Pitaco do Guffo: Minha seleção do Brasileirão
CBF voltou a eleger os melhores da competição

A CBF voltou a premiar os melhores do Brasileirão depois de um hiato de três anos, e além da seleção da competição e dos melhores por posição, há várias listas e seleções do torneio em diversos meios e programas por aí. É a hora de cada um dizer quem se destacou mais. E eu não vou ficar de fora! Aqui a minha seleção do Brasileirão.
Mas o meu time é formado de forma mais peculiar e diferente. Eu analiso as estatísticas mais importantes para cada posição, e traço uma linha de corte: pelo menos 2000 minutos jogados na competição. Significa que aquelas médias que eu recolho são significativas, pois o atleta teve bastante exposição em campo. Os dados usados são da OPTA.
Defesa leonina caipira
Pra começar, a escolha daquele que não pode errar: o goleiro. Tivemos grandes atuações de goleiros neste campeonato, e revelações interessantes. Apesar de já brilhar ano passado, Hugo do Corinthians e Rossi do Flamengo já seriam boas lembranças. Mas meu goleiro é Walter do Mirassol: na relação entre gols esperados pós finalização (PSxG) com os chutes certos sofridos, foi o goleiro que mais evitou gols no campeonato (13). Rafael Pires do SPFC ficou em segundo nesse quesito, com 9.9 gols evitados.
Minha zaga tem Bruno Fuchs do Palmeiras, zagueiro com melhor aproveitamento de desarmes sobre tentativas de dribles (77%). Ou seja, quem tentou driblar o beque palmeirense levou a pior. Existe uma vitória psicológica que permeia o contexto do jogo quando um driblador é desarmado na sua tentativa. Então, o zagueiro que faz isso com grande volume, além do desarme em si, tem a vitória mental.
Ao seu lado, outro jogador do Mirassol, João Vitor. Ele foi o zagueiro com maior quantidade de finalizações bloqueadas (46). Ou seja, graças a ele, 46 chutes não chegaram no arco do Walter (quem deveria metade do salário ao seu beque. #brinks).
Meus laterais tem características levemente diferentes, apesar de parecerem um pouco no estilo de jogo. Pela esquerda, ele, claro: Reinaldo do Mirassol, jogador que mais efetuou cruzamentos no campeonato (210), além de ser o artilheiro do time com 13 gols marcados. E pela direita, Paulo Henrique do Vasco da Gama, que foi o lateral com mais assistências para gol por 90 minutos em campo (0,29).
Arrascaeta e Kaio Jorge jogando juntos
Como eu sou o treinador desta Seleção, quero os melhores no meu time. Por isso, meu único volante de contenção é Marlon Freitas do Botafogo, que foi o meia com maior quantidade de passes progressivos total (238). Ou seja, passes pra frente, que jogam o time para o ataque. Caraterística fundamental de um bom volante na construção.
Ao seu lado, dois meias bons de bola e muito competentes: Matheus Pereira do Cruzeiro, que foi o meia que mais deu passes para dentro da pequena área, no total de 60. Como Matheus realizou 183 passes progressivos, 33% foram pra dentro da pequena área do adversário. Fatal!
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E claro, o craque do campeonato, o uruguaio Giorgian de Arrascaeta do Flamengo: maior garçom do Brasileirão, com 14 assistências. Além disso, computou 8 assistências esperadas (xA). Ou seja, entregou mais do que se esperava. Craque.
À frente dessa meiuca, três caras com muita entrega e qualidade: Kaio Jorge do Cruzeiro, que foi o artilheiro do campeonato com 21 gols, além de uma média excelente de 0.6 ações de gol por partida. Ou seja, além de marcar os seus, ele participou ativamente na construção ofensiva dos outros gols da equipe. Junto com ele, Vitor Roque do Palmeiras: vice-artilheiro do campeonato com 16 gols e segundo jogador que mais produziu gols esperados (excluindo pênaltis), os chamados NPxG (non penalty expected goals): 12,9.

E pra completar minha Seleção do Brasileirão, Rayan do Vasco: entre os atacantes que jogaram pelo menos 2000 minutos no Brasileirão, ele foi o que teve o melhor aproveitamento entre gols marcados e gols esperados (xG). Rayan marcou 14 gols e somou 9xG, ou seja, marcou 5 gols a mais do que o esperado. E aí, vai encarar esse timaço?
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