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Fabi x Gamova: a rivalidade Brasil x Rússia na disputa pelo Hall da Fama do vôlei

Seleções travaram duelos históricos na história do voleibol mundial

Rio de Janeiro (RJ)
Supervisionado porThiago Fernandes,
Dia 19/03/2026
17:41
Fabi Alvim e Ekaterina Gamova são finalistas do Hall da Fama de vôlei (Fotos: Reprodução)
imagem cameraFabi Alvim e Ekaterina Gamova são finalistas do Hall da Fama de vôlei (Fotos: Reprodução)

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A votação para o Hall da Fama de vôlei 2026 se tornou mais um capítulo da rivalidade entre Brasil e Rússia. Desta vez, fora das quadras. E entre duas gigantes. A líbero brasileira Fabi Alvim e a oposta russa Ekaterina Gamova são finalistas do prêmio na categoria indoor feminino. As jogadoras travaram duelos marcantes na história do vôlei, e a de 1,66m já deu muito trabalho à gigante de 2,02m. Além delas, concorrem também outros dois nomes de peso: a americana Akinradewo e a cubana Fernández. Quem merece mais ganhar?

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Daniel Bortoletto, jornalista do portal WebVôlei, é direto ao apontar Fabi como a favorita para receber a honraria. Para ele, inclusive, ela já deveria estar no Hall da Fama do vôlei desde o ano passado, quando também foi finalista. E o motivo, segundo ele, é simples:

— É a melhor líbero de todos os tempos.

Ex-jogadora e presente em duelos históricos de Brasil x Rússia, Mari também aposta na entrada de Fabi no Hall da Fama. Para a ex-jogadora, sua parceira no ouro olímpico tem uma história mais relevante para levar o prêmio.

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— É um Davi e Golias, em que o Davi sempre ganha. No país dela, a Gamova é um ídolo. Mas, no nosso país, a Fabizinha é o Pelé da defesa. Então, esquece, é Fabizinha.

A rivalidade Brasil x Rússia no vôlei feminino

Provocações, encaradas e afrontes eram comuns quando se tratava dos times de Brasil e Rússia em quadra. A rivalidade, ou o "fantasma russo", surgiu nos Jogos Olímpicos de Atenas 2004, quando as equipes se enfrentaram em jogo válido pela semifinal.

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Na ocasião, o time de Zé Roberto venceu os dois primeiros sets (25/18 e 25/21) e perdeu o terceiro (25/22). A virada veio na quarta parcial, quando o Brasil chegou a ter 25 a 19, mas em uma reta final tensa, acabou derrotado por 28/26. Após isso, no tiebreak, o sonho da inédita final olímpica ficou pelo caminho. As russas fecharam a parcial decisiva em 16 a 14. Ao final da partida, o técnico brasileiro resumiu a tônica da partida:

— É difícil explicar o inexplicável.

O fantasma russo voltou a assombrar a Seleção Brasileira nas decisões dos Mundiais de 2006 e 2010. Neste último, foi de Gamova o ponto que selou o título da equipe. Porém, o Brasil se tornou a maior pedra no sapato russo quando se tratava de Olimpíadas. Em 2008, venceu com autoridade a Rússia na primeira fase em um jogo que durou pouco mais de uma hora. Em 2012, finalmente, veio a redenção de 2004.

Nas quartas de final dos Jogos Olímpicos de Londres, a decisão foi para o tiebreak mais uma vez. No entanto, diferente das outras, quem sorriu por último foram as comandadas de Zé Roberto. Em uma virada histórica, com brilho de Sheilla, a Seleção fechou o set decisivo em 21 a 19. A partida é vista por muitos como a mais emocionante da modalidade, e a campanha levou as brasileiras ao segundo ouro olímpico de sua história.

Sheila foi o destaque da partida de Brasil de Rússia nas Olimpíadas de 2012 (Foto: AFP)
Sheilla foi o destaque da partida de Brasil de Rússia nas Olimpíadas de 2012 (Foto: AFP)

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As carreiras de Fabi e Gamova

Fabi se aposentou em 2014 com o status de bicampeã olímpica, após subir ao lugar mais alto do pódio em Pequim 2008 e Londres 2012. Em seu auge, foi titular incontestável da Seleção. Por clubes, defendeu o Rio de Janeiro (atual Sesc RJ Flamengo) por 13 anos e ganhou a Superliga dez vezes, além de inúmero títulos individuais.

Fabi Alvim
Fabi Alvim pela Seleção Brasileira (Foto: FIVB/ Divulgação)

Já Gamova se afastou das quadras sem ter conquistado um ouro olímpico. A aposentadoria da oposta veio em 2016, às vésperas dos Jogos Olímpicos do Rio, por conta de problemas físicos. A lendária jogadora russa, uma das maiores pontuadoras da história do vôlei, passou por clubes da Rússia e da Turquia.

Gamova já tem duas pratas pela Rússia no vôlei olímpico
Gamova foi algoz do Brasil em dois Campeonatos Mundiais (Foto: Kirill Kudryavtsev/ AFP)

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Sobre o Hall da Fama de vôlei 2026

A votação popular online ficará aberta entre 1º e 14 de abril e será considerada no processo de escolha dos nomes pela International Volleyball Hall of Fame (IVHF). Ao todo, 19 personalidades de 12 países diferentes estão elegíveis para sete categorias: jogador de quadra (masculino e feminino), jogador de praia (masculino e feminino), treinador, liderança e vôlei paralímpico.

O resultado será divulgado no dia 18 de maio. Os vencedores serão eternizados no mural que reconhece os ícones do voleibol.

FINALISTAS DO INDOOR FEMININO

  1. Fabi Alvim (Brasil)
  2. Ekaterina Gamova (Rússia)
  3. Foluke Akinradewo-Gunderson (Estados Unidos)
  4. Ana Ibis Fernández (Cuba)
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