Fabi x Gamova: a rivalidade Brasil x Rússia na disputa pelo Hall da Fama do vôlei
Seleções travaram duelos históricos na história do voleibol mundial

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A votação para o Hall da Fama de vôlei 2026 se tornou mais um capítulo da rivalidade entre Brasil e Rússia. Desta vez, fora das quadras. E entre duas gigantes. A líbero brasileira Fabi Alvim e a oposta russa Ekaterina Gamova são finalistas do prêmio na categoria indoor feminino. As jogadoras travaram duelos marcantes na história do vôlei, e a de 1,66m já deu muito trabalho à gigante de 2,02m. Além delas, concorrem também outros dois nomes de peso: a americana Akinradewo e a cubana Fernández. Quem merece mais ganhar?
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Daniel Bortoletto, jornalista do portal WebVôlei, é direto ao apontar Fabi como a favorita para receber a honraria. Para ele, inclusive, ela já deveria estar no Hall da Fama do vôlei desde o ano passado, quando também foi finalista. E o motivo, segundo ele, é simples:
— É a melhor líbero de todos os tempos.
Ex-jogadora e presente em duelos históricos de Brasil x Rússia, Mari também aposta na entrada de Fabi no Hall da Fama. Para a ex-jogadora, sua parceira no ouro olímpico tem uma história mais relevante para levar o prêmio.
— É um Davi e Golias, em que o Davi sempre ganha. No país dela, a Gamova é um ídolo. Mas, no nosso país, a Fabizinha é o Pelé da defesa. Então, esquece, é Fabizinha.
A rivalidade Brasil x Rússia no vôlei feminino
Provocações, encaradas e afrontes eram comuns quando se tratava dos times de Brasil e Rússia em quadra. A rivalidade, ou o "fantasma russo", surgiu nos Jogos Olímpicos de Atenas 2004, quando as equipes se enfrentaram em jogo válido pela semifinal.
Na ocasião, o time de Zé Roberto venceu os dois primeiros sets (25/18 e 25/21) e perdeu o terceiro (25/22). A virada veio na quarta parcial, quando o Brasil chegou a ter 25 a 19, mas em uma reta final tensa, acabou derrotado por 28/26. Após isso, no tiebreak, o sonho da inédita final olímpica ficou pelo caminho. As russas fecharam a parcial decisiva em 16 a 14. Ao final da partida, o técnico brasileiro resumiu a tônica da partida:
— É difícil explicar o inexplicável.
O fantasma russo voltou a assombrar a Seleção Brasileira nas decisões dos Mundiais de 2006 e 2010. Neste último, foi de Gamova o ponto que selou o título da equipe. Porém, o Brasil se tornou a maior pedra no sapato russo quando se tratava de Olimpíadas. Em 2008, venceu com autoridade a Rússia na primeira fase em um jogo que durou pouco mais de uma hora. Em 2012, finalmente, veio a redenção de 2004.
Nas quartas de final dos Jogos Olímpicos de Londres, a decisão foi para o tiebreak mais uma vez. No entanto, diferente das outras, quem sorriu por último foram as comandadas de Zé Roberto. Em uma virada histórica, com brilho de Sheilla, a Seleção fechou o set decisivo em 21 a 19. A partida é vista por muitos como a mais emocionante da modalidade, e a campanha levou as brasileiras ao segundo ouro olímpico de sua história.

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As carreiras de Fabi e Gamova
Fabi se aposentou em 2014 com o status de bicampeã olímpica, após subir ao lugar mais alto do pódio em Pequim 2008 e Londres 2012. Em seu auge, foi titular incontestável da Seleção. Por clubes, defendeu o Rio de Janeiro (atual Sesc RJ Flamengo) por 13 anos e ganhou a Superliga dez vezes, além de inúmero títulos individuais.

Já Gamova se afastou das quadras sem ter conquistado um ouro olímpico. A aposentadoria da oposta veio em 2016, às vésperas dos Jogos Olímpicos do Rio, por conta de problemas físicos. A lendária jogadora russa, uma das maiores pontuadoras da história do vôlei, passou por clubes da Rússia e da Turquia.

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Sobre o Hall da Fama de vôlei 2026
A votação popular online ficará aberta entre 1º e 14 de abril e será considerada no processo de escolha dos nomes pela International Volleyball Hall of Fame (IVHF). Ao todo, 19 personalidades de 12 países diferentes estão elegíveis para sete categorias: jogador de quadra (masculino e feminino), jogador de praia (masculino e feminino), treinador, liderança e vôlei paralímpico.
O resultado será divulgado no dia 18 de maio. Os vencedores serão eternizados no mural que reconhece os ícones do voleibol.
FINALISTAS DO INDOOR FEMININO
- Fabi Alvim (Brasil)
- Ekaterina Gamova (Rússia)
- Foluke Akinradewo-Gunderson (Estados Unidos)
- Ana Ibis Fernández (Cuba)
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