Juvenal revela cansaço com 'ladainha' de Autuori e admite erros com técnicos
Juvenal Juvêncio decidiu quebrar o silêncio após um bom tempo longe dos holofotes. Em entrevista ao jornal "O Estado de S. Paulo", o presidente são-paulino, que não aparece para falar em público desde a apresentação de Paulo Autuori, em 5 de julho, falou sobre a troca de técnicos do Tricolor e revelou que se cansou da forma como trabalhava o antecessor de Muricy Ramalho.
- As declarações, as posturas, havia uma repetição disso, a mesma ladainha, nada mudava. Sabia que precisava fazer algo e durante a madrugada me deu um estalo e pensei: 'vamos demitir o técnico - afirmou o mandatário, que disse também ter ouvido pedidos por reforços do comandante campeão do mundo com o clube em 2005.
- Tentei trazê-lo do Qatar quatro vezes e finalmente trouxemos. E começamos a perder. Chamo o Paulo [Autuori] e pergunto como estamos. Aí vem "precisava de um homem no meio-campo, um na zaga e um na frente'. Aí eu disse: "Você precisa resolver com o que está aí. Bota esses caras para 'jambrar'. Tem que olhar no fundo do olho do caboclo, entrar dentro dele" - prosseguiu.
Desde a saída de Muricy do Morumbi em 2009, o São Paulo teve sete técnicos diferentes: Ricardo Gomes, Sérgio Baresi, Paulo César Carpegiani, Adilson Batista, Emerson Leão, Ney Franco e Autuori. Desses sete, apenas Ney conquistou título: a Copa Sul-Americana de 2012.
Perguntado sobre o maior erro de sua gestão à frente do Tricolor, Juvenal Juvêncio admite que as constantes trocas no comando foram 'infelizes' e reconhece o equívoco com certos nomes.
- Não fomos tão felizes na escolha dos técnicos, isso é o que mais vai marcar. Fizemos um esforço enorme, conseguimos corrigir salários, aquelas comissões de cinco ou seis pessoas e as multas. Isso fomos bem, mas a entidade não foi a mais feliz na escolha dos técnicos, isso é fato - afirmou.
Em abril do ano que vem, o São Paulo terá eleições para presidente. No lado da situação, Carlos Miguel Aidar é o candidato de Juvenal, enquanto Kalil Rocha Abdalla, ex-diretor jurídico do clube e apoiado por Marco Aurélio Cunha, é o homem da oposição. Na entrevista ao jornal, Juvenal também diz que irá se afastar das decisões políticas são-paulinas após o fim do mandato, mas que não irá "pescar" e sim servir como uma espécie de consultor.

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