Faltam 135 dias para a Copa do Mundo: relembre o assalto que abalou os colecionadores em 2010
Roubo marcou o Mundial daquele ano

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A contagem regressiva para a Copa do Mundo de 2026 ganha um sabor nostálgico nesta terça-feira (26). A 135 dias do pontapé inicial em Estados Unidos, México e Canadá, vale lembrar que o mesmo número marcou um dos episódios mais curiosos e inusitados das últimas duas décadas: o roubo de 135 mil pacotes de figurinhas antes do Mundial de 2010, na África do Sul.
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Foi uma noite de terça-feira, em Santo André, na Grande São Paulo, quando um grupo armado invadiu uma distribuidora da editora Panini e levou uma carga avaliada em mais de R$ 100 mil. O crime, ocorrido por volta das 23h30, entrou para o folclore da pré-Copa por envolver o objeto mais cobiçado pelos torcedores naquele momento — os cromos do álbum oficial.
Segundo a polícia relatou na época, cinco homens armados invadiram o centro de distribuição da empresa responsável pela logística dos produtos da Panini. Para entrar, renderam o segurança do local, de 61 anos, e usaram um carro roubado que já estava estacionado dentro da empresa.
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Com o acesso liberado, o grupo manteve cerca de trinta funcionários sob rendição durante cerca de 30 minutos. Ninguém se feriu. Em ação precisa e calculada, os assaltantes levaram 135 caixas, cada uma com mil pacotes — o equivalente a 675 mil cromos.
Além da carga principal, também foram roubados celulares e objetos pessoais dos trabalhadores. Pouco depois, o veículo usado na fuga foi localizado pela polícia, mas os criminosos não foram encontrados.
O roubo ocorreu em meio a um cenário de enorme demanda pelo álbum da Copa, que havia se tornado febre nas ruas, bancas de jornal e redes de troca. Às vésperas do Mundial, os envelopes de figurinhas custavam R$ 0,75 e já começavam a faltar em pontos de venda da capital paulista.
Colecionadores reclamavam do desabastecimento e da dificuldade de completar o álbum. O mercado paralelo começou a surgir nas semanas seguintes, com pacotes revendidos por valores muito acima do preço de capa.
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O prejuízo estimado pela editora, caso os pacotes fossem revendidos ao mesmo preço das bancas, ultrapassava R$ 100 mil — valor expressivo para a época, sobretudo em um produto de consumo popular.
O episódio, que completará 16 anos em 2026, permanece como um dos casos mais pitorescos ligados a uma Copa do Mundo. Mesmo sem vítimas ou violência grave, o roubo simbolizou o tamanho da paixão do público brasileiro por um dos rituais mais tradicionais do futebol: o de abrir o pacote, encontrar o primeiro craque repetido e sonhar em completar o álbum antes do apito inicial.

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