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Corinthians volta a atrasar pagamento milionário à União

Clube não quitou parcela de outubro, após regularizar débitos anteriores

PorGuilherme Lesnok•São Paulo (SP)
08/11/2026 16:07
Osmar Stabile, presidente do Corinthians, durante treino do Corinthians
Osmar Stabile, presidente do Corinthians, durante treino no CT

O Corinthians voltou a atrasar o pagamento de uma parcela referente ao acordo firmado com a União, por meio da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). A informação foi divulgada pelo Ge e confirmada pelo Lance!.

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A parcela referente a outubro venceu no dia 30 e não foi quitada pelo clube. A reportagem apurou que o valor deverá ser incluído no planejamento de pagamentos das próximas semanas.

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No mês passado, o Corinthians desembolsou R$ 8 milhões para quitar quatro parcelas atrasadas do mesmo acordo. Agora, o clube voltou a ficar inadimplente com a União. O saldo devedor do acordo é de R$ 26,15 milhões.

Parque São Jorge, sede do Corinthians
Parque São Jorge, sede do Corinthians (Foto: Guilherme Lesnok/ Lance!)

Acordo reúne débitos tributários, previdenciários e de FGTS

O acordo firmado em fevereiro reúne pendências de diferentes categorias, sendo aproximadamente R$ 1 bilhão em tributos não previdenciários, cerca de R$ 200 milhões em débitos relacionados à Previdência Social e outros R$ 15 milhões vinculados ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A proposta foi apresentada em 2024 e, após um período de "negociações intensas", como definiu a PGFN, as partes chegaram a um entendimento que engloba todo o passivo do clube com a União.

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Pelo acordo, o Corinthians desembolsará R$ 679 milhões em recursos próprios após obter redução de 46,6% sobre encargos, multas e juros, percentual inferior ao limite máximo previsto na legislação. O pagamento será feito de forma parcelada, com prazo maior para as obrigações não previdenciárias e menor para as previdenciárias, estabelecendo cronogramas específicos para a quitação dos compromissos tributários.

Para as pendências relacionadas ao FGTS, o Corinthians aderiu ao modelo disponibilizado pela Caixa Econômica Federal, que prevê redução superior a 30% do valor devido e parcelamento em até 60 vezes. Já no caso das contribuições sociais previstas na Lei Complementar nº 110, de 2001, ficou definido o pagamento integral em parcela única, com abatimento de 70% sobre os encargos.

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