Técnico do Brasília Vôlei, Spencer Lee não garante permanência: 'Tenho uma família para cuidar'
Treinador enalteceu o projeto e a campanha da equipe do DF na Superliga Feminina

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À frente do Brasília Vôlei nas duas últimas temporadas, o técnico Spencer Lee não confirmou se permanecerá no cargo para 2026/2027. Em entrevista ao Lance! nesta terça-feira (24), após a derrota para o Fluminense por 3 sets a 0 na última rodada da Superliga Feminina, o treinador de 56 anos admitiu que recebeu proposta de renovação, mas citou a distância da família como um dos fatores contrários à continuidade do trabalho.
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— Isso ainda vai ser definido. Houve a intenção por parte do Brasília Vôlei de ter me perguntado se eu também tinha a intenção de continuidade. Claro que é o segundo ano, eu gostaria muito que a gente continuasse, mas algumas coisas têm que acontecer. Vamos conversar com a família. A distância é dura, em um período eu fico até 54 dias sem ver a minha esposa e minha filha. Isso dói um pouco, é como se eu estivesse trabalhando em outro país. Graças a Deus esse nono lugar deu um alento à nossa equipe, mas eu também tenho uma família para cuidar. O futuro vai reservar algumas surpresas, eu espero que sejam coisas boas tanto para o Spencer quanto para o Brasília Vôlei, inclusive a possibilidade de continuidade.
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Com o segundo menor orçamento da Superliga, Brasília fica em nono
Spencer Lee também exaltou a campanha do Brasília Vôlei na Superliga Feminina, que terminou com a nona colocação - melhor resultado do time do Distrito Federal em quatro anos, o suficiente para permanecer na elite. O feito foi enaltecido pelas circunstâncias que envolveram a montagem do elenco, que contou com um dos menores investimentos entre os participantes da competição - segundo o técnico, à frente apenas do Renasce Sorocaba, rebaixado em último lugar.
— Claro que não é uma coisa de se comemorar o nono colocado, mas quando você vem de um histórico brigando para não cair por quatro anos seguidos, é muito honrosa essa nona colocação. Nosso investimento é o segundo menor na Superliga, só maior do que o Sorocaba, então a gente tenta fazer o melhor com aquilo que a gente tem. É um projeto que está tentando alcançar voos mais altos, mas isso não depende só da gente dentro da quadra. O Brasília Vôlei precisa olhar pro futuro com um pouco mais de ambição, com desejo de sair dessa situação.
Perguntado sobre a principal contribuição do projeto, Spencer Lee destacou a lapidação de jovens atletas e fez questão de mencionar algumas que se destacaram e estão de saída para outros clubes, como a central Lívia Santos e a ponteira Duda, ou que foram convocadas para a seleção brasileira, caso da levantadora Marina Sioto, atualmente no Osasco.
— A herança, acho que é a dedicação de todos nós, as meninas também, é um grupo muito novo. A gente coloca no cenário a Lívia, que está indo pro Sesi Bauru; a Duda, que está indo pra Barueri. No ano passado foi a Sioto, que fez um período com o Zé Roberto antes da VNL. Então, acho que o Brasília Volei tem feito o seu papel. Se não é de muita conquista, é de revelação, de contribuir pro desenvolvimento dessas atletas que buscam no cenário nacional voos mais altos.

Playoffs da Superliga Feminina 25/26
Quartas de final
- Sesc RJ Flamengo* (1º) x Mackenzie (8º) - Confronto 1
- Minas* (2º) x Maringá (7º) - Confronto 2
- Osasco* (3º) x Fluminense (6º) - Confronto 3
- Praia Clube* (4º) x Sesi Bauru (5º) - Confronto 4
*Tem direito ao mando de quadra em dois dos três jogos da série, sendo um deles obrigatoriamente o jogo 3
Semifinais
- Vencedor do confronto 1 x Vencedor do confronto 4
- Vencedor do confronto 2 x Vencedor do confronto 3
Final
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- Jogo único - Domingo (03/05), às 10h (de Brasília), no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo (SP)
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