Zé Roberto diz que aumento do número de treinadoras no vôlei é 'questão de tempo'
Atualmente, todas as equipes da elite da Superliga são treinadas por homens

Há mais de 20 anos no comando de uma das principais potências do vôlei mundial, o técnico José Roberto Guimarães reconhece um cenário ainda desigual fora das quadras: a baixa presença de mulheres no comando técnico. Para ele, o aumento da presença feminina nestes cargos é "uma questão de tempo", porém, por enquanto, a elite do vôlei brasileiro segue majoritariamente liderada por homens,.
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Atualmente, todas as equipes da Superliga A masculina e feminina são treinadas por homens e, historicamente, a presença de mulheres no comando técnico é rara. A primeira a assumir esse posto na história da principal competição brasileira de vôlei foi Isabel Salgado, que na temporada 2000/2001 levou o Vasco ao vice-campeonato.
Mais tarde, vieram nomes como o de Sandra Mara Leão, que comandou o time de Araraquara na Superliga entre 2014 e 2016, e de Helga Sasso, que assumiu a liderança do Curitiba no final de 2021.
— Eu acho que é uma questão de tempo, nos próximos dez anos a gente vai ver muitas mulheres como treinadoras, muitas mulheres trabalhando em comissões técnicas. A gente tem que incentivar cada vez mais e tentar dar mais oportunidade. É um processo que a gente tá tentando fomentar cada vez mais - declarou, durante participação no Fórum Mulher no Esporte, realizado pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB).
Trabalho nas categorias de base
Segundo Zé Roberto, o movimento para aumentar a presença das mulheres nas comissões técnicas tem começado pelas categorias de base. Atualmente, quatro mulheres trabalham como assistentes técnicas nas seleções brasileiras de base: Mirtes Benko (Sub-21 feminina), Helga Sasso (Sub-21 feminina), Francileide da Costa (Sub-16 feminina) e Patrícia Apolinário (Sub-16 masculina).
A primeira mulher a ocupar o cargo de treinadora em uma seleção brasileira foi a campeã olímpica Fofão, que assumiu o time Sub-17 feminino em 2023. Ela deixou a posição um ano depois, por razões pessoais.
— Gostaria muito de ter muitas treinadoras, e que a gente consiga cada vez fazer mais. Eu vejo que o poder das mulheres é muito grande, um poder de realização, crescimento, execução, de fazer bem feito - finalizou.

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