Faltam 128 dias para a Copa e número vira debate sobre Mundial de 2030
Mundial de 2026 será o maior da história

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A contagem regressiva para a Copa do Mundo de 2026 ganhou um número especial nesta terça-feira (3). Faltando 128 dias para o início do torneio que será disputado em Estados Unidos, México e Canadá, o número se conecta a um debate que já começa a ganhar força nos bastidores: a possibilidade de a Copa de 2030 chegar a 128 jogos, caso avance a ideia de ampliar o Mundial para 64 seleções.
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A edição de 2026 será, oficialmente, a maior da história até aqui. Pela primeira vez, 48 seleções participarão da fase final e o torneio será sediado em três países, numa configuração que já exigiu um ajuste de calendário e de formato para comportar 104 partidas. A partir desse modelo, dirigentes passaram a discutir se haveria espaço para um novo salto de tamanho em 2030, ano em que a Copa completará 100 anos desde a primeira edição, disputada no Uruguai em 1930.
O Mundial do centenário já tem um desenho híbrido aprovado: a abertura está prevista para Montevidéu, e Buenos Aires e Assunção devem receber outros dois jogos em solo sul-americano, como forma de celebrar o berço histórico da competição. O restante do torneio será realizado em Portugal, Espanha e Marrocos, que formam o bloco principal de sedes. Nesse contexto, a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) tenta emplacar uma expansão ainda maior.
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A entidade defende que a Copa de 2030 tenha 64 seleções, superando as 48 de 2026. A proposta, apresentada inicialmente pela Associação Uruguaia de Futebol, prevê a criação de 16 vagas adicionais na fase final. Com isso, o número total de partidas subiria de 104, no formato atual, para 128 jogos — coincidência numérica com os 128 dias que restam hoje para o pontapé inicial de 2026.
O plano sul-americano inclui também um aumento do peso esportivo da região na edição do centenário. A Conmebol sugere que Argentina, Paraguai e Uruguai sejam sede de um grupo cada, o que levaria a 18 partidas disputadas na América do Sul, bem mais do que os três jogos festivos previstos inicialmente. Em setembro do ano passado, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, se reuniu com o presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, e com os presidentes do Uruguai, Yamandú Orsi, e do Paraguai, Santiago Peña, para discutir o cenário e ouvir o detalhamento da proposta.
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A ideia, no entanto, enfrenta resistência. Críticos da ampliação para 64 seleções argumentam que o aumento acelerado do número de participantes tende a diluir o nível técnico médio do torneio e a desvalorizar o processo de classificação em boa parte dos continentes, já pressionado pela expansão para 48 vagas. Em termos logísticos, uma Copa com 128 jogos exigiria mais datas, mais deslocamentos e uma operação ainda mais complexa de organização, segurança e estrutura.
Enquanto a bola não rola em 2026 e a Fifa não bate o martelo sobre eventuais mudanças para 2030, a coincidência dos 128 dias para o início do Mundial com a projeção de 128 partidas no torneio do centenário ajuda a ilustrar o momento. A Copa que se aproxima já é a maior de todos os tempos, mas o debate indica que a discussão sobre limites — de calendário, de qualidade e de tamanho — está apenas no começo.

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