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Termômetro: sobe e desce da Seleção Brasileira na Copa América

A eliminação precoce do Brasil na Copa América coloca em xeque o trabalho de Dunga no comando técnico e aumenta a pressão para um rendimento melhor nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018 na Rússia. O que esperar da Seleção nos próximos jogos? O LANCE! fez uma rápida avaliação dos principais jogadores do time na competição realizada no Chile.

A tabela das Eliminatórias será divulgada no próximo dia 25, em São Petersburgo, na Rússia. Vale lembrar que o Brasil não terá Neymar nos dois primeiros compromissos do torneio, ainda por causa da suspensão (quatro jogos) que o craque recebeu por ter xingado o árbitro Enrique Osses.

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A próxima convocação da Seleção Brasileira será no início de agosto, quando a equipe de Dunga disputará duas partidas nos Estados Unidos, uma delas contra a Argentina.

TERMÔETRO DA SELEÇÂO NA COPA AMÉRICA

EM ALTA

Daniel Alves
Convocado às pressas para o lugar de Danilo, cortado, assumiu a titularidade assim que se juntou ao grupo e não decepcionou. Foi o jogador mais regular do Brasil na primeira fase da Copa América.

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Miranda
Com a suspensão de Neymar, ganhou a braçadeira de capitão. Mostrou liderança dentro e fora de campo. Foi o jogador que melhor atendeu a imprensa depois da eliminação.

Fred
Depois de realizar bons amistosos contra México e Honduras, foi titular nas duas primeiras partidas da Copa América. Começou bem, caiu um pouco de rendimento, mas provou que pode brigar por vaga.

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Philippe Coutinho
Perdeu lugar no time titular por causa de uma lesão, mas recuperou espaço e foi regular. Também não brilhou, mas mostrou que pode ser bastante útil na Seleção Brasileira.

Robinho
Provou que ainda tem lenha para queimar com a camisa amarelinho. Substituiu bem Neymar e foi o melhor jogador nas partidas contra Venezuela e Paraguai. Não pode ser reserva de Tardelli e Firmino.

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REGULAR

Jefferson
Falhou na estreia contra o Peru, mas se recuperou na sequência da competição. Tem moral de sobra com a comissão técnica, que dificilmente pensará em tirá-lo do time nas Eliminatórias.

Filipe Luís
Não fez uma competição brilhante, é verdade, mas foi eficiente. Com Daniel Alves na direita, ficou mais preso no setor defensivo e pouco atacou. Cumpriu o que Dunga pediu e não decepcionou.

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Elias
Não atacou como de costume, mas nem por isso teve a vaga de titular ameaçada, até porque a concorrência no setor está longe de ser acirrada. Também deve continuar no time nos próximos jogos.

Willian
Com a saída de Neymar, foi cobrado como o jogador que precisava resolver no ataque. Resolveu contra a Venezuela, mas deixou a desejar contra o Paraguai. Tem postura e qualidade para seguir na equipe.

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Douglas Costa
Perdeu um dos pênaltis na decisão contra o Paraguai, mas ganhou pontos durante a Copa América com Dunga, que o vê como jogador versátil. Participou de três dos quatro jogos da Seleção Brasileira.

EM BAIXA

David Luiz
Mesmo sendo o segundo jogador mais festejado pelos chilenos (atrás de Neymar), perdeu a titularidade para Thiago Silva durante o torneio, e só voltou ao time para ser testado como volante.

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Thiago Silva
Começou a competição como reserva, mas ganhou a vaga de Thiago Silva. Estava bem ao lado de Miranda até fazer o pênalti infantil que recolocou o Paraguai na disputa para eliminar o Brasil nas quartas de final.

Roberto Firmino
Fez apenas um gol na competição e desbancou Diego Tardelli. Mas fez muito pouco para um atacante que foi comprado pelo Liverpool (ING) por R$140 milhões. Não levou perigo no setor ofensivo.

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Diego Tardelli
Também se esperava mais do que atacante que era tido quase como titular absoluto ao lado de Neymar. Perdeu a titularidade para Roberto Firmino, não fez gol e deixou a competição bastante criticado.

Neymar
Não foi o capitão que todos esperavam. Mostrou descontrole dentro e fora de campo. Foi expulso contra a Colômbia e acabou suspenso por ter xingado o árbitro Enrique Osses de "filha da p...".

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OPINIÃO DOS ENVIADOS ESPECIAIS AO CHILE

Psicológico pesou contra mais uma vez (Por Bernardo Cruz)

"Muito se discutiu após a eliminação sobre qual foi o fator mais preocupante em um novo fracasso da Seleção Brasileira. Poderia enumerar qualquer um para sustentar o motivo da queda nas quartas de final. No entanto, ao meu ver, existe um que, acima de tudo, está muito latente: o psicológico dos atuais convocados de Dunga.

Nos quatro jogos que disputou no torneio sul-americano, o desequilíbrio em diferentes esferas apareceu no time armado por Dunga e foi determinante na construção dos resultados finais. Mesmo os mais experientes sentiram quando a pressão começava a incomodar.

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O caso mais evidente foi o de Neymar. No jogo contra o Peru, a cada falta não marcada, o capitão mostrava uma irritação acima do normal. O ápice aconteceu contra a Colômbia, que rendeu os quatro jogos de gancho e saída do camisa 10 da Copa América pela porta dos fundos.

A partida da eliminação, contra o Paraguai, é o melhor exemplo deste cenário. Jogadores com pouca rodagem, como Douglas Costa e Everton Ribeiro, sentiram na hora das penalidades. Até Thiago Silva mais uma vez viu o lado psicológico o trair no lance do pênalti. Nem mesmo a presença de Robinho foi suficiente para deixar os nervos mais controlados.

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É preciso, literalmente, colocar a Seleção Brasileira no divã. A impressão que fica é que os ecos do 7 a 1 do último Mundial ainda chegam mesmo naqueles que não participaram daquela tragédia. Nas Eliminatórias, Dunga terá pressão ainda maior. O discurso de grupo "cru", utilizado no Chile, não vai rolar."

Risco de ficar fora da Copa não é pequeno (Por Bruno Andrade)

"Dunga pode ser ranzinza, falar bobagens, ter relação conturbada com a imprensa e pecar por falta de experiência no cargo, mas é um bom treinador. Um bom treinador que. no entanto, deixa a Copa América do Chile como o principal culpado pelo fracasso da Seleção Brasileira.

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Antes mesmo de perder Neymar, suspenso merecidamente por se achar acima do bem e do mal, o time já dava sinais de que estava longe do rendimento ideal e teria de trabalhar duro para não decepcionar. Willian e Philippe Coutinho são belíssimos jogadores, mas não são armadores. Roberto Firmino e Diego Tardelli são apenas bons reservas.

A equipe até teve bom toque de bola nos quatro jogos, mas deixou a desejar no setor de criação e, principalmente, sentiu falta de um centroavante, alguém que prendesse de fato a atenção dos adversários. Dunga insistiu em Coutinho como criador e tentou fazer de Firmino um goleador. Não funcionou. O primeiro, como de costume, caiu mais pelas pontas, enquanto o segundo pouco foi visto dentro da área.

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A "arma" usada pelo treinador para tentar driblar os próprios foi a mesma: colocar Douglas Costa no segundo tempo. A estratégia só deu certo contra o Peru, e muito por conta da genialidade de Neymar.

Chega até a soar estranho, mas o Brasil, se não encontrar rapidamente alternativas táticas e técnicas, corre sério risco de ficar fora de uma Copa do Mundo pela primeira vez na história. Há anos não se via as seleções sul-americanas tão preparadas. E há anos não se via uma Seleção Brasileira tão frágil."

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