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Copa América tem 50% de chances de ter algum campeão argentino. Entenda!

 

Não só pela grande seleção que tem, as chances de a Argentina ter algum campeão da Copa América é muito grande. Na verdade é de 50%. Dos 12 técnicos da competição continental que começa nesta quinta-feira no Chile, seis são hermanos. Sendo que três deles comandam equipes que são sérias candidatas a vencer o troféu. Além de Gerardo Martino, que comanda a Albiceleste, José Pekerman, da Colômbia, e Jorge Sampaoli, da seleção que sedia o torneio, surgem como nomes mais badalados. Há ainda Ramón Díaz, no Paraguai, Ricardo Gareca, no Peru, e Gustavo Quinteros, no Equador.

Não trata-se de uma coincidência. De certa forma, existe uma tendência pela busca da forte mentalidade do argentino, da capacidade de tirar o melhor de cada jogador. Afinal, além de todos esses, ainda há casos como Diego Simeone, Marcelo Bielsa e Mauricio Pochettino, todos fazendo carreira na Europa.

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- É uma geração especial. Mas tem que marcar diferença, não dá para dizer que há uma escola propriamente dita, em relação ao estilo de jogo. Sampaoli e Tata são diferentes de José Pekerman e Ramón Díaz, Gustavo Quinteros ficaria mais ao estilo de Martino, pela ofensividade. Existe, sim, uma escola, mas com diferentes vertentes. O fio condutor que une todos eles, é a questão da mentalidade. Seleções como Peru e Paraguai vivem momentos de transição e recuperação de confiança, e isso é muito característico do argentino - explicou o jornalista argentino Daniel Arcucci, da Direct Sports.

Desta forma, os confrontos entre eles seriam inevitáveis. Já começa na estreia, no jogo entre o Chile de Sampaoli e o Equador de Gustavo Quinteros, pelo Grupo A. No B, Tata, que representa o próprio país, comanda a Argentina contra o Paraguai de Ramón Díaz. No C, a Colômbia de Pekerman enfrenta o Peru do ex-palmeirense Gareca. E ainda tem o mata-mata.

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O mais velho deles é Pekerman, de 65 anos. O seu momento de auge foi quando chegou à seleção argentina e foi à Copa do Mundo de 2006. Caiu nas quartas de final contra a Alemanha. Todos os outros são da mesma faixa etária. Os mais conhecidos no Brasil são Jorge Sampaoli, que fez um trabalho brilhante na Universidad de Chile, e acabou indo para a Roja. Empolgou na Copa do Mundo e seguiu. E já foi muito especulado em clubes brasileiros.

Mas o único de fato a trabalhar no Brasil foi Ricardo Gareca. Depois de uma longa passagem pelo Vélez Sarsfield, foi para o Palmeiras, mas não agradou e saiu logo. Assumiu o Peru em fevereiro. Gerardo Martino é um dos mais conhecidos mundialmente. Além de ser o técnico da Albiceleste, comandou o Barcelona na temporada 2013/14, depois de ter sido semifinalista da Copa Libertadores de 2013, pelo Newell's Old Boys.

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Ramón Díaz fez uma importante carreira como jogador. Atuou em clubes importantes, como River Plate, Napoli, Fiorentina, Internazionale e Monaco. E defendeu a seleção. Como técnico, foi importante na recuperação do River Plate. E assumiu o Paraguai em 2014. Por último, Gustavo Quinteros. O atacante fez carreira na Bolívia como jogador e chegou a defender a seleção como jogador e treinador. Depois foi para o Emelec, e enfim entrou no comando do Equador. E a tendência de técnicos hermanos desse estilo deve continuar.

- Isso é resultado de outros treinadores que já foram bem. Marcelo Bielsa deixou a sua contribuição, foi técnico de Martino e Simeone. E ambos falam que ele marcou. Há jogadores com pré-disposição a isso, já posso imaginar Mascherano daqui a 10 anos sendo um treinador de sucesso. Muitos jogadores se interessam pela tática, o que talvez antes não fossem tão importante no passado - concluiu o jornalista argentino Daniel Arcucci.

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