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Análise: Postura do Atlético é perigosa e classificação quase escapa

Galo marcou o gol da classificação já nos acréscimos da partida

PorArtur HenriqueBelo Horizonte (MG)
20/08/2026 06:00
Domínguez em Atlético x Bragantino na Arena MRV (Foto: Pedro Souza / Atlético)
Domínguez em Atlético x Bragantino na Arena MRV (Foto: Pedro Souza / Atlético)
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O Atlético garantiu a classificação na Copa Sul-Americana, mas viu a vaga ficar ameaçada até os minutos finais. Cuello marcou nos acréscimos e colocou novamente o Galo à frente no agregado, confirmando a classificação da equipe mineira. Apesar da festa pela vaga, o desempenho deixa um alerta: o Atlético adotou uma postura excessivamente recuada, chamou o Bragantino para jogar e sofreu com a pressão adversária. A estratégia funcionou desta vez, mas pode causar problemas nas próximas fases se a equipe repetir esse comportamento, sem a eficácia necessária.
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O Atlético garantiu a classificação na Copa Sul-Americana, mas viu a vaga ficar ameaçada até os minutos finais. Cuello marcou nos acréscimos e colocou novamente o Galo à frente no agregado, confirmando a classificação da equipe mineira. Apesar da festa pela vaga, o desempenho deixa um alerta: o Atlético adotou uma postura excessivamente recuada, chamou o Bragantino para jogar e sofreu com a pressão adversária. A estratégia funcionou desta vez, mas pode causar problemas nas próximas fases se a equipe repetir esse comportamento, sem a eficácia necessária.

Primeiro tempo

O Atlético teve um primeiro tempo muito reativo e optou por uma postura excessivamente cautelosa, tentando administrar a vantagem construída no jogo de ida. A estratégia, porém, se mostrou perigosa e acabou tendo consequências no fim da etapa, quando o Bragantino encontrou o gol e deixou o confronto novamente igualado no placar agregado.

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Desde os primeiros minutos, o Atlético atuou em bloco baixo, cedendo a iniciativa ao adversário e concentrando seus esforços na proteção defensiva. O Bragantino aproveitou o espaço para impor pressão e chegar com perigo em diferentes momentos. Quando não conseguia avançar pelo chão, a equipe paulista também arriscava de fora da área, sempre buscando alternativas para concluir as jogadas.

A ideia do Atlético era explorar transições rápidas após recuperar a bola, mas a equipe encontrou dificuldades para transformar os contra-ataques em oportunidades efetivas. Em diversas situações, o Galo recuperava a posse, mas não conseguia conduzir a bola até o campo ofensivo e perdia a jogada antes de chegar à finalização.

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O problema foi que o Atlético abdicou demais do jogo e passou praticamente toda a primeira etapa sob pressão. O Bragantino, de tanto insistir, foi recompensado no último lance do primeiro tempo, quando Ramires marcou e igualou o confronto no agregado.

Os números reforçam a superioridade do Massa Bruta na etapa inicial: foram 11 finalizações, seis escanteios e 61% de posse de bola. Mais do que os números, o cenário da partida mostrou um Atlético excessivamente recuado, que pouco conseguiu controlar a bola e acabou permitindo que o adversário crescesse até encontrar o gol.

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Atlético-MG e Bragantino pela Sul-Americana (Foto: Fernando Moreno/AGIF/Folhapress)
Atlético-MG e Bragantino pela Sul-Americana (Foto: Fernando Moreno/AGIF/Folhapress)

Segundo tempo

Na segunda etapa, com o confronto novamente igualado no agregado, o Atlético precisou mudar a postura e assumir uma postura mais ofensiva. Logo nos primeiros minutos, o Galo mostrou uma atitude diferente, ocupou mais o campo de ataque e passou a criar dificuldades para o Bragantino. A mudança foi rapidamente recompensada com o gol de Maycon, que aproveitou a sobra na entrada da área e bateu firme para colocar o Atlético novamente em vantagem.

O problema é que, depois de marcar, o Atlético voltou a repetir o comportamento apresentado no primeiro tempo. A equipe recuou as linhas, entregou a posse ao Bragantino e passou a atuar novamente de forma muito reativa. A estratégia se mostrou perigosa mais uma vez, e o Massa Bruta conseguiu encontrar o empate, deixando o confronto novamente em aberto.

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Com o resultado levando a decisão para os pênaltis, o Atlético precisou se lançar ao ataque nos minutos finais, mas encontrou dificuldades para construir jogadas. Quando a classificação parecia caminhar para as penalidades, Cuello apareceu para decidir. Aos 48 minutos, o atacante arrancou em contra-ataque e, de fora da área, bateu no canto de Cleiton para marcar o gol que colocou o Galo novamente à frente no agregado e garantiu a classificação.

A vitória, porém, não esconde os problemas apresentados pelo Atlético. A equipe teve a classificação em suas mãos em mais de uma oportunidade, mas adotou uma postura excessivamente reativa e quase pagou caro por isso. Mesmo jogando em casa, o Galo teve dificuldades para controlar a partida e sofreu diante da pressão do Bragantino. O confronto serve como alerta para a sequência da temporada: administrar vantagens recuando demais pode colocar em risco resultados que parecem encaminhados.

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Cuello Galo x Braga  (Foto: Pedro Souza / Atlético)
Cuello Galo x Braga (Foto: Pedro Souza / Atlético)

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