Logo do Lance! branca com exclamação amarela

ANÁLISE: Cruzeiro escapa de vexame contra o Santos

A Raposa teve seu jogo com mais finalizações do adversário com Artur Jorge

PorEduardo StatutiBelo Horizonte (MG)
13/09/2026 06:15
Otávio faz defesa na Vila Belmiro
Otávio faz defesa na Vila Belmiro . (Foto: Mauricio De Souza/AGIF/Folhapress)

O resultado de 2 a 1 entre Santos e Cruzeiro e até mesmo as estatísticas do jogo não refletem a real história da partida na Vila Belmiro. Fora de casa, a Raposa escapou do vexame por dois fatores: a falta de pontaria alvinegra e as defesas de Otávio.

O Peixe foi a equipe que mais finalizou contra os mineiros enquanto a equipe foi comandada por Artur Jorge. Foram 31 chutes dos donos da casa, batendo o que fizeram Boca Juniors e Atlético-MG, que finalizaram 28 vezes contra a equipe celeste.

continua após a publicidade

Das 31 finalizações do Santos, oito foram defendidas por Otávio e uma acertou a trave. Esse é o segundo jogo com mais defesas do camisa 81 pelo Cruzeiro, atrás apenas do empate contra o Boca Juniors pela Libertadores.

Formação com quatro meias não foi suficiente

Repetindo a escalação do jogo contra o Athletico-PR, o Cruzeiro não conseguiu o mesmo efeito na Vila Belmiro. Isso porque Cuca escalou um time com ainda mais jogadores no meio, com seis atletas, deixando apenas Rony mais avançado.

continua após a publicidade

Com isso, dois cenários dificultaram a vida celeste: o Peixe atacava com mais jogadores e também pressionava a saída de bola com maior número atletas. Assim, os paulistas conseguiam trabalhar melhor as jogadas e impediam a saída de bola do Cruzeiro.

Pela dificuldade, Kaio Jorge recuou excessivamente em muitas ocasiões para buscar o jogo, e Matheus Pereira participou menos da partida do que de costume. O camisa 19 teve apenas duas ações com a bola a mais que o goleiro Otávio (31).

continua após a publicidade

➡️Tudo sobre o Cabuloso agora no WhatsApp. Siga o nosso canal Lance! Cruzeiro

Quando conseguia escapar para o ataque, o Cruzeiro costumava chegar pelos lados, com apoio dos laterais. No entanto, isso também abriu espaços. Além disso, sem uma pressão tão forte e com um time que não se recuava rapidamente, a Raposa forçou seus atletas a correrem para trás em diversos momentos.

– A partir do momento em que sofremos 31 finalizações, é um sinal claro de que o time foi muito abaixo defensivamente. Acho que não conseguimos jogar, principalmente no primeiro tempo. Não conseguimos nem atacar nem defender. Muitas vezes, para mim que sou defensor, sofre gols como o segundo, correndo sempre na direção do próprio gol, é muito difícil. Talvez esse tenha sido o momento em que o Santos encontrou os espaços, por mérito. O Santos tem méritos também. Talvez dentro do 2 a 1, para ser realista, o placar poderia ter sido mais elástico pela forma como foi construído. Estamos em um processo e temos muitas coisas boas, mas não podemos usar isso como desculpa, de onde estávamos e onde chegamos. Em um elenco como o nosso, temos que entregar o mínimo – avaliou Fabrício Bruno.

continua após a publicidade
Fabrício Bruno contra o Santos
Fabrício Bruno em Santos x Cruzeiro (Foto: Guilherme Dionizio/Código 19/Folhapress)

– A grande diferença para o jogo contra o Athletico-PR foi a distância com que permitimos os quatro meias adversários trabalharem. Na semana passada, exaltei os encurtamentos dos meias, pois não permitimos que jogassem. É uma equipe com jogadores de maior dinâmica, também dois homens na construção a três, que, quando passavam da pressão, carregavam para criar superioridade no 4-4 do meio de campo. Essa distância foi, de fato, determinante para o resultado – analisou Artur Jorge.

Mudanças de Artur Jorge

Para o segundo tempo, o Cruzeiro voltou com Wesley no lugar de Romero, por questões médicas. No entanto, Artur Jorge explicou que a ideia era arriscar mais com um atacante na equipe.

continua após a publicidade

– A substituição foi por uma questão física, mas foi para tirar um meia e arriscar com um homem na frente. Perderíamos a igualdade no meio e teríamos que usar um zagueiro para igualar os quatro homens do meio. Íamos nos expor mais porque tentamos pressionar com três homens na frente, com Kaio e Arroyo ao lado de Wesley – avaliou o técnico.

Artur Jorge na Vila Belmiro
Artur Jorge na Vila Belmiro em Santos x Cruzeiro (Foto: Mauricio De Souza/AGIF/Folhapress)

No entanto, não foi o que ocorreu. Se com quatro jogadores contra seis no meio estava difícil, com três piorou. Foram cinco finalizações santistas em 20 minutos da segunda etapa contra apenas uma do Cruzeiro.

continua após a publicidade

Na reta final, Artur Jorge arriscou ainda mais, ao abrir mão de um lateral-direito, tirando Fagner para colocar João Costa. Com isso, Rojas passou a atuar como zagueiro.

Na reta final, Matheus Pereira diminuiu para o Cruzeiro com assistência de Lucho, que entrou aos 80 minutos. Mas o Peixe conseguiu segurar o resultado e impedir uma reação mineira que seria injusta pelo que foi apresentado em campo. O Santos, porém, também pecou muito pela falta de pontaria.

continua após a publicidade

🔥 Até R$100 de volta em crédito se perder - jogue R$100 e confira as regras
*18+ | Ministério da Fazenda adverte: Aposta não é investimento | Conteúdo comercial | Aplicam-se termos e condições.

Sugerida para você!

Mais LANCE!