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Homenagens a Geovani dominam São Januário em Vasco x Bragantino

Ex-jogador lutava contra um tumor na coluna vertebral desde 2026

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Fernanda Gondim
Rio de Janeiro (RJ)
Dia 24/05/2026
20:42
Mosaico 3d em homenagem a Geovani é erguido na torcida do Vasco
imagem cameraMosaico 3d em homenagem a Geovani é erguido na social de São Januário (Foto: Bruno Vaz/Lance!)

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Neste domingo (24), o Vasco realizou uma série de homenagens ao ex-meia Geovani, falecido na última segunda-feira (18), durante o duelo contra o Red Bull Bragantino, pelo Campeonato Brasileiro. Antes mesmo da bola rolar, os atletas já entraram em campo utilizando um patch especial em referência ao ex-jogador no uniforme.

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camisa do Vasco recebe patch especial em homenagem ao ídolo Geovani
Camisa do Vasco recebe patch especial em homenagem ao ídolo Geovani (Foto: Matheus Lima/Vasco)

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Antes do jogo, o telão do estádio exibia uma homenagem. Enquanto os times eram perfilados no gramado, um mosaico 3D exibindo a imagem do jogador foi erguido na arquibancada social. Como de costume, muitos fogos também foram explodidos na entrada das equipes. Neste momento, as arquibancadas do estádio entoaram o grito: "Ah, é Geovani!".

As homenagens também se estenderam a diversos elementos da partida, como a flâmula do jogo, as bandeirinhas de escanteio e faixa de capitão, utilizada por Thiago Mendes.

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Bandeirinha de escanteio em São Januário faz homenagem póstuma a Geovani, ídolo do Vasco
Bandeirinha de escanteio de São Januário faz homenagem póstuma a Geovani, ídolo do Vasco (Foto: Reprodução/VascoTV)

O vestiário cruz-maltino também recebeu a imagem do jogador. Conhecido como "Pequeno Príncipe", Geovani atuou pelo Vasco em 408 partidas e marcou 50 gols com a camisa cruz-maltina.

Vestiário de São Januário e faixa de capitão exibem mensagem Geovani Eterno
Vestiário de São Januário e faixa de capitão exibem mensagem Geovani Eterno (Foto: Matheus Lima/Vasco)

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Geovani, o eterno Pequeno Príncipe da Colina

Habilidoso, inteligente e um dos jogadores mais técnicos que já passaram por São Januário, Geovani foi um armador à moda antiga: corria pouco e jogava sempre de cabeça erguida. Certamente, um dos maiores meias da história do Vasco - clube que defendeu, entre idas e vindas, por 12 anos, entre 1983 e 1995.

Em São Januário, Geovani conquistou cinco Campeonatos Estaduais (1982, 1987, 1988, 1992 e 1993), disputou 408 jogos e marcou 49 gols. Virou ídolo não só pelo tempo de casa e pelos troféus, mas pelos lances plásticos, os dribles e os lançamentos perfeitos. Seguiu crescendo e encantando a torcida, jogando ao lado de Romário e Roberto Dinamite.

'Referência', 'extraordinário', 'amigo': companheiros do Vasco se despedem de Geovani

Geovani também foi homenageado em vida pelo Vasco diante de 22 mil torcedores; relembre

O início

Natural da cidade de Vitória, no Espírito Santo, Geovani foi revelado pela Desportiva (ES), onde jogou como titular desde os 16 anos. Chegou ao Vasco ainda jovem, aos 18 anos, com status de promessa do futebol brasileiro após se destacar no Campeonato Capixaba.

Logo na primeira temporada, em 1982, o meia ajudou o Cruz-Maltino a conquistar o Carioca daquele ano em cima do Flamengo histórico de Zico. Até hoje, a torcida se lembra de um histórico chapéu que Geovani deu em cima do ídolo rubro-negro.

As boas atuações o levaram a ser convocado para a Seleção Brasileira de juniores, em 1983. Conquistou o Mundial da categoria pela primeira vez na história do futebol brasileiro e, jogando ao lado de Bebeto, Jorginho e Dunga, foi eleito o melhor jogador da competição.

O meia foi um dos destaques do Brasil na Olimpíada de Seul, em 1988. O time comandado pelo técnico Carlos Alberto Silva ficou com a medalha de prata depois de ser derrotado pela União Soviética, de virada, por 2 a 1, na final. Foi também campeão da Copa América de 1989, disputada no Brasil.

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