Homenagens a Geovani dominam São Januário em Vasco x Bragantino
Ex-jogador lutava contra um tumor na coluna vertebral desde 2026

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Neste domingo (24), o Vasco realizou uma série de homenagens ao ex-meia Geovani, falecido na última segunda-feira (18), durante o duelo contra o Red Bull Bragantino, pelo Campeonato Brasileiro. Antes mesmo da bola rolar, os atletas já entraram em campo utilizando um patch especial em referência ao ex-jogador no uniforme.

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Antes do jogo, o telão do estádio exibia uma homenagem. Enquanto os times eram perfilados no gramado, um mosaico 3D exibindo a imagem do jogador foi erguido na arquibancada social. Como de costume, muitos fogos também foram explodidos na entrada das equipes. Neste momento, as arquibancadas do estádio entoaram o grito: "Ah, é Geovani!".
As homenagens também se estenderam a diversos elementos da partida, como a flâmula do jogo, as bandeirinhas de escanteio e faixa de capitão, utilizada por Thiago Mendes.

O vestiário cruz-maltino também recebeu a imagem do jogador. Conhecido como "Pequeno Príncipe", Geovani atuou pelo Vasco em 408 partidas e marcou 50 gols com a camisa cruz-maltina.

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Geovani, o eterno Pequeno Príncipe da Colina
Habilidoso, inteligente e um dos jogadores mais técnicos que já passaram por São Januário, Geovani foi um armador à moda antiga: corria pouco e jogava sempre de cabeça erguida. Certamente, um dos maiores meias da história do Vasco - clube que defendeu, entre idas e vindas, por 12 anos, entre 1983 e 1995.
Em São Januário, Geovani conquistou cinco Campeonatos Estaduais (1982, 1987, 1988, 1992 e 1993), disputou 408 jogos e marcou 49 gols. Virou ídolo não só pelo tempo de casa e pelos troféus, mas pelos lances plásticos, os dribles e os lançamentos perfeitos. Seguiu crescendo e encantando a torcida, jogando ao lado de Romário e Roberto Dinamite.
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O início
Natural da cidade de Vitória, no Espírito Santo, Geovani foi revelado pela Desportiva (ES), onde jogou como titular desde os 16 anos. Chegou ao Vasco ainda jovem, aos 18 anos, com status de promessa do futebol brasileiro após se destacar no Campeonato Capixaba.
Logo na primeira temporada, em 1982, o meia ajudou o Cruz-Maltino a conquistar o Carioca daquele ano em cima do Flamengo histórico de Zico. Até hoje, a torcida se lembra de um histórico chapéu que Geovani deu em cima do ídolo rubro-negro.
As boas atuações o levaram a ser convocado para a Seleção Brasileira de juniores, em 1983. Conquistou o Mundial da categoria pela primeira vez na história do futebol brasileiro e, jogando ao lado de Bebeto, Jorginho e Dunga, foi eleito o melhor jogador da competição.
O meia foi um dos destaques do Brasil na Olimpíada de Seul, em 1988. O time comandado pelo técnico Carlos Alberto Silva ficou com a medalha de prata depois de ser derrotado pela União Soviética, de virada, por 2 a 1, na final. Foi também campeão da Copa América de 1989, disputada no Brasil.
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