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Osorio e vice do São Paulo explicam veto a uruguaio Lugano

Lugano não voltou a vestir a camisa do São Paulo pelo fato de ser destro e não canhoto. É isso que dá para deduzir das explicações tanto do técnico Juan Carlos Osorio quanto do vice-presidente de futebol Ataíde Gil Guerreiro para o veto à contratação do zagueiro uruguaio. Lugano se apresentou como opção após deixar o futebol sueco, mas, com o não do Tricolor, acabou fechando com o Cerro Porteño (PAR).

- Diego Lugano foi importante para esse time, ajudou muito, mas agora a gente precisa de um jogador canhoto. O Lucão jogou nessa posição, claro que é muito difícil pra ele segurar a bola com a perna esquerda, então como eu falei com Diego, acho que é difícil, porque agora temos seis zagueiros e cinco são destros.

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- Não é porque Diego pode ou não pode. Claro que daria para jogar, mas nossa prioridade e necessidade é um zagueiro canhoto. Porque agora temos Rodrigo Caio, Rafael Toloi, Lucão, todos destros - afirmou Osorio.

Ataíde Gil Guerreiro deu os mesmos argumentos e pediu que não se fale mais no nome do uruguaio, sobretudo porque a janela para a chegada de jogadores do exterior está fechada.

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- Você tem Toloi, Lucão, todos eles são destros. Não há razão para falar de Lugano, e tem que parar de falar de Lugano, porque a janela está fechada e ele só pode vim em janeiro. Vamos guardar para janeiro, agora acabou, sei que foi o presidente que começou, mas vamos guardar - declarou o dirigente.

Em Belo Horizonte, onde o Tricolor perdeu por 3 a 1 para o Atlético-MG na última quarta-feira, Ataíde foi perguntado se não faltou bom senso ao presidente Carlos Miguel Aidar, ao jogar nas costas dele (Ataíde) e de Osorio o veto a Lugano.

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- Ele falou a verdade. Ele queria o jogador e eu não queria, não tem que criticar o presidente, ele falou exatamente a verdade. Ele colocou pra mim e eu com argumentos disse não queremos o Lugano por isso, isso e isso. Nós estamos cheios de zagueiros destros, sai o Dória canhoto, eu acho que não é momento - afirmou Ataíde, que negou racha entre a cúpula.

- Como não estamos falando a mesma língua? São argumentos, ele falou, trouxe o nome e eu dei os argumentos. O que ele disse, eu trouxe o nome e ele não quis.

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Ataíde também tentou minimizar a participação de Osorio no episódio. Ciente de que há pressão da torcida pelo retorno do ídolo, o dirigente tem bancado a decisão, enquanto o técnico foi até o Paraguai conversar com o próprio Lugano para justificar sua escolha.

- Foi uma falha, ele não tem culpa nenhuma nesse fato, foi uma conversa simples. O presidente perguntou pra ele se precisava de jogador destro, ele disse que precisava de um canhoto - concluiu Ataíde.

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