Gobbi: 'Identificar culpados não é obrigação do Timão, mas do Estado'
O presidente do Corinthians, Mário Gobbi Filho, manifestou-se sobre a briga envolvendo corintianos, vascaínos e policiais militares no estádio Mané Garrincha, no último domingo.
Em nota, o mandatário alvinegro ressaltou que anteriormente defendeu a libertação dos doze torcedores de Oruro (BOL) - alguns deles estão envolvidos na confusão do Distrito Federal - porque não havia provas contra eles.
" (...) Eu nunca disse que aqueles 12 torcedores teriam salvo conduto ou que jamais estariam envolvidos em problemas futuros. Se agora o estão, que pese sobre eles a lei, a mesma lei que os tornou livres anteriormente", salientou o mandatário na nota.
Vale lembrar que, assim que os últimos cinco corintianos foram libertados da prisão, no início de agosto, o Timão emitiu nota ressaltando os esforços do presidente nos ministérios das Relações Internacionais e da Justiça. Além disso, na ocasião, o dirigente criticou aqueles que "condenavam" os torcedores antes do julgamento.
Gobbi ressalta que "investigar, identificar e punir os culpados não é obrigação do Corinthians ou de qualquer outro clube, ou entidade esportiva. Cabe tão somente aos poderes do Estado" e lembra que as punições impostas em casos passados não resolveram o problema da violência.
CONFIRA A ÍNTEGRA:
Nota oficial
18h39 28/08/2013 - Nota Oficial Agência Corinthians
Muitos têm me pedido uma posição sobre a briga entre torcedores do Corinthians e do Vasco, ocorrida domingo, no estádio Mané Garrincha, durante o jogo das duas equipes.
Pois bem, ainda que ontem o clube tenha soltado nota oficial clara dizendo-se a favor da severa punição dos envolvidos, respeitando sempre o que manda a lei brasileira, volto a expor minha opinião.
Sou favorável a punição de TODOS os culpados pelo ocorrido, sejam eles torcedores de qualquer time, vinculados ou não às torcidas organizadas.
Importante salientar que defendi, sim, os doze torcedores de Oruro, já que contra eles naquele episódio específico não havia prova que justificasse suas prisões.
Entretanto, eu nunca disse que aqueles 12 torcedores teriam salvo conduto ou que jamais estariam envolvidos em problemas futuros. Se agora o estão, que pese sobre eles a lei, a mesma lei que os tornou livres anteriormente.
Mas veja, essa questão de investigar, identificar e punir os culpados não é obrigação do Corinthians ou de qualquer outro clube, ou entidade esportiva. Cabe tão somente aos poderes do Estado.
É também dever do Estado, proporcionar estudo, educação, cultura, emprego, distribuição de renda, moradia, justiça, segurança pública, enfim, uma vida digna ao seu povo, dentro de uma sociedade justa, o que podemos reduzir em cidadania.
Para saber se um país cumpre sua função social, basta verificar a estatística dos ilícitos. Este índice será ínfimo naquelas localidades que desenvolvem suas obrigações na formação dos adultos de amanhã.
Não me parece razoável, cobrar de associações e de seus dirigentes, aquilo que o Estado deveria fazer.
É egoísta e simplista, pinçar do mundo jurídico somente os direitos que lhe agrada, criando-se uma sociedade alternativa, segundo suas vontades e convicções.
Defender a cidadania, dentre outros, é empunhar a bandeira do direito de ir e vir, da liberdade de expressão, da presunção de inocência, da liberdade de manifestação, da ampla defesa, do contraditório, da vida, do acesso ao judiciário, da educação, da cultura, etc, enfim, são cláusulas pétreas e liberdades clássicas consagradas na Lei Maior e que nos dá sustentação a viver num país livre, com respeito ao próximo.
Sou a favor do debate sério sobre o tema. Sem soluções mágicas ou simplistas que possam resolver essa questão sem amparo legal, sem apoio e participação do Estado, da imprensa e demais setores da sociedade civil. Com o objetivo de discutir não só os efeitos, mas principalmente as causas geradoras da criminalidade, cobrando-se os responsáveis.
Já vimos o fim das bandeiras, a extinção de torcidas, jogos com portões fechados, jogos em praças distantes e nada disso resolveu o problema da violência.
Ou tratamos todos a questão com a responsabilidade que ela exige, ou estaremos daqui uma semana, um mês ou um ano, apontando mais uma solução genial para o tema.

Futebol Nacional
Clube notifica FFU por conflito de interesses de administrador, sócio de Ronaldo
Há 1 dia
Futebol Nacional
Justiça de Brasília exige que Sinafut comprove legitimidade em ação contra FFU
Há 2 dias
Todos Esportes
Brasileiro renova com clube árabe, ganha cidadania e mira seleção do país
Há 3 dias
Fluminense
Escalação do Fluminense: Marcão aprova teste contra o Palmeiras
Há 4 dias
Todos Esportes
Copa do Brasil: Vitória conhece adversário e chaveamento
Há 1 semana
Onde Assistir
Chelsea x Milan: onde assistir, horário e prováveis escalações
Há 2 semanasMais LANCE!

GDA Luma, que comprará SAF do Botafogo, sofre ação por fraude nos EUA

Palmeiras perde quando pode, avança na Copa do Brasil e vê Flaco ainda mais protagonista

Diego Fernandes rebate conselheiro do São Paulo em rede social

Presidente da Fifa Master Alumni vê Infantino ainda favorito: 'Há muito ruído'

Santos x Remo: onde assistir, horário e escalações pela Copa do Brasil

Paulinho retorna aos treinos, e Palmeiras inicia preparação para a Copa do Brasil

Lula diz que só usa camisa do Corinthians e do Vasco: 'Flamengo, não'

AO VIVO: assista à apresentação de Zé Lucas no Cruzeiro

O impacto da ausência de Matheus Pereira no time titular do Cruzeiro

Klopp é apresentado pela Alemanha: 'Critiquem-me se algo não funcionar'

Análise: Cogitado por Trump na ONU, Infantino tem reeleição na Fifa em mãos

Leitores do Lance! escolhem Espanha x Inglaterra como final ideal da Copa

'O futebol não venceu': treinador da Suíça lamenta eliminação e ataca arbitragem
