Alex se recorda do Cruzeiro de 2003: 'Time equilibrado e que jogava bonito'
O título do Campeonato Mineiro veio de maneira invicta. A taça da Copa do Brasil também seria alcançada sem derrotas. Para coroar um ano inesquecível, ainda seria conquistado o Brasileirão de 2003, o primeiro da era dos pontos corridos, com campanha avassaladora: 100 pontos, sendo 13 a mais que o vice-campeão Santos. O Cruzeiro que fez história ao levar a até hoje única "Tríplice Coroa" não sairá da memória de quem fez parte daquelas conquistas como Alex, o homenageado deste sábado com o jogo "Alex 10 Eterno".
– Aquele foi um ano muito legal e marcou muito. Era o primeiro Campeonato Brasileiro de pontos corridos, o Cruzeiro tinha perdido a Copa dos Campeões (de 2002), desperdiçando a chance de jogar a Libertadores de 2003. Então, o Cruzeiro começou 2003 ganhando o Campeonato Mineiro com golga, ganhando a Copa do Brasil muito bem e tínhamos uma expectativa muito grande, ninguém sabia o que iria acontecer. Lideramos do começo ao fim e o mais legal era um time que jogava bonito no Mineirão, jogava bonito fora de casa – destacou o craque celeste, antes de completar:
– Realmente, foi um time que marcou muito. Tanto marcou que mudou até a camisa do clube.O clube, hoje, usa uma coroa na camisa, no seu escudo. Isso é uma marca muito forte daquele time. Quem teve a oportunidade de participar, tem que ter a consciência de que participou de um time histórico do clube. E também do futebol brasileiro.
A partir de momento que o Cruzeiro de Alex, Aristizábal & Cia. atingiu o equilíbrio entre atuar bem como mandante e na condição de visitante no Brasileirão, o título que colocaria a equipe entre as maiores da história do futebol brasileiro passou a ser uma certeza para o então camisa 10. Com tal equilíbrio, a qualidade do elenco montado para aquela temporada garantiria um novo feito no ano.
– A gente tinha certeza que ganharia o campeonato a partir do momento que a gente conseguiu jogar bem dentro e fora de casa. Em um campeonato de regularidade, é assim que você consegue ganhar. Tivemos alguns percalços no meio do caminho, mas a gente tinha um time muito equilibrado. E como característica era um time muito bem montado pelo Vanderlei (Luxemburgo) e pela diretoria. A gente tinha jogadores experientes como o André, o Zinho, caso do Aristizábal. Jogadores no meio da carreira, eu, Cris, Maldonado e jogadores jovens de muita qualidade, como Maurinho, Leandro, o Edu Dracena. Quando precisava de jogador de qualidade você tinha, quando precisava de jogar forte você tinha, quando precisava de alguém para marcar você tinha.
– Os jogadores trabalharam muito naquele ano. Talvez tenha sido o time que eu tenha jogado, aonde os objetivos individuais de cada um eram muito fortes, cada um sabia o que queria da sua carreira e isso, no coletivo, ajuda bastante. Tanto que depois, a maioria desses jogadores fez sucesso no futebol europeu e alguns ainda fazem. O Maicon ainda joga, o Luisão é capitão do Benfica, Felipe Melo fez sucesso na Europa muito tempo, outros que encerraram a carreira foram jogadores de muito sucesso. Poucos jogadores daquele elenco não tiveram uma carreira equilibrada, o que mostra que, realmente, era um grupo muito bom – completou.

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