Trabalhos curtos, Seleção e mais: a carreira de Jorginho, novo técnico do Vasco
Anunciado como treinado do Cruz-Maltino na última segunda-feira, Jorginho vai ter dez jogos no comando do clube, o que não é uma novidade na carreira do técnico

Pouco mais de quatro anos depois, Jorginho está de volta ao Vasco para a sua terceira passagem pelo clube. Agora, com a missão de confirmar a vaga no G4 da Série B e colocar o time de volta à elite do futebol brasileiro. Esta tem sido justamente uma das tônicas da carreira do treinador: salvar times que estão em baixa, recuperar clubes tradicionais e tentar elevar de patamar equipes da segunda ou terceira prateleiras do país.
Em cerca de 17 anos de carreira como treinador, incluindo uma passagem como auxiliar técnico de Dunga na Seleção Brasileira, Jorginho teve apenas quatro oportunidades entre os chamados 12 tradicionais, sendo uma no Flamengo e as três no Vasco, contando a atual. Assim, entre trabalhos curtos e irregulares, Jorginho ainda tenta fazer com que ele mesmo suba de patamar no futebol brasileiro. E, agora, ele tem pela frente dez jogos para buscar o objetivo de confirmar o acesso do Gigante da Colina.
+ Vascaínos fazem memes após anúncio de Jorginho
Jorginho iniciou a carreira no América e, logo no seu primeiro trabalho, foi vice-campeão da Taça Guanabara de 2006, perdendo para o Botafogo na final. Depois da passagem na Seleção, o treinador voltou a trabalhar em clubes em 2010, com uma passagem que durou 70 dias no Goiás, deixando o time na zona de rebaixamento do Brasileirão. O Esmeraldino até fazia uma boa campanha na Copa Sul-Americana, mas os maus resultados na competição nacional fizeram Jorginho ser demitido quando o time estava na quartas de final da competição continental, da qual viria a ser vice-campeão.
Na temporada seguinte, Jorginho teve o seu melhor trabalho naquele começo de carreira. No Brasileiro daquele ano, ele levou o Figueirense até a 7ª colocação, apenas dois pontos atrás da classificação para a Libertadores. Ele chegou a concorrer a melhor técnico do Brasileirão, mas ficou na segunda colocação, atrás justamente de Ricardo Gomes e Cristóvão Borges, que dividiram o prêmio pelo trabalho no Vasco.
PRIMEIRA GRANDE OPORTUNIDADE
Em 2013, depois de uma passagem pelo Kashima Antlers, onde conquistou seus primeiros títulos na carreira, Jorginho teve a sua primeira grande oportunidade, mas sem sucesso. No Flamengo, o trabalho durou menos de três meses e foi encerrado depois de uma eliminação na Taça Rio e de um começo ruim de Campeonato Brasileiro. No segundo semestre, assumiu a Ponte Preta e novamente foi bem na Copa Sul-Americana, ficando com o vice-campeonato, mas acabou sendo rebaixado no Brasileiro.
PASSAGEM MARCANTE NO VASCO
Novamente depois de uma passagem pelo exterior, no Al Wasl, dos Emirados Árabes, voltou ao Brasil, em 2015, para a sua primeira passagem pelo Vasco. Ele assumiu o time, que estava mal no Brasileiro, em agosto. Jorginho conseguiu fazer uma boa campanha no returno, mas não o suficiente para evitar o rebaixamento. Ainda assim, foi mantido para o ano seguinte, quando conquistou o Campeonato Carioca de forma invicta e garantiu o acesso para a a Série A. Ainda assim, no fim da temporada, deixou o Cruz-Maltino. Foi a última vez que um treinador começou e terminou o ano como técnico do clube.
Em 2017, mas uma passagem curta por um clube. Entre junho e julho, disputou 14 partidas no comando do Bahia no começo do Brasileiro. Na época, foi criticado por mexer demais no time e acabar com o padrão de jogo deixado anteriormente por Guto Ferreira, o antigo treinador.
CURTO PERÍODO NO CRUZ-MALTINO
No ano seguinte, a segunda passagem pelo Vasco. Mas, antes disso, mais uma curta passagem por outro clube: ele 15 dias no Ceará, tendo três derrotas no Campeonato Brasileiro. No começo de junho, Jorginho pediu demissão do clube alegando questões pessoais. No dia seguinte, no entanto, foi anunciado pelo Cruz-Maltino. Mas ele ficou apenas dez rodadas no Vasco. Foi demitido com 43,3% de aproveitamento, após uma derrota para o Palmeiras e em meio a criticas pelo mau desempenho do time mesmo após o período para treinamento durante a Copa do Mundo.
Em 2019, Jorginho voltou para a Ponte Preta durante o Campeonato Paulista, e foi demitido no final do primeiro turno da Série B, com o time na oitava colocação. Na época, se envolveu em polêmicas com a diretoria do clube, criticando trocas de técnicos e até citando os "119 anos batendo na trave" para falar sobre a história do clube, o que não caiu bem na Macaca. Ainda naquele ano, voltou a trabalhar na Série B, mas com o Coritiba. Ele assumiu o time no segundo semestre e conseguiu buscar o acesso, terminando o Brasileiro na terceira colocação.
IDAS E VINDAS
No fim de 2019, acabou não renovando com o Coritiba por divergências com o então executivo de futebol do clube, Rodrigo Pastana. Mas acabou voltando ao Coxa em agosto, após a demissão de Eduardo Barroca e do próprio Pastana. No entanto, não conseguiu ter o mesmo sucesso da primeira passagem. O time era o lanterna do Brasileiro quando ele chegou, mas, em 13 jogos, teve apenas três vitórias, quatro empates e seis derrotas. Deixou o time na 19ª colocação e foi demitido. Na época, Jorginho recebia criticas por ter um time muito "retranqueiro", o que ele negava.
Por fim, Jorginho teve passagens marcantes por times do Centro-Oeste. Em 2021, foram apenas 13 jogos no Atlético-GO, mas deixou o time com 71% de aproveitamento e apenas uma derrota. O próprio treinador pediu demissão por "divergências" com a diretoria do time. No segundo semestre, assumiu o Cuiabá e conseguiu manter o clube na Série A, mas não renovou no fim da temporada. Então, neste ano, voltou ao Dragão e fez campanhas históricas na Copa do Brasil e na Sul-Americana, mas o desempenho ruim no Brasileiro voltou a pesar e acabou demitido na última semana, após um dure derrota no clássico com o Goiás, deixando o time no Z-4.

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