Diretor da CBF comenta posicionamento da marca 'Seleção' e promete novos patrocinadores
IFood e Volkswagen foram recentemente anunciadas
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É ano de Copa do Mundo e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) se movimenta nos bastidores para prospectar novos patrocinadores para a Seleção Brasileira. Até o momento, Ifood e Volkswagen já foram anunciadas, mas, de acordo com Bernardo Bessa, diretor de marketing da entidade, vem mais por ai.
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Ao Lance!, o diretor falou sobre o posicionamento da marca "Seleção Brasileira" no mercado, explicando a estratégia utilizada para vender um pacote só, que inclui a feminina, a masculina e as categorias de base. Para ele, o principal foi terem montado um "grupo de trabalho" composto por pessoas técnicas para compreender o cenário e "atacá-lo" da melhor maneira.
— E aí, em cima disso, a gente vai ao mercado conversar com as marcas, com o diagnóstico feito, falando que esse é um novo momento da CBF e da gestão, esse é o momento de modernidade, e é onde a gente precisa trocar com vocês. A CBF não é mais uma instituição fechada, não é mais aquela entidade antiga, é uma entidade que fala, que representa o brasileiro, que precisa se relacionar com as principais marcas do mercado brasileiro. Então, eu acho que essa é a estratégia, quando a gente dá todo o nosso planejamento daqui até o final de 2027, porque nós já estamos com tudo planejado, as marcas se sentem mais à vontade de aportar uma quantia importante da sua verba dentro da nossa seleção.
Além das novas patrocinadoras anunciadas recentemente, o Brasil já conta com outras parceiras importantes, como Vivo, Itaú e Guaraná Antarctica. Bessa projetou que, até a Copa do Mundo, em junho, a Seleção deva dobrar o número de patrocínios com novidades sendo reveladas nos próximos dias.
— A gente deve anunciar aí nesta semana mais um grande patrocinador mundial, e a gente deve chegar na Copa do Mundo aí, entre 11 e 12 marcas, sempre da primeira prateleira, que é onde a Seleção Brasileira está, e é onde a gente tem que se relacionar no final do dia com os principais países do mercado.
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Duas Seleções e um só produto: a estratégia da CBF
Durante o mandato de Ednaldo Rodrigues, a CBF perdeu patrocinadores e viveu um momento de afastastamento do mercado, inlcusive por conta da instabilidade da gestão - o ex-presidente foi afastado do cargo em maio de 2025 após decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Poucos meses depois, já sob o comando de Xaud, abriram conversas com a Volkswagen.
— A gente está atacando o mercado, procurando, mais uma vez, marcas que façam sentido de relacionamento com a Seleção. Exemplo da Volkswagen, que a gente começou a conversar logo no começo da gestão, em agosto do ano passado, não é do dia para a noite que a gente vai construir a confiança, não é do dia para a noite que a gente vai atrair marcas tão poderosas, tão relevantes para o mercado.
Faltando poucos meses para a Copa do Mundo masculina, e pouco mais de um ano para a feminina, o diretor reforçou que traço fundamental da estratégia é vender as seleções como uma única marca, como um pacote, fortalecendo todo o ecossistema.
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— Fechar patrocínio para a Seleção Brasileira, se a gente estalar o dedo, a gente pega várias marcas. Fechar com a marca correta, com a estratégia correta, de acordo com o que nós estamos planejando, aí é esse trabalho de médio prazo que a gente fez e que a gente vai poder colher os curtos agora. A gente vai chegar, e a outra grande premissa que a gente faz é que todos os patrocínios vão para a seleção masculina e para a seleção feminina. É um produto só que a gente está envelopando para entregar ao final de 2027 para quem está com ciclo de dois anos, a gente deve anunciar nesse mês ainda com patrocínios de até cinco, seis anos com a nossa seleção.
Além disso, o diretor de marketing reforçou o peso da parceria que a CBF tem com a Nike e a responsabilidade de serem o principal produto da fornecedora norte-americana em termos de valores de investimento, relembrando ainda as lojas da Seleção que serão abertas pelo país.
Ao ser questionado sobre a Seleção Feminina, Bessa explicou a forma como trabalha, colocando as equipes em pé de igualdade como times "fortes, competitivos e que brigam pela taça da Copa do Mundo".
— A grande diferença, talvez, no final do dia, é a forma como a gente está tratando. Eu faço questão, o departamento viaja com a masculina e com a feminina. A gente vive a Seleção Feminina igual a gente vive a Seleção Masculina. Eu fui recentemente em Manchester para ver o jogo de Inglaterra e Brasil, a gente ganhou de 2 a 1. Tivemos jogadores pistos logo no começo do primeiro tempo, seguramos o placar e aí a gente consegue enxergar o tanto que o futebol feminino hoje no Brasil é protagonista no mundo. A gente chega para essa Copa do Mundo de 2027, uma das principais seleções. Então, no final do dia, eu estou vendendo o mesmo produto, uma masculina e uma feminina. São duas seleções fortes, competitivas que brigam pela taça da Copa do Mundo.
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