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Colunista de tênis do LANCE! analisa fase atual de Marcelo Melo

Nada é por acaso no tênis. Os bons resultados de Melo são fruto do trabalho árduo realizado junto com seu técnico Daniel Melo. Desengonçado para jogar simples, ele foi evoluindo ano após ano nas duplas e, mesmo quando despontou ao lado de André Sá e depois com Bruno Soares, mostrava deficiências na devolução e tinha uma altura (2,03m) que pedia um saque com mais potência e variação.

Identificou esses detalhes, aprimorou e achou parceiros ideais que o complementam com um ótimo jogo de fundo, como o casamento perfeito com o croata Ivan Dodig.

O entrosamento não demorou muito, mas a experiência no circuito, as derrotas para os irmãos americanos Bob e Mike Bryan e o aprendizado deram a confiança para que desabrochasse seu melhor tênis desde o meio para o fim da última temporada.

São três semifinais seguidas de Slam com, agora, um título e uma vaga na final na Austrália que escapou por um pontinho, além de um vice do ATP Finals, também nos detalhes, para os irmãos Bryan. A primeira posição do ano está consolidada e será brigada até o fim pelo equilíbrio.

Se tornar número 1 individual, que é seu maior objetivo junto com Wimbledon, é um sonho mais para o fim da temporada, já que a distância para os gêmeos ainda é grande, mas Melo cada vez mais se consolida, tem o respeito e merece por tudo que vem fazendo.

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