Tironi no Lance!: Estatísticas estão contra o Palmeiras. Mas dá pra duvidar de uma virada histórica?
Time de Abel Ferreira já mostrou enorme capacidade de reação

O Palmeiras não está morto. Bom começar este texto desta maneira porque este mesmo time do Abel já fez coisas assombrosas depois de derrotas acachapantes.
Mas o que se viu ontem em Quito foi bastante preocupante e a estatística confirma: foi a maior derrota do Palmeiras na Libertadores desde que o treinador português desembarcou no Brasil no final do ano de 2020.
Palmeiras com primeiro tempo muito abaixo
O primeiro tempo em especial foi muito abaixo do que o Palmeiras apresenta normalmente. Falhas de marcação, jogadores como Khellven e Flaco Lopez atuando muito abaixo do que são capazes e até um treinador à beira do campo com energia mais baixa do que de costume.
Os problemas começaram na escalação. Abel apostou em Veiga e não em três zagueiros e o esquema fracassou. A LDU, como era de se esperar, se aproveitou da altitude e imprimiu pressão e velocidade desde os primeiros minutos. Jogando muito melhor, empilhou chances, algumas salvas pelo goleiro Carlos Miguel, mas mesmo assim fez três gols.
Detalhe para o setor do meio-de-campo palmeirense, sempre em inferioridade numérica, o que facilitou ainda mais a tarefa dos equatorianos.
Não dá para desprezar o fator altitude, mas ele sozinho não explica o péssimo jogo palmeirense.

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No segundo tempo o time de Tiago Nunes baixou as linhas e passou a especular no contra-ataque apostando no cansaço do time de Abel. Mesmo com a posse, o Palmeiras teve efetivamente apenas uma grande chance nos pés de Sosa, que terminou em uma enorme defesa de Alexander Dominguez.
Abel Ferreira precisa pensar no que fazer daqui para frente. Domingo tem o Palmeiras no Brasileiro contra o Cruzeiro. O mais provável será poupar no Brasileiro e apostar todas as suas fichas na quarta-feira que vem, mesmo com as chances reduzidas.
Se o Palmeiras dos últimos anos foi capaz de viradas históricas, muitas dentro de um único jogo, por que duvidar que em 90 minutos em casa seja incapaz de fazer três gols? Não é.
Mas para conseguir, o time terá de contrariar uma estatística: nunca um time brasileiro conseguiu uma virada na Libertadores depois de perder o jogo de ida por 3 a 0. Na história, da competição, apenas cinco vezes uma virada deste tamanho aconteceu. A boa notícia: destes cinco confrontos, dois dos derrotados foram times equatorianos.
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