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Análise: Atlético vence com méritos e Fred brilha pela primeira vez

Galo foi superior na partida e conseguiu a classificação de forma merecida

PorArtur HenriqueBelo Horizonte (MG)
02/09/2026 06:00
Fred comemora gol em Atlético x Cruzeiro (Foto: Denis Pinto Dias/Código 19/Folhapress)
Fred comemora gol em Atlético x Cruzeiro (Foto: Denis Pinto Dias/Código 19/Folhapress)
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O Atlético está na semifinal da Copa do Brasil. O Galo eliminou o rival Cruzeiro ao vencer por 2 a 1, em uma partida na qual fez por merecer o resultado e a classificação. A equipe atleticana foi superior durante boa parte do confronto, buscou o resultado mesmo após sair atrás no placar e foi recompensada com uma virada diante do rival. Em uma noite especial na Arena MRV, o Atlético mostrou poder de reação, manteve o volume ofensivo e encontrou os gols que precisava para avançar. E a classificação teve ainda um protagonista especial: Fred. O volante brilhou pela primeira vez desde seu retorno ao clube e foi decisivo para a virada, participando diretamente dos dois gols do Galo.
Resumo supervisionado pelo jornalista!

O Atlético está na semifinal da Copa do Brasil. O Galo eliminou o rival Cruzeiro ao vencer por 2 a 1, em uma partida na qual fez por merecer o resultado e a classificação. A equipe atleticana foi superior durante boa parte do confronto, buscou o resultado mesmo após sair atrás no placar e foi recompensada com uma virada diante do rival.

Em uma noite especial na Arena MRV, o Atlético mostrou poder de reação, manteve o volume ofensivo e encontrou os gols que precisava para avançar. E a classificação teve ainda um protagonista especial: Fred. O volante brilhou pela primeira vez desde seu retorno ao clube e foi decisivo para a virada, participando diretamente dos dois gols do Galo.

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Primeiro tempo

Com a Arena MRV pulsando e a torcida empurrando o time, o Atlético começou a partida em ritmo intenso. O Galo pressionava a saída do Cruzeiro, tinha velocidade para atacar os espaços e conseguia chegar rapidamente ao campo ofensivo. Antes dos dez minutos, a equipe já havia criado duas chances claras e dava a impressão de que poderia abrir o placar a qualquer momento.

Com o passar do tempo, porém, o jogo ficou mais equilibrado e bastante disputado. O Atlético continuava encontrando espaços para construir suas jogadas e mantinha presença no campo de ataque, mas, ao mesmo tempo, oferecia espaços para o Cruzeiro explorar. A equipe de Eduardo Domínguez fazia uma boa partida do ponto de vista ofensivo, conseguia equilibrar as ações e chegava com perigo, mas faltava precisão no último terço para transformar as oportunidades em gol.

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O Cruzeiro acabou encontrando o gol em um erro individual do Atlético. Em um lance aparentemente controlável, Vitão empurrou Kaio Jorge dentro da área e o árbitro assinalou pênalti. O atacante cruzeirense recebeu a bola de costas para o gol, e o jovem zagueiro se precipitou ao tentar disputar o lance, cometendo a penalidade. Na cobrança, Kaio Jorge deslocou Éverson e abriu o placar.

O gol, no entanto, pareceu não abalar o Atlético. O Galo manteve a postura ofensiva e continuou tendo volume para buscar o empate. A equipe encontrava um caminho especialmente perigoso nas jogadas aéreas. Com jogadores de maior estatura, o Atlético conseguia levar vantagem nesse tipo de situação e explorava uma defesa do Cruzeiro que apresentava dificuldades para se organizar nas bolas levantadas na área.

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Outro ponto importante na construção ofensiva atleticana estava pelo lado direito. Cuello dava profundidade ao setor, conseguia atacar o espaço e empurrava a defesa do Cruzeiro para trás. A partir dali, o Atlético buscava cruzamentos e tentava encontrar os jogadores dentro da área.

No geral, o Atlético fez um bom primeiro tempo, principalmente pela capacidade de criar oportunidades e manter o Cruzeiro sob pressão em diferentes momentos. O principal problema foi a falta de efetividade. O Galo teve chances para marcar, mas não conseguiu aproveitar, enquanto acabou sofrendo o gol em um erro individual dentro da própria área. O cenário, portanto, era de uma equipe atleticana que produzia mais do que o placar indicava, mas precisava melhorar a precisão para transformar o bom volume ofensivo em resultado.

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Cuello e Villalba em Atlético x Cruzeiro (Foto: Pedro Souza / Atlético)
Cuello e Villalba em Atlético x Cruzeiro (Foto: Pedro Souza / Atlético)

Segundo tempo

Atrás no placar, o Atlético voltou para o segundo tempo disposto a pressionar o Cruzeiro. A equipe tinha dificuldades para encontrar espaços diante do bloqueio defensivo montado pelo rival, mas mantinha volume e presença ofensiva, rondando a área adversária em busca do empate.

A pressão atleticana aumentou ainda mais aos 15 minutos, quando Villalba, lateral do Cruzeiro, foi expulso. Com um jogador a mais, o Atlético passou a assumir de vez o controle da partida e intensificou a pressão sobre a defesa celeste.

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A resposta veio rapidamente. Poucos minutos depois da expulsão, o Galo encontrou o gol de empate em uma bela jogada. Fred, contratado justamente para ser um jogador capaz de decidir partidas, encontrou um passe em profundidade preciso para Victor Hugo. O meia dominou dentro da área e finalizou para deixar tudo igual.

Com o empate no placar e a vantagem numérica, o Atlético passou a buscar a virada ainda no tempo regulamentar, evitando levar a decisão para os pênaltis. A equipe tinha a posse de bola e circulava principalmente pelos pés de Fred e Gustavo Scarpa, tentando encontrar uma nova infiltração ou acelerar as jogadas para abrir espaços na defesa do Cruzeiro.

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Quando a defesa adversária fechou os caminhos por dentro, o Atlético encontrou outra alternativa: o chute de fora da área. E foi justamente assim que saiu o gol da virada. Mais uma vez, Fred apareceu como protagonista. O volante recebeu na entrada da área e bateu colocado, com muita categoria, sem chances para Otávio, colocando o Galo em vantagem. Depois da virada, o Atlético soube controlar os minutos finais e administrar o resultado até confirmar a classificação.

Classificação merecida

A reação no segundo tempo mostrou alguns novos atributos do Atlético de Eduardo Domínguez. A equipe teve poder de reação, manteve o volume ofensivo mesmo diante das dificuldades para furar a defesa adversária e continuou insistindo até encontrar os gols. Além disso, mostrou organização para construir as jogadas e explorar diferentes alternativas ofensivas.

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Fred foi o grande nome da virada, participando diretamente dos dois gols e justificando a expectativa criada desde sua contratação. Mas a classificação também passa pela leitura de jogo de Eduardo Domínguez. O treinador conseguiu perceber as necessidades da partida, ajustar a equipe e potencializar o cenário criado pela expulsão de Villalba. As mudanças e a adaptação do time ao contexto do jogo foram fundamentais para que o Atlético transformasse a pressão em gols e confirmasse a classificação.

Fred em Atlético x Cruzeiro na Arena MRV (Foto: Pedro Souza / Atlético)
Fred em Atlético x Cruzeiro na Arena MRV (Foto: Pedro Souza / Atlético)

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