Prandelli explica como mudou a forma de a Itália atuar e como pode derrotar a Espanha
O técnico Cesare Prandelli é o maior responsável pela mudança de mentalidade do futebol italiano, desde 2010. A reformulação começou depois do fiasco na Copa do Mundo da África, na qual a Azzurra foi eliminada na primeira fase.
Durante a Copa das Confederações, o treinador falou sobre como trabalhou para mudar a forma de a Itália atuar com mais qualidade técnica e sobre o duelo contra a Espanha, adversário mais difícil que Prandelli enfrentou.
A Itália enfrenta a Fúria nesta quinta-feira, às 16h, na Arena Castelão, em Fortaleza.
1) O que você tem conversado com os jogadores? Como fazê-los acreditar que é possível vencer a Espanha?
Posso dizer o que já falei com eles. Somos uma das seleções que mais dificultaram o futebol da Espanha. Jogamos três vezes contra eles, empatamos duas vezes e perdemos uma. Amanhã, será outro jogo, temos respeito pela Espanha, mas temos todas as armas para criarmos dificuldades para eles. Precisamos de concentração para ganhar.
2) O último resultado (derrota por 4 a 0) não desanima?
Se mirarmos só o resultado, não vamos ter uma visão positiva do que o nosso futebol conseguiu nas últimas temporadas. A Espanha tem uma forma de jogar que valoriza a posse de bola e a qual todos gostam de ver. Eles se importam com a qualidade do jogo, não pensam apenas no resultado.
3) Como trabalhou a equipe depois daquela final?
Quando você faz uma análise logo depois de um jogo em que o resultado não lhe foi favorável, como foi aquele, tenta encontrar soluções imediatas para fazer o seu time reagir. Como fazer para evitar erros cometidos e como melhorar. Há muita tensão e desejo de jogar bem, mas do ponto de vista tático acho que os jogadores estão bem consciente. Queremos jogar com a bola para fazer nosso jogo.
4) A Itália mudou a forma de jogar nos últimos três anos, exatamente quando você assumiu a equipe. Ter uma equipe mais técnica, que propõe o jogo e que tenta se impor em campo é mesmo o objetivo?
O objetivo no começo do trabalho, de fato, foi reunir jogadores de qualidade no passe, principalmente no meio de campo, para termos mais posse de bola. Acho que nos saímos bem durante um tempo. Mas quando as coisas não dão certo, também tentamos alternativas. De qualquer forma, o objetivo é sempre dominar as ações em campo.
Gilardino é o substituto de Balotelli contra a Espanha

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