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Flamengo afasta o bicho-papão da altitude e dá passo gigante na Libertadores

Bruno Henrique, Léo Pereira e Jardim ganham destaque em vitória que deixa o Rubro-Negro perto da semifinal

PorLucas BayerRio de Janeiro (RJ)
11/09/2026 05:30

O Flamengo não tomou conhecimento do bicho-papão da altitude. Sim, sofreu com ele. Mas soube sofrer. E, mais do que isso, soube reagir. E reagiu muito bem. Uma vitória imponente por 2 a 0 contra o Independiente del Valle que, pelo contexto, ganha contornos de goleada. Não apenas pela vantagem construída pelo líder do Brasileirão contra o líder do futebol equatoriano, mas pela maneira como o resultado foi alcançado.

O Independiente del Valle não perdia em casa havia quatro meses. Na Libertadores, tinha vencido todos os jogos como mandante. E, nesta edição do torneio, ainda não tinha terminado uma partida em casa sem marcar. Até encontrar o Flamengo.

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A equipe de Leonardo Jardim não fez um jogo perfeito desde o primeiro minuto. A altitude cobrou seu preço no primeiro tempo, quando o Rubro-Negro não conseguiu finalizar. Mas a resposta veio no intervalo.

Jardim mexeu com o time, ajustou a estratégia e, principalmente, conseguiu fazer a equipe voltar com outro ímpeto. O Flamengo entendeu que não precisava vencer a altitude na velocidade. Precisava sobreviver a ela, competir e escolher os momentos certos para atacar. E escolheu.

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Jogadores do Flamengo comemoram gol contra o Del Valle
Jogadores do Flamengo comemoram gol contra o Del Valle (Foto: Gilvan de Souza/Flamengo)

Flamengo responde no segundo tempo

O segundo tempo foi outra história. Mais agressivo, mais intenso e mais organizado, o Flamengo passou a ocupar melhor os espaços e encontrou o caminho para atacar um adversário que parecia confortável até então.

No primeiro gol, há muito do trabalho coletivo. Jorginho encontrou um passe daqueles que quebram linhas e deixam a defesa adversária em situação delicada. Samuel Lino recebeu em ótima posição e, com a frieza que tem marcado sua temporada, serviu Bruno Henrique. E aí não era preciso inventar nada.

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Mais um dia de "Bruno Show Henrique"

Não é uma simulação. Você não está em 2019. É o "Bruno Show Henrique" novamente fazendo a alegria do torcedor do Flamengo. Desde 2019, o atacante parece não encontrar um teto dentro do clube. Os anos passam, as temporadas mudam, novos jogadores chegam, mas ele continua lá. Decisivo, incansável e cada vez mais alto na história rubro-negra.

Na Libertadores de 2026, são cinco gols e duas assistências em nove jogos, com sete participações diretas. O atacante precisa de apenas 81 minutos, em média, para participar de um gol e converteu quatro das cinco grandes chances que teve.

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É uma relação construída ao longo de anos. Bruno Henrique continua colocando comida no prato da mesa do torcedor do Flamengo. E, aparentemente, ainda não terminou de servir.

Bruno Henrique comemora seu gol no jogo do Flamengo contra o Del Valle pela Libertadores
Bruno Henrique comemora gol do Flamengo (Foto: Divulgação/Flamengo)

Léo Pereira também escreve sua história

Se Bruno Henrique representa a continuidade de uma história que parece não ter fim, Léo Pereira já começa a ocupar um capítulo próprio entre os grandes zagueiros que vestiram a camisa do Flamengo. Mais uma vez, decidiu.

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O gol que fechou a vitória em Quito veio de um defensor que há tempos deixou de ser apenas mais um jogador do elenco. Léo Pereira se tornou referência, símbolo de identificação com o clube e um dos pilares de uma geração vencedora.

Contra o Del Valle, os números ajudam a explicar a atuação: 26 de 27 passes certos, aproveitamento de 96%, sete cortes, três interceptações, dez ações defensivas, nenhum drible sofrido e nenhuma falta cometida. É uma atuação que combina técnica, concentração e personalidade.

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Léo Pereira comemora seu gol no jogo do Flamengo contra o Del Valle pela Libertadores
Léo Pereira comemora gol (Foto: Rodrigo Buendia/AFP)

Léo Pereira está cada vez mais forte ao lado de nomes como Mozer, Rondinelli e tantos outros zagueiros que construíram sua história no Flamengo. A comparação não nasce de uma partida isolada, mas de uma trajetória de regularidade, títulos e identificação. E, na Libertadores, ele voltou a aparecer quando o time mais precisava.

Uma defesa que transformou Quito em território rubro-negro

A vitória também passa pela atuação coletiva do sistema defensivo. Emerson Royal, Léo Pereira, Léo Ortiz e Ayrton Lucas tiveram uma noite de alto nível. O quarteto conseguiu limitar um adversário que, até então, fazia de sua casa um dos ambientes mais difíceis do continente.

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O Flamengo não apenas marcou dois gols. Não sofreu nenhum. E isso, na altitude de Quito, contra um time que havia marcado em todos os seus jogos como mandante na Libertadores, diz muito.

Uma vitória com a assinatura de Jardim

Leonardo Jardim merece crédito especial. Depois de uma primeira etapa em que a altitude pareceu vencer o Flamengo em alguns momentos, o treinador encontrou soluções no intervalo. A equipe voltou diferente, mais agressiva e mais preparada para suportar o desgaste.

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A vitória sobre o Cruzeiro nas oitavas de final já havia mostrado uma equipe capaz de competir em alto nível nos dois jogos do confronto. Agora, nas quartas, Jardim começa a série contra o Del Valle com uma vitória que vale muito mais do que os dois gols no placar.

O Flamengo tem seis vitórias na Libertadores e 16 gols marcados, os melhores números da competição nesses dois quesitos. E agora leva para o Maracanã uma vantagem que encaminha a classificação.

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Na próxima quinta-feira, com o estádio lotado, o Rubro-Negro terá a oportunidade de sacramentar a vaga na semifinal, diante do mesmo Independiente del Valle. Do outro lado da chave, Corinthians e Estudiantes disputam o outro lugar.

Mas, antes de pensar na semifinal, há uma mensagem que fica de Quito. A altitude, que tantas vezes assusta os brasileiros, desta vez ficou pequena diante do Flamengo. O bicho-papão virou vítima.

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E o Flamengo volta para casa com uma vitória que, pelo contexto, pelo adversário e pela maneira como foi construída, tem tamanho de afirmação continental.

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