depósitos de FGTS. Além das questões trabalhistas, Manoel também responsabiliza o clube por uma lesão no joelho esquerdo, alegando acidente de trabalho e pedindo indenização por danos morais. O Lance! entrou em contato com o clube, que não quis se pronunciar sobre o caso.

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A principal discussão do processo gira em torno da lesão no joelho esquerdo sofrida pelo zagueiro em 2025. De acordo com a ação, o problema começou em maio do mesmo ano, após uma partida contra o Club de Regatas Vasco da Gama. Manoel teria relatado desconforto no local, mas exames realizados pelo departamento médico do Fluminense não identificaram lesão, permitindo que ele continuasse treinando e atuando normalmente.

Meses depois, em outubro, durante um treinamento, o jogador sentiu um estalo no joelho e fortes dores. Após novos exames, foi diagnosticada uma lesão grave, que levou o atleta a optar por cirurgia.

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Manoel em ação pelo Fluminense (Foto: Marcelo Gonçalves/Fluminense)
Manoel em ação pelo Fluminense (Foto: Marcelo Gonçalves/Fluminense)

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Ainda segundo a defesa do zagueiro, antes do procedimento o Fluminense teria solicitado a assinatura de um termo isentando o clube de responsabilidade sobre a lesão. Após a operação, o jogador afirma ter sido informado de que o tratamento seria realizado "por sua conta e risco".

O período estimado de recuperação era de cinco meses. No entanto, Manoel afirma que, apenas dois meses após a cirurgia, o clube registrou a baixa em sua carteira de trabalho, conforme previsão contratual pelo encerramento do vínculo. Mesmo sem contrato, ele continuou utilizando as instalações do Fluminense para reabilitação até o fim de março, quando recebeu alta médica.

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Os advogados do atleta sustentam que ele foi desligado sem cumprir o período mínimo de 12 meses de estabilidade provisória garantido pela legislação trabalhista em casos de acidente de trabalho. Quase metade do valor cobrado na ação está ligada justamente a esse pedido de indenização pela estabilidade não concedida.

Zagueiro Manoel processa Fluminense por R$ 11,8 milhões

Do valor total cobrado, R$ 3,1 milhões correspondem ao seguro obrigatório desportivo, que, segundo a defesa do jogador, não teria sido contratado pelo clube. Manoel também pede R$ 5 milhões de indenização substitutiva pela suposta quebra da estabilidade provisória prevista em lei para casos de acidente de trabalho.

Além disso, o atleta cobra R$ 550 mil em bichos e premiações — incluindo bônus pelo título da Libertadores —, R$ 640 mil referentes a FGTS não depositado e cerca de R$ 600 mil em férias. O processo inclui ainda pedido de multa de R$ 261 mil, indenização de R$ 100 mil por danos morais e R$ 1,5 milhão em honorários advocatícios. O valor total exato da ação é de R$ 11.863.377,57.

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