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Goleada sem mistérios é ponto de reflexão no bagunçado Botafogo

Glorioso foi a Cusco, no Peru, e perdeu por 6 a 1 para o Cienciano

PorLeonardo BessaRio de Janeiro (RJ)
14/08/2026 06:00
O Botafogo foi goleado por 6 a 1 pelo Cieniano pela Copa Sul-Americana
O Botafogo foi goleado por 6 a 1 pelo Cieniano pela Copa Sul-Americana (Foto: Jose Angulo / AFP)

O Botafogo colocou em sua rica história, justamente na semana de celebração aos 122 anos de futebol do clube, uma mancha grande. A goleada por 6 a 1 para o Cienciano, na altitude de Cusco, no Peru, encaminhou a eliminação na Copa Sul-Americana, competição que apresentava caminho acessível para título mesmo em ano conturbado. Mas o resultado não foi por acaso.

Para se classificar às quartas de final, o Glorioso precisa de uma vitória por seis gols de diferença na próxima quinta-feira (20), no Nilton Santos. Um triunfo por cinco gols de vantagem levará a decisão para os pênaltis. Cenário dos mais complicados e que tende a ligar o alerta de crise.

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Botafogo exposto e sem correção

A escalação do Botafogo para o primeiro duelo já levantou dúvidas. Time modificado em todos os setores, por peça ou taticamente, e exposição confirmada. Com a altitude de 3.500 metros, quem esperava um time compacto e visando a defesa, se decepcionou. Espaço não faltou ao Cienciano, que soube aproveitar.

A disposição tática dos três volantes (Huguinho, Medina e Danilo) não encaixou mais uma vez. Somente o primeiro foi homem de combate fixo. Na transição, um show de desorganização e falta de comprometimento tático de ambos os lados.

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Pela esquerda, o experiente Marçal, de 37 anos, ficou desamparado sem a cobertura de Álvaro Montoro – que não tem tal fundamento no leque. Ponto a menos para Franclim Carvalho. A linha de defesa, por sua vez, sem o espaço à frente preenchido, também bateu cabeça logo nos primeiros minutos.

Tempo não faltou para Franclim corrigir o problema e abrir mão de um Botafogo de "peito aberto" para trocas de ataque, migrando para um sistema mais conservador. A pressão aumentou, o volume de jogo foi alto, e o Cienciano se sentiu à vontade.

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Os gols foram saindo por circunstâncias de jogo. Posicionamento da zaga nos primeiros dois gols – o segundo com reclamação de toque na mão de Bandiera –, falha de Warleson no terceiro e golaço de Martinich no quarto. Em todos, a origem da jogada foi de falta encaixe na marcação, seja no levantamento para a área ou por pressão no chamado "homem da bola".

Franclim Carvalho em ação em Cienciano x Botafogo
Franclim Carvalho em ação em Cienciano x Botafogo (Foto: Vítor Silva/Botafogo)

+ Franclim Carvalho é sincero sobre goleada sofrida pelo Botafogo: 'Envergonha'

Nem mesmo o gol de Matheus Martins foi capaz de levantar o Alvinegro. Três gols para reverter no Rio de Janeiro, ainda que muito, seria uma missão menos complicada. No entanto, o time seguiu subindo sem controle ao campo de ataque e deu espaços. A defesa continuou desarrumada e sem correção do técnico português.

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O quinto e sexto gols do Cienciano foram apenas em um fluxo. O Botafogo seguiu o ciclo de organização, criação, erro e contra-ataques perigosos sofridos. Os peruanos acabaram a partida com 26 finalizações, sendo dez na meta defendida por Warleson, contra apenas cinco. Sem muita dificuldade.

Muito além de uma derrota fora de casa por goleada. Postura e falta de entendimento do jogo chamaram atenção diante de um adversário inferior em todos os aspectos, contando tradição, qualidade dos elencos e investimento. Mas como nada disso entra em campo, o Cienciano deu uma enorme lição a Franclim Carvalho e encaminhou a vaga.

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