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De olho na Libertadores, Corinthians volta a pecar e perde 'no detalhe'

Timão terá clima favorável para o duelo e Diniz quer time com concetração máxima dentro de campo

PorVinicius Barbosa HarfushSão Paulo (SP)
18/08/2026 08:00
Atualizado há 34 minutos
Diniz, técnico do Corinthians, durante jogo contra o Cruzeiro
Diniz durante Corinthians x Cruzeiro. (Foto: Ronaldo Barreto/Thenews2/Folhapress)

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A derrota por 2 a 1 para o Cruzeiro no último domingo não foi uma apresentação de tão baixo nível técnico do Corinthians, mas a partida voltou a escancarar defeitos da equipe que têm influenciado diretamente nos resultados negativos dos comandados de Fernando Diniz. A desatenção na marcação e a ausência de capricho nas finalizações podem ser determinantes para complicar a vida do Timão no duelo decisivo de quinta-feira (20), contra o Rosario Central, pela Libertadores.

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A equipe mineira teve mais de uma oportunidade de finalizar dentro da área, para além dos gols de Bruno Rodrigues, que aproveitou sozinho um rebote de cabeçada, e de Wanderson, que venceu sem dificuldades a defesa corintiana pelo alto. O Corinthians precisa de uma vitória simples para avançar de fase, mas o duelo contra o Internacional, pela Copa do Brasil, atesta que será preciso redobrar os cuidados e a atenção para não ceder gols ao time argentino.

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O técnico Fernando Diniz avalia positivamente o saldo do sistema de marcação corintiano, mas admite que há lacunas que muitas vezes acabam permitindo que os adversários marquem gols. Após a partida contra o Cruzeiro, o treinador citou que os gols sofridos eram "evitáveis", segundo ele, e ponderou que quando há concentração e dedicação do time, o resultado em campo é outro.

- A gente está sempre alerta em relação a isso. Principalmente de não ceder chances ao adversário. Criar sempre é mais difícil. Mas a gente, quando está muito conectado com o jogo e todo mundo ajudando no sistema defensivo, acaba cedendo poucas chances para o adversário. Neste jogo [contra o Cruzeiro], cedemos as chances, os dois gols eram muito evitáveis - explicou.

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O segundo gol cruzeirense, aliás, vem de uma jogada "ensaiada" no segundo tempo. A equipe de Artur Jorge teve duas investidas pelo lado direito antes de concretizar a terceira em gol. Uma terminou com uma finalização de Arroyo na diagonal para fora e a segunda, agora com o equatoriano dando o passe, termina com chute rasteiro de Lucho Rodríguez na trave. Na terceira, o próprio atacante uruguaio é que vai para o lado direito e cruza na cabeça de Wanderson.

As três jogadas foram construídas num espaço de pouco mais de dez minutos, o que evidenciou a dificuldade do Corinthians de analisar o cenário e ser eficaz para brecar o Cruzeiro de tentar pelo lado esquerdo da defesa corintiana. O cenário na quinta-feira, entretanto, tende a não ser exatamente esse, já que o Rosario Central não é uma equipe abertamente ofensiva e pode ter uma estratégia inicial de atrair a equipe de Diniz para buscar contra-ataques.

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Esse tema também foi pauta na coletiva de Diniz. O treinador analisou que a postura do time argentino deve influenciar na forma em que o Corinthians vai atacar durante a partida. Ele citou o estilo de jogo adotado pelo Inter na Copa do Brasil, que atuou com blocos mais baixos e dificultou a construção de jogo do Timão com trocas de passes e obrigou a equipe a apostar em bolas aéreas nos dois confrontos, tanto em Porto Alegre quanto na Neo Química Arena.

- Eu não sei como o Rosário vai jogar, se vai jogar igual ao Inter, porque o Inter jogou daquela forma [linhas baixas] já em Porto Alegre. O Rosário, os jogos da Libertadores, não jogou necessariamente num bloco tão baixo assim, até pelos jogadores que eles têm. Pode ser que eles joguem baixo, pode ser que a gente empurre eles para baixo, pode ser que eles joguem mais adiantados. Não dá para saber, tem que preparar para mais de uma situação, é o que a gente vai tentar fazer para quinta-feira - afirmou Diniz.

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Bruno Rodrigues faz gol contra o Corinthians
Corinthians cometeu erros defensivos graves contra o Cruzeiro. (Foto: Marco Galvão/Cruzeiro)

Aspecto mental e fator Memphis Depay

Se em campo as estratégias do treinador já estão sendo definidas junto ao elenco, cabe a Diniz também preparar o time para "ter cabeça" no duelo de quinta-feira. É de se esperar que os rivais argentinos forcem situações de descontrole no jogo, como historicamente acontece nos confrontos entre equipes dos países, mas o clima nas arquibancadas da partida de quinta tende a ser muito favorável ao Timão.

- Eu acho que os jogadores sabem muito bem absorver esse estímulo do torcedor. Foi muito importante, tem sido muito importante o que a torcida tem feito pelo time.Deram um show lá na Argentina, no Rosário. Deram um show aqui contra o Inter e jogos da Libertadores, contra o Cruzeiro também. Então, o time está fazendo de tudo para corresponder àquilo que a torcida deseja. E essa conexão está existindo, na minha opinião, de uma maneira cada vez mais consistente do time com a torcida - analisou o treinador.

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O clima de apoio se deve, principalmente, às atualizações recentes no caso Memphis Depay. Quase na virada para a madrugada, o Cori, que é o Conselho de Orientação, deu aval para o Corinthians assinar a renovação de contrato com Memphis após o clube inicialmente ter desistido de assinar uma extensão de vínculo. A nota oficial publicada pelo Timão, anunciando o fim das tratativas, gerou grande repercussão negativa com a torcida e parte da imprensa e, pouco depois, clube e atleta voltaram a conversar para chegar a um termo que fosse bom para ambos os lados.

O desfecho foi anunciado na noite de segunda e a permanência do atacante deve ser anunciada em breve. A mudança de rota nas negociações tira o peso da onda de críticas ao presidente Omar Stabile vindas das arquibancadas, por mais que organizadas do Corinthians tenham anunciado protestos pedindo interdição judicial no clube. A permanência do holandês também influencia no próprio elenco. Por mais que não tenha tido um racha ou mal-estar entre atletas e diretoria, o anunciado da não renovação pegou de surpresa os jogadores e o próprio técnico Fernando Diniz.

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O treinador já havia declarado abertamente que era favorável à premência e esperava contar com Memphis para o segundo semestre. Com sua saída anunciada, o Diniz chegou a afirmar que ficou "triste e decepcionado". Mas a declaração já deu lugar à "alegria e esperança", citadas pelo treinador quando foi questionado sobre a mudança de rota e a retomada das negociações com o camisa 10. Por isso, o cenário para quinta-feira é o mais favorável possível e pode ganhar um "tempero" ainda mais especial se o holandês estiver anunciado e à disposição para entrar em campo pelo Corinthians.

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